Fraude contábil: como identificar e quais as penalidades para este crime – Jornal Contábil

A integridade das demonstrações financeiras é o coração do mercado de capitais e da gestão empresarial. Quando um balanço é publicado, ele carrega consigo a confiança de investidores, a segurança de empregados e a base para a arrecadação de impostos que sustentam serviços públicos. 

No entanto, o cenário corporativo brasileiro e global frequentemente se depara com uma prática que corrói essa base: a fraude contábil. Diferente de um erro de digitação ou de uma interpretação equivocada de normas técnicas, a fraude é um ato deliberado de camuflagem. 

Em um mundo onde os dados ditam o valor de mercado, manipular a contabilidade tornou-se um crime sofisticado que, quando descoberto, provoca colapsos financeiros e danos irreparáveis à reputação das marcas envolvidas.

O que configura a fraude contábil?

De forma geral, qualquer estratégia que manipule intencionalmente a contabilidade de uma empresa é considerada fraude. O objetivo por trás do ato varia: desde inflar os ganhos para atrair investidores e valorizar ações, até a omissão de informações para reduzir drasticamente a carga tributária ou beneficiar terceiros indevidamente.

Diferente de um erro técnico, a fraude é premeditada. Se uma auditoria comprovar a manipulação, o impacto é em cascata: as finanças da organização são gravemente prejudicadas e os gestores envolvidos passam a responder criminalmente pelos seus atos.

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Artifícios comuns e exemplos reais

Empresas que fraudam seus balanços utilizam uma série de artifícios para mascarar a realidade. Entre os exemplos mais recorrentes no mercado, destacam-se:

  • Manipulação de Patrimônio: Algumas empresas deixam de contabilizar a depreciação de seus bens ou o fazem com valores irreais. O objetivo é apresentar ao mercado um patrimônio muito superior ao que a empresa realmente possui.
  • Notas Frias: O uso de documentos com valores falsos para justificar registros que nunca ocorreram.
  • Gestão de Documentos: A destruição proposital de arquivos e registros para dificultar o rastreio em uma eventual auditoria.
  • Lançamentos Duplicados ou Omitidos: Inserir a mesma venda duas vezes ou “esquecer” de lançar uma dívida para alterar artificialmente o faturamento.

Quais as punições

As penalidades possíveis que estão na Lei nº 12.846/2013, chamada de Lei Anticorrupção  são:

  • Multa de até 20% no valor de faturamento da empresa;
  • Devolução do valor obtido com a fraude;
  • Suspensão das atividades da empresa;
  • Fechamento da empresa;
  • Proibição de receber incentivos fiscais, doações ou empréstimos de órgãos públicos

Papel das auditorias

Quando surge uma suspeita fundamentada, é realizada uma auditoria externa independente. Confirmada a fraude, os órgãos de fiscalização abrem processos que podem selar o destino da companhia.

Para evitar chegar a esse ponto, especialistas reforçam a necessidade de intensificar as auditorias internas. Implementar controles rígidos e uma cultura de conformidade (compliance) não é apenas uma escolha ética, mas uma estratégia de sobrevivência.

 Empresas envolvidas em escândalos raramente recuperam sua reputação perante o mercado e os consumidores.



Autor: Ana Luzia Rodrigues


Ana Luzia Rodrigues é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.


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O amadurecimento do RH passa pela forma como a empresa cuida do básico – Jornal Contábil

Nos últimos anos, o RH passou a ocupar um papel cada vez mais estratégico dentro das organizações. Temas como people analytics, inteligência artificial, employer branding e cultura organizacional ganharam espaço nas agendas de líderes e gestores de pessoas. 

Ainda assim, em meio a tantas tendências, muitas empresas acabam negligenciando um ponto fundamental: o cuidado com o básico. Não por acaso, a busca pelo melhor cartão de benefícios para funcionários costuma surgir como uma tentativa de resolver dores práticas do dia a dia, mas pode acabar também revelando o nível de maturidade da área de RH.

A verdade é que o amadurecimento do RH não começa nas iniciativas mais sofisticadas, mas na capacidade de estruturar bem aquilo que sustenta a experiência do colaborador.

O que significa “cuidar do básico” na gestão de pessoas

Cuidar do básico vai muito além de cumprir obrigações legais. Envolve garantir que processos, políticas e benefícios funcionem de forma clara, eficiente e alinhada às necessidades reais do time. Folha de pagamento sem erros, benefícios bem estruturados, comunicação transparente e processos simples são exemplos de fundamentos que impactam diretamente o dia a dia do colaborador.

Quando esses elementos falham, o RH passa a atuar de forma reativa, lidando com reclamações, retrabalho e desgaste interno. Já quando funcionam bem, criam um ambiente de confiança que permite ao RH avançar para iniciativas mais estratégicas.

RH maduro começa pela previsibilidade e pela confiança

Um dos principais sinais de maturidade do RH é a previsibilidade: colaboradores precisam sentir segurança em relação ao que a empresa oferece, ao que foi combinado e ao que pode ser esperado no curto e no longo prazo. Isso inclui desde o pagamento correto de salários até o acesso facilitado aos benefícios.

Quando o básico está organizado, o RH deixa de ser visto apenas como uma área operacional e passa a ser reconhecido como um parceiro do negócio. A confiança gerada por processos bem estruturados fortalece a relação entre empresa e colaborador, e esse vínculo é essencial para engajamento, produtividade e retenção.

Benefícios como infraestrutura de cuidado, não como diferencial isolado

Os benefícios corporativos costumam ser tratados como atrativos competitivos, mas, em um RH maduro, eles funcionam principalmente como infraestrutura de cuidado. Vale-alimentação, vale-refeição, mobilidade e outros benefícios fazem parte da rotina do colaborador e influenciam diretamente sua qualidade de vida.

Quando mal estruturados ou mal comunicados, esses benefícios se tornam fonte de ruído. Quando bem definidos, integrados e alinhados à realidade do time, contribuem para uma experiência mais fluida e positiva. O ponto central não é oferecer mais, mas oferecer melhor, com coerência, clareza e propósito.

O impacto do básico na cultura organizacional

A forma como a empresa cuida do básico comunica muito sobre sua cultura. Processos confusos, regras pouco claras e benefícios difíceis de usar passam a mensagem de desorganização e descuido. Por outro lado, políticas bem definidas e decisões pensadas a partir da experiência do colaborador reforçam valores como respeito, transparência e responsabilidade.

Nesse sentido, o básico não é neutro: ele constrói cultura todos os dias. Cada interação do colaborador com o RH, seja para tirar uma dúvida, acessar um benefício ou resolver um problema, contribui para a percepção que ele tem da empresa como empregadora.

O básico bem-feito libera o RH para ser estratégico

Um erro comum é acreditar que cuidar do básico “consome tempo demais” do RH. Na prática, acontece o oposto. Quando processos são bem estruturados, a área ganha eficiência, reduz retrabalho e libera tempo para atuar de forma mais analítica e estratégica.

Com o operacional sob controle, o RH consegue olhar para temas como desenvolvimento, sucessão, clima organizacional e performance com mais profundidade. Ou seja, o básico não compete com a estratégia: ele é o que viabiliza a estratégia.

Maturidade em RH é evolução contínua

O amadurecimento do RH não acontece de uma vez. Ele é construído aos poucos, por meio de decisões consistentes, revisões constantes e atenção às dores reais do time. Cuidar do básico exige escuta ativa, visão sistêmica e disposição para ajustar processos sempre que necessário.

Antes de buscar soluções complexas ou tendências do momento, vale a reflexão: os fundamentos da gestão de pessoas estão realmente bem resolvidos? Na maioria dos casos, é nesse ponto que começa, e se sustenta, um RH verdadeiramente estratégico.

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Como evitar retrabalho no escritório contábil com documentos digitais bem estruturados – Jornal Contábil

A organização de arquivos digitais deixou de ser um diferencial para se tornar um requisito fundamental em escritórios contábeis modernos. Com volumes crescentes de documentos de clientes, obrigações acessórias e exigências legais, a eficiência dos processos internos depende diretamente de como os arquivos eletrônicos são gerenciados e estruturados. Documentos digitais mal organizados geram retrabalho, atrasos, erros de conformidade e custos operacionais desnecessários. Neste post, exploramos evidências práticas, estratégias comprovadas e melhores práticas que mostram como uma estrutura de documentos em PDF e outros formatos pode reduzir perdas de tempo, melhorar a produtividade e aumentar a qualidade dos serviços contábeis.

O custo do retrabalho e a importância da organização

A desorganização digital não é um problema exclusivo dos escritórios contábeis, mas suas consequências são particularmente severas neste contexto, pois documentos fiscais e contábeis exigem precisão, rastreabilidade e conformidade. Pesquisa da Adobe mostrou que quase 2 em cada 3 empregados já precisaram recriar documentos porque não conseguiram encontrá-los devido à falta de organização digital; mais de 1 em cada 10 passou mais de quatro horas por semana apenas procurando arquivos; e 47 por cento dos entrevistados consideraram os sistemas de organização digital difíceis de navegar. No contexto contábil, cada minuto gasto procurando documentos implica menos tempo para análises financeiras, consultoria tributária ou atendimento ao cliente, elevando assim o custo do serviço e diminuindo a satisfação do cliente.

Benefícios comprovados da organização de documentos digitais

Redução de retrabalho e aumento de produtividade

Um dos maiores benefícios de um sistema de organização digital bem estruturado é a redução drástica do retrabalho. Dados indicam que sistemas digitais de gestão documental podem reduzir erros de documentação em até 90 por cento, acelerar processos internos e melhorar a tomada de decisão. 

Em escritórios contábeis, onde muitas tarefas são repetitivas e demandam consulta frequente a documentos como DARF, SPED, notas fiscais e comprovantes de pagamento, a organização estruturada evita que profissionais tenham que abrir múltiplas pastas ou refazer atividades previamente concluídas.

Redução de custos e conformidade

A digitalização combinada com uma boa organização de arquivos digitais também reduz custos com papel, impressão, armazenamento físico e logística interna, liberando espaço e recursos para atividades que agregam mais valor. 

Além disso, manter a documentação contábil organizada eletronicamente facilita auditorias e fiscalizações, pois gera um histórico rastreável e consistente de cada operação, o que é um requisito cada vez mais valorizado em programas como SPED no Brasil. 

Como estruturar documentos digitais para evitar retrabalho

Boas práticas de nomeação e hierarquia de pastas

Uma boa organização começa com um padrão claro de nomeação de arquivos e pastas. Por exemplo, em vez de salvar diversos DARFs com nome genérico, nomeá-los incluindo ano e cliente melhora significativamente a localização posterior. 

A estrutura recomendada tende a seguir uma hierarquia como:

• Cliente > Ano > Tipo de documento > Versão final

Isso torna intuitiva a navegação e reduz o risco de erros ou versão desatualizada sendo usada.

Convenções consistentes e automação

Definir convenções de pastas, tags e categorias padronizadas para o escritório inteiro garante que toda equipe entenda como encontrar e armazenar documentos. A implementação de regras claras evita duplicidades e versões conflitantes de um mesmo arquivo. 

Automatizar tarefas como renomeação de arquivos, backup em nuvem e classificação de tipos de documento também minimiza o esforço humano e os erros.

Perguntas que os contadores realmente fazem

Como a organização de arquivos digitais impacta a conformidade fiscal?

Sem uma estrutura clara de documentos digitais, o risco de omissões, inconsistências ou falhas na entrega de obrigações acessórias aumenta. Arquivos organizados garantem que cada documento relevante esteja disponível para auditorias e fiscalizações, apoiando o cumprimento de prazos e exigências legais.

Quais são os principais desafios ao implementar um sistema digital organizado?

Os principais obstáculos incluem resistência à mudança, falta de treinamento da equipe e ausência de padrões claros de organização. Escritórios que não alinham sua cultura digital acabam por replicar processos manuais no meio digital, o que anula os potenciais ganhos de eficiência.

Ferramentas e tecnologias que ajudam

Soluções modernas de gestão documental e armazenamento em nuvem oferecem recursos como controle de versão, busca avançada, permissão por usuário e integração com sistemas contábeis. Esses recursos ajudam a manter uma estrutura disciplinada de arquivos, reduzem a necessidade de retrabalho e facilitam o acesso seguro por toda a equipe.

A adoção de plataformas com recursos de OCR (reconhecimento óptico de caracteres) facilita tornar documentos digitalizados pesquisáveis e integráveis aos fluxos de trabalho contábeis.

Melhores práticas para manter a organização ao longo do tempo

Treinamento contínuo da equipe

Uma organização eficaz depende não apenas de ferramentas, mas da forma como o time as usa. Treinar regularmente a equipe para seguir padrões de nomeação, normas de segurança e estruturação de pastas ajuda a manter a eficiência com o passar do tempo.

Revisões periódicas dos arquivos

Estabelecer rotinas de revisão e limpeza de arquivos impede o acúmulo de registros desnecessários e garante que as versões mais atualizadas estejam disponíveis e acessíveis.

Uma organização de arquivos digitais bem implementada é um dos pilares para evitar retrabalho em escritórios contábeis. A estrutura adequada acelera o acesso a documentos, reduz erros, melhora a conformidade fiscal e libera tempo para atividades que realmente agregam valor ao cliente. A adoção de padrões de nomeação, hierarquias de pasta coerentes, automação e treinamento contínuo da equipe são estratégias fundamentais para alcançar esses benefícios.

Embora a transformação digital dependa de tecnologias e ferramentas, o verdadeiro valor está em integrar esses recursos a processos bem pensados e alinhados com as necessidades do escritório. A eficiência conquistada por meio de documentação digital estruturada não apenas evita retrabalho, mas também fortalece a capacidade competitiva de escritórios contábeis na era digital.

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Os melhores países para trabalhar como contador em 2026 – Jornal Contábil

Enquanto experimentamos uma realidade instável no Brasil, a área de contabilidade continua sendo uma das mais necessárias no mundo, especialmente pelo crescimento de empresas globais, digitalização de sistemas financeiros e necessidade de maior conformidade fiscal e governança corporativa.

Em diferentes países, profissionais contábeis qualificados encontram várias oportunidades que se traduzem em salários super atrativos, facilidade de imigração, estabilidade e crescimento de carreira.

Para profissionais de contabilidade que sonham com uma carreira internacional, maior qualidade de vida e valorização, a seguir vamos te mostrar os países que mais estão buscando por contadores.

Estados Unidos

Os Estados Unidos já são há muitos anos o maior mercado global para profissionais de contabilidade. O país concentra inúmeras grandes empresas, multinacionais, fundos de investimento e um ecossistema financeiro extremamente robusto e sofisticado.

Existe forte demanda de contadores, auditores, controllers, analistas financeiros e especialistas em compliance, e os salários médios anuais variam entre US$ 65 mil e US$ 95 mil, podendo ultrapassar US$ 120 mil em cargos seniores ou em grandes centros como Nova York.

Com relação a vistos, os principais caminhos para conseguir viver e trabalhar nos Estados Unidos são pelo H-1B (trabalho especializado), L-1 (transferência intraempresa) e, em alguns casos, processos de residência permanente via empregador.

Canadá

O Canadá é um país que vem enfrentando uma escassez profunda de profissionais de contabilidade, especialmente para as áreas de auditoria, análise financeira e contabilidade corporativa.

Os salários médios para contadores no Canadá giram em torno de CAD 55 mil e CAD 85 mil por ano, podendo ser ainda maiores para cargos mais especializados.

Um dos grandes diferenciais do país é a imigração, especialmente pelo programa Express Entry, Provincial Nominee Program (PNP), bem como vistos de trabalho com caminho facilitado para quem busca a residência permanente no Canadá.

Reino Unido

Londres tem se tornado o centro financeiro global e, consequentemente, acaba mantendo uma demanda extremamente alta por contadores, especialmente para setores de auditoria, impostos, finanças corporativas e gestão de riscos.

Os salários anuais são bem interessantes e variam normalmente de £40 mil a £70 mil, mas podem facilmente ultrapassar os £90 mil para os cargos seniores do setor financeiro.

Após o Brexit, o país possui o Skilled Worker Visa que acaba simplificando a contratação de estrangeiros qualificados para setores onde se registra uma maior escassez local, incluindo profissões da área financeira.

Austrália

A Austrália é mais um país que tem uma grande demanda por contadores, impulsionada especialmente pelo crescimento empresarial, assim como pela complexidade regulatória do país.

Contadores tendem a receber em média entre AUD 65 mil e AUD 100 mil por ano, dependendo da experiência profissional bem como da região. Outro ponto importante a se mencionar é que os contadores costumam ser frequentemente incluídos na lista de profissões com alta demanda no país.

Para conseguir acessar a Austrália como contador, os principais caminhos para isso são o Skilled Independent Visa e o Skilled Nominated Visa, além de vistos patrocinados por empregadores australianos.

Alemanha

A Alemanha é um país que tende a necessitar frequentemente de profissionais financeiros, especialmente para trabalhar nas grandes indústrias, multinacionais e empresas exportadoras.

Atualmente, o salário médio para contadores e profissionais de finanças no país gira em torno de €55 mil e €85 mil anuais, com valorização bem atrativa para profissionais com mais experiência em finanças corporativas e controladoria.

O melhor caminho para viver e trabalhar na Alemanha é pelo EU Blue Card, um dos vistos mais vantajosos de toda a Europa para profissionais qualificados, que facilitam e muito a residência permanente.

Suíça

Um dos países mais bonitos e com uma das economias mais estáveis do mundo, é também um país que necessita frequentemente de novos profissionais de contabilidade e finanças, especialmente no setor bancário e corporativo.

Outra vantagem da Suíça é que é um dos países que melhor remuneram contadores no mundo, com salários médios que podem variar entre CHF 80 mil e CHF 120 mil por ano.

O melhor caminho para conseguir viver e trabalhar no país é através do visto de trabalho patrocinado por empresa suíça, que normalmente tende a dar preferência para profissionais altamente qualificados.

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Atenção! Dirbi e PGDAS vencem nesta terça-feira (20) – Jornal Contábil

As obrigações acessórias são declarações e documentos que as empresas e pessoas físicas devem entregar periodicamente aos órgãos competentes, como a Receita Federal, para informar sobre suas atividades financeiras, fiscais e tributárias. 

O vencimento dos prazos para o cumprimento dessas obrigações acessórias é um aspecto vital que exige atenção, pois o atraso ou a falta de entrega podem acarretar multas e penalidades.

O calendário de obrigações acessórias varia de acordo com o tipo de obrigação, o regime tributário da empresa ou pessoa física, e outras particularidades. É fundamental consultar o calendário específico para o seu caso e organizar-se para cumprir todas as obrigações dentro dos prazos estabelecidos.

Os profissionais contábeis e gestores precisam se atentar para duas obrigações acessórias com vencimento nesta terça-feira, dia 20.

Veja a seguir quais são as obrigações e os períodos relativos de apuração.

Leia também:

Obrigações vencendo nesta terça-feira (20) 

1 – DIRBI

A DIRBI  é a Declaração de Incentivos, Renúncias, Benefícios e Imunidades de Natureza Tributária. Com ela, a Receita Federal busca fortalecer a fiscalização e aumentar a transparência fiscal, exigindo que as empresas apresentem informações detalhadas sobre os benefícios tributários que estão aproveitando.

A DIRBI tem como objetivos principais identificar se o benefício e/ou renúncia fiscal utilizado deveria ser utilizado e saber em valores quanto é a perda de arrecadação com o uso do benefício ou renúncia fiscal federal.

Seu vencimento é dia 20, com informações referentes ao período de novembro/25.

2 – PGDAS-D

O Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (PGDAS) é um aplicativo disponível no Portal do Simples Nacional para o contribuinte fazer o cálculo dos impostos a serem pagos mensalmente, declarar receita e emitir a DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

O Microempreendedor Individual (MEI) está isento do uso do PGDAS, pois a categoria tem um local específico para a geração da sua guia de impostos mensais, o PGMEI – Programa Gerador de DAS do Microempreendedor Individual.

O vencimento do PGDAS-D também ocorre nesta terça-feira, dia 20, com informações relativas ao período de dezembro/2025. 

Conclusão

Portanto, se ainda não o fez, reforce a atenção para o envio da DIRBI e do PGDAS. 

O cumprimento dessas obrigações no tempo estipulado é vital para evitar multas, juros e o comprometimento da regularidade fiscal de sua empresa junto à Receita Federal.

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Autor: Ana Luzia Rodrigues


Ana Luzia Rodrigues é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.


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Confira todos os feriados que vêm por aí em 2026 – Jornal Contábil

Quem já gosta de marcar viagens com antecedência ou está contando os dias para uma folga pode se animar com os feriados que vem por aí. Está previsto 10 feriados nacionais e 9 dias de ponto facultativo.

A distribuição das datas ao longo da semana permite o trabalhador aproveitar melhor os períodos de folga e conseguir um descanso. 3

>>> Leia também: IR 2026: Confira a nova tabela progressiva e quem precisa declarar

Veja como ficam os feriados nacionais em 2026

As datas foram publicadas oficialmente na Portaria MGIº 11.460/2025, que estabelece os feriados nacionais e os dias facultativos de 2026. Confira as datas e os respectivos dias:

  • Ponto facultativo: 16 de fevereiro – Carnaval;
  • Ponto facultativo: 17 de fevereiro – Carnaval;
  • Ponto facultativo: 18 de fevereiro –  Quarta-Feira de Cinzas;
  • Feriado nacional: 3 de abril – Paixão de Cristo;
  • Ponto facultativo: 20 de abril;
  • Feriado nacional: 21 de abril – Tiradentes;
  • Feriado nacional: 1º de maio – Dia do Trabalhador;
  • Ponto facultativo: 4 de junho – Corpus Christi;
  • Ponto facultativo: 5 de junho;
  • Feriado nacional: 7 de setembro – Independência do Brasil;
  • Feriado nacional: 12 de outubro – Nossa Senhora Aparecida;
  • Ponto Facultativo: 28 de outubro – Dia do Servidor Público federal;
  • Feriado nacional: 1 de novembro – Finados;
  • Feriado nacional: 15 de novembro – Proclamação da República;
  • Feriado nacional: 20 de novembro – Dia da Consciência Negra;
  • Ponto facultativo: 24 de dezembro – Véspera do Natal;
  • Feriado Nacional: 25 de dezembro – Natal;
  • Ponto facultativo após as 13h: 31 de dezembro – Véspera do ano novo.

Oportunidades de feriado prolongado

Este ano, terá quatro feriados nacionais que caem em uma sexta-feira e três em uma segunda-feira. Logo, o calendário oferece alguns possíveis encaixes para os feriados prolongados.

>>> Leia mais em Fique Sabendo



Autor: Mariana Freitas


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Impacto tributário: Receita abre adesão ao Rearp com alíquota de 15% – Jornal Contábil

A Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) disponibilizou, nesta segunda-feira (19/1), o acesso à Declaração de Opção pelo Regime Especial de Regularização Patrimonial (Derp). O documento é o instrumento necessário para a adesão à modalidade Rearp Regularização, instituída pela Lei nº 15.265/2025 e regulamentada pela IN RFB nº 2.301/2025.

Diferente da modalidade de “Atualização” (disponível desde 2 de janeiro via Deap), a modalidade de “Regularização” é voltada para ativos de origem lícita, situados no Brasil ou no exterior, que não foram declarados ou que apresentam omissões e incorreções em relação à posição de 31 de dezembro de 2024.

Carga Tributária e prazos

O planejamento tributário para a adesão deve ser imediato, dado o curto período para conformidade. A carga financeira sobre o montante regularizado será composta por:

  • Imposto de Renda (IR): Alíquota de 15%.
  • Multa: 100% sobre o valor do imposto apurado (totalizando um ônus efetivo de 30% sobre o valor do bem).

Leia também:

Cronograma crítico

  1. Transmissão da Derp: Até o dia 19 de fevereiro de 2026.
  2. Pagamento: O recolhimento integral (ou da primeira quota, em caso de parcelamento) deve ocorrer até 27 de fevereiro de 2026.

Procedimentos Técnicos

O preenchimento da declaração deve ser realizado via Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC), no serviço “Regularização de Ativos – Regularizar Ativos Patrimoniais”, sob a opção “2026 – Lei nº 15.265/2025 – Derp”.

A adesão abrange tanto pessoas físicas quanto jurídicas residentes no País na data de corte, incluindo bens relativos a espólio com sucessão aberta até o final de 2024. 

Profissionais da área contábil devem consultar o Manual da Derp e a Instrução Normativa RFB nº 2.301/2025 para orientações detalhadas sobre a base de cálculo e conversão de moeda estrangeira, quando aplicável.

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Autor: Ana Luzia Rodrigues


Ana Luzia Rodrigues é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.


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Sua empresa é do Simples? Entenda quando o SPED Contábil é exigido e evite surpresas com o Fisco – Jornal Contábil

O SPED Contábil foi criado para automatizar e facilitar o envio das informações contábeis das empresas à Receita Federal.

Para te ajudar em mais uma questão do Simples Nacional, hoje a equipe do Jornal Contábil retirou algumas informações do artigo da  é-Simples Auditoria Eletrônica, empresa especialista no Simples Nacional e vamos te ajudar a entender mais sobre como funciona o SPED Contábil para o Simples Nacional e saber como podemos ajudar nossos clientes optantes por esse regime!

O artigo da é-Simples Auditoria Eletrônica diz:

1. O SPED Contábil para o Simples Nacional

Segundo o Blog da é-Simples Auditoria: “Em um mundo cada vez mais automatizado e conectado, as pilhas de papéis necessárias para que as empresas cumprissem suas obrigações fiscais ficaram no passado.

É aí que entra o SPED Contábil, também conhecido como ECD (Escrituração Contábil Digital).

Porém, se o objetivo do Simples Nacional é facilitar a vida dos micros e pequenos empreendedores, não seria contraditório exigir mais um documento?

Nesse caso, não! A nova obrigatoriedade burocrática para as novas empresas optantes pelo Simples Nacional beneficia vários segmentos do pequeno empresariado.

Isso porque, o uso do SPED Contábil permite a redução de custos do negócio, uma vez que elimina a necessidade de elaborar e guardar livros e demonstrativos em papel.

Além disso, os documentos contábeis ficam automaticamente à disposição para registro na Junta Comercial de seu Estado.

Por fim, a exigência do SPED Contábil para o Simples Nacional também é coerente com a nova realidade da sociedade na qual a sua empresa se insere.

A tendência atual é a automatização cada vez maior de processos e atividades dentro do empreendimento, uma vez que a tecnologia permite essa facilidade.

Dessa forma, ao utilizar o SPED Contábil, além de ficar em dia com as obrigações em relação à Receita Federal, você ainda pode aproveitar uma série de benefícios que essa exigência traz para o seu negócio.

Portanto, continue a leitura e entenda melhor como funciona esse programa e como enviar a ECD para o Fisco.”

2. Como funciona a ECD?

De acordo com o Blog da é-Simples Auditoria: “A Escrituração Contábil digital (também chamada SPED Contábil) é uma obrigação fiscal instituída no ano de 2007 e pertencente ao Projeto SPED (Sistema Público de Escrituração Digital).

Basicamente, consiste na entrega dos seguintes livros contábeis, em meio digital:

  • livro Diário (e, se houver, seus auxiliares);
  • livro Razão (e também, se houver, seus auxiliares);
  • balancete, diário e balanço, acompanhados das correspondentes Fichas de Lançamentos.

Essa exigência já era uma realidade para as empresas optantes pelo Lucro Real.

Porém, a partir de 2018, também se tornou uma necessidade para as microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional e que receberam recursos de capital por meio de investidor-anjo.”

3. Como entregar a ECD?

De acordo com o Blog da é-Simples Auditoria: ”A Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) disponibiliza o programa para a entrega da obrigação, cujas informações contábeis deverão ser registradas e validadas por um profissional de contabilidade.

Ela deverá ser assinada digitalmente (certificado digital) pelo próprio contador, utilizando seu e-CPF, e pela empresa (e-CNPJ), sendo que esta última pode ser substituída pela assinatura digital do representante legal ou de procurador registrado na RFB.”

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Gostou do assunto? Continue acompanhando nossos artigos, e também siga a é-Simples no instagram @esimplesauditoria.

Obrigado pela leitura! Informações retiradas do Blog da é-Simples Auditoria. Artigo: “Como funciona o SPED Contábil para o Simples Nacional?” Disponível em: Por Leonel Monteiro em 09/11/2017.

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Anuidades do CRC: pagamento ainda em janeiro garante 10% de desconto – Jornal Contábil

O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) deu início ao período de arrecadação da anuidade de 2026. Segundo as diretrizes da Resolução nº 1.774/2025, profissionais e organizações contábeis que optarem pelo pagamento integral antecipado terão direito a descontos progressivos, sendo o maior benefício concedido para quitações realizadas até o dia 31 de janeiro.

Um diferencial para o exercício de 2026 é o incentivo à digitalização. Contribuintes que aderiram ao Domicílio Eletrônico (D-e) entre 1º de janeiro e 5 de dezembro de 2025 garantem um abatimento adicional de 5%, cumulativo com os descontos por antecipação. Importante notar que adesões realizadas fora deste intervalo não dão direito ao benefício neste ano.

Leia também:

Incentivo para recém-registrados

A norma também estabelece políticas de redução para profissionais em início de carreira, aplicáveis exclusivamente para pagamentos em cota única:

  • Registro em 2026: 75% de desconto.
  • Registro em 2025: 50% de desconto.
  • Registro em 2024: 25% de desconto.

Valores e prazos

Conforme o cronograma oficial, os descontos por antecipação de 10% (janeiro) e 5% (fevereiro) são somados ao bônus do D-e para os elegíveis. Em março, apenas o desconto fixo do D-e permanece aplicável.

Regularidade profissional

A manutenção da adimplência perante o Sistema CFC/CRCs é condição essencial para o exercício legal da profissão. 

O atraso no pagamento sujeita o profissional a multas e pode comprometer a emissão de Certidões de Regularidade Profissional, necessárias para a assinatura de balanços e prestação de serviços técnicos.

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Autor: Ana Luzia Rodrigues


Ana Luzia Rodrigues é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.


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Publicada a versão 10.3.4 do Programa da  ECD  – Jornal Contábil

Mais uma vez foi publicada uma nova versão da Escrituração Contábil Digital (ECD) que encontra-se disponível para download. Em pouco tempo já houve a publicação de nova versão e é preciso se atualizar.

Por isso, o profissional contábil precisa estar bem informado a fim de combater erros ou falhas na apuração de impostos e no atendimento de obrigações fiscais são fundamentais.

Um dos pontos principais da contabilidade passa pela Escrituração Contábil Digital (ECD). Esta tem por objetivo a substituição das escriturações contábeis em papéis para a forma digital.  Foi instituída por meio da Instrução Normativa RFB n°1.420 de 19 de dezembro de 2013. 

Mais uma atualização ocorreu. O Sistema Público de Escrituração Digital (SPED) disponibilizou uma atualização do programa da Escrituração Contábil Digital (ECD). A versão 10.3.4 traz alterações que merecem a atenção.

Leia também:

ECD versão 10.3.4

Publicada a versão 10.3.4 do programa da ECD, válida para o ano-calendário 2025, situações especiais 2026 e anos anteriores, no endereço ECD — Receita Federal.

Foram incluídas as seguintes atualizações:

  • Permitir a transmissão da ECD com formato alfanumérico para o número identificador do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica – CNPJ, conforme IN RFB 2229/2024.
  • Correção de erros em relatórios.
  • Correção de erro envolvendo dados agregados – para entes parceiros do SPED. 

Importante ressaltar que não houve alterações de regras de negócios. Para a transmissão da ECD, é preciso fazer a atualização para a nova versão. Quem já entregou em versões anteriores não precisa retificar.

Quem precisa entregar a ECD?

A obrigatoriedade da realização do ECD se dará de acordo com o regime tributário escolhido pela empresa. Dessa forma, devem enviar os documentos exigidos pela ECD os seguintes modelos de empresa:

  • pessoas jurídicas sujeitas à tributação do Imposto sobre a Renda com base no regime de lucro real;
  • pessoas jurídicas tributadas com base no regime de lucro presumido, que distribuírem, a título de lucros, sem incidência do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (IRRF), parcela dos lucros ou dividendos superior ao valor da base de cálculo do Imposto, diminuída de todos os impostos e contribuições a que estiver sujeita;
  • pessoas jurídicas imunes e isentas que, em relação aos fatos ocorridos no ano calendário, tenham sido obrigadas à apresentação da Escrituração Fiscal Digital das Contribuições, nos termos da Instrução Normativa RFB nº 1.252, de 1º de março de 2012;
  • As Sociedades em Conta de Participação (SCP), tipo de vínculo empresarial formado por duas ou mais pessoas, sendo que uma delas deve ser ou um empresário ou uma sociedade empresária.

Assim, as demais pessoas jurídicas não têm a obrigação de entregar a ECD, isso inclui empresas optantes pelo regime Simples Nacional.

Órgãos públicos, autarquias e fundações públicas também estão dispensadas. Por fim, pessoas jurídicas inativas que se enquadram na Instrução Normativa RFB nº 1.536, de 22 de dezembro de 2014 também estão dispensadas de entregar a ECD.

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Autor: Ana Luzia Rodrigues


Ana Luzia Rodrigues é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.


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