Impacto das NRs: 7 transformações em SST vão exigir adaptação das empresas em 2026 – Jornal Contábil

A área de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) atravessa um período de transformação acelerada, impulsionada por mudanças sociais, tecnológicas e econômicas. 

Para o profissional de contabilidade e gestores de Recursos Humanos, antecipar o cenário de 2026 torna-se uma necessidade estratégica, visto que a conformidade com as Normas Regulamentadoras (NRs) exige adaptações contínuas nos processos de gestão de risco e na prestação de informações aos órgãos fiscalizadores.

Especialistas apontam que o horizonte de 2026 será marcado pela integração definitiva entre tecnologia, saúde mental e sustentabilidade. 

A seguir, vamos falar dos impactos que prometem revolucionar o setor e influenciar as próximas atualizações normativas.

1. Consolidação da SST 4.0

A digitalização e a automação deixaram de ser diferenciais para se tornarem a espinha dorsal da prevenção. A gestão reativa dá lugar à inteligência de dados, onde plataformas de Learning Management System (LMS) automatizam trilhas de aprendizagem por cargo e setor. 

No campo contábil, a validação jurídica desses processos ganha segurança por meio de certificados com assinatura digital (ICP-Brasil) e relatórios de auditoria instantâneos, facilitando o cumprimento de exigências legais e fiscais.

2. Gestão de riscos e análise preditiva

A utilização da Internet das Coisas (IoT) e de dispositivos vestíveis (wearables) permite o monitoramento de sinais vitais e condições ambientais em tempo real. Aliado ao uso de Big Data, o setor de SST passa a operar com análise preditiva. 

Algoritmos identificam padrões em dados históricos, permitindo que as empresas ajam proativamente antes que incidentes ocorram, otimizando recursos e protegendo a integridade do trabalhador.

3. Saúde mental como risco ocupacional

Observa-se uma mudança de paradigma no reconhecimento dos riscos psicossociais. Questões como estresse crônico e burnout passam a ser tratadas com o mesmo rigor dos riscos físicos. Espera-se que as futuras atualizações das NRs incluam diretrizes específicas para a avaliação de saúde mental no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), exigindo que as organizações controlem fatores como assédio moral e carga excessiva de trabalho.

Leia também:

4. Alinhamento à agenda ESG

A sigla ESG (Ambiental, Social e Governança) consolidou-se como pilar estratégico. A gestão de SST é o indicador mais tangível do compromisso social de uma empresa. 

Até 2026, a integração entre indicadores de segurança e relatórios de sustentabilidade será padrão de mercado. Investidores e auditores passarão a utilizar esses dados para mensurar a maturidade e a resiliência das operações empresariais.

5. Modernização e revisão das NRs

O processo de atualização conduzido pela Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) permanece ativo. Normas como a NR-04 (SESMT) e a NR-15 (Insalubridade) estão sob análise para revisões que considerem o nível de risco das atividades e os impactos das mudanças climáticas. 

Além disso, a NR-10 deve ser atualizada para contemplar novas matrizes energéticas, como sistemas solares e pontos de recarga para veículos elétricos.

6. Tecnologias imersivas e robótica

O uso de Realidade Virtual (VR) e drones na linha de frente da segurança do trabalho minimiza a exposição humana a riscos críticos. Simulações em ambientes virtuais aumentam a retenção de conhecimento em treinamentos de alto risco, enquanto robôs e drones assumem tarefas em áreas de difícil acesso, como inspeções em altura (NR-35) ou em espaços confinados.

7. Educação contínua e fator humano

O modelo de treinamento anual torna-se obsoleto diante da rapidez das mudanças. A tendência para 2026 é a adoção do microlearning — pílulas de conhecimento rápidas e acessíveis via dispositivos móveis — e da gamificação. 

No entanto, ressalta-se que a tecnologia não substitui a cultura de segurança comportamental, que foca na liderança pelo exemplo e no entendimento dos fatores humanos por trás de cada processo produtivo.

Conclusão

Por fim, a preparação para o cenário de SST em 2026 exige que as empresas e seus assessores contábeis modernizem suas práticas de gestão. 

A conformidade normativa passará, inevitavelmente, pela adoção de ferramentas digitais capazes de garantir a precisão das informações e a saúde integral do capital humano.

Curso de Recuperação do Simples Nacional:

Aprenda a recuperar o PIS e Cofins de 60 meses em até 3 dias! 

Acesse:

Source link

Desoneração da folha: descubra quando a CPRB pode reduzir os encargos trabalhistas da sua empresa – Jornal Contábil

O Governo Federal cria, de tempos em tempos, benefícios fiscais para ajudar as empresas e estimular a economia.

Um exemplo é a desoneração da folha de pagamento, que muda a forma de recolher a contribuição previdenciária e pode reduzir custos para as empresas.

Para te ajudar em mais uma questão do Simples Nacional, hoje a equipe do Jornal Contábil retirou algumas informações do artigo da  é-Simples Auditoria Eletrônica, empresa especialista no Simples Nacional e vamos te ajudar a entender mais sobre a CPRB e saber como podemos ajudar nossos clientes optantes por esse regime!

O artigo da é-Simples Auditoria Eletrônica diz:

1. Breve histórico da CPRB

Segundo o Blog da é-Simples Auditoria: “Antes de tudo, saiba que o benefício tem por objetivo reduzir a carga tributária sobre os salários.

Desse modo, se reduz os custos com a mão de obra e se permite o aumento da contratação de funcionários (eleva a oferta de empregos).

A saber, trata-se de um regime fiscal que passou por várias modificações legais.

Veja abaixo os principais momentos:

  • Lei 12.546/2011: criou o regime, e que veio a se tornar obrigatório para muitas empresas;
  • Lei 13.161/2015: tornou o regime opcional (o empresário deverá verificar o que mais o convém: recolher a contribuição convencional ou aderir à nova forma de tributação);
  • Medida Provisória 774/2017: restringiu o benefício para alguns poucos setores da economia: transporte, construção civil e comunicações;
  • Medida Provisória 794/2017: revogou (tornou sem efeito) a MP 774/2017, e assim as empresas, em geral, voltaram a se beneficiar da vantagem concedida.”

2. Como funciona a desoneração da folha de pagamento?

De acordo com o Blog da é-Simples Auditoria: “Entre os vários tributos pagos por uma empresa, encontra-se a Contribuição Previdenciária Patronal (CPP), devida ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

Nesse sentido, ao apurarmos essa contribuição, aplica-se o percentual (alíquota) de 20% sobre a folha de pagamento.

Isto é, um encargo da firma, não devemos confundir com a contribuição paga pelos empregados.

Sendo assim, a desoneração consiste na substituição da CPP por outro tributo: a Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB).

Perceba, então, que a folha de pagamento fica livre de um tributo (desonerar = tirar o ônus, o peso), o qual passa a incidir sobre as receitas da empresa.”

3. Como apurar e recolher a CPRB?

De acordo com o Blog da é-Simples Auditoria: ”Após apurar a base de cálculo (receita bruta), sobre ela devemos aplicar a correspondente alíquota (atualmente: 2,5 ou 4,5%, conforme o setor de atividade).

Ocorrerá o recolhimento deste tributo mediante Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF), até o dia 20 do mês seguinte ao de competência da folha.

Veja o exemplo abaixo:

  • Mês de competência da folha: novembro/2017;
  • Valor da receita bruta: R$ 250.000,00;
  • Alíquota aplicável: 2,5%;
  • Valor da CPRB: R$ 6.250,00 (0,025 x 250.000);
  • Prazo para recolhimento: até 20/12/2017.”

Quer ajuda com a CPRB?

Teste 7 dias grátis o sistema de gestão do Simples Nacional da é-Simples Auditoria!

Clique aqui ou acesse e veja a análise de cada item vendido do seu cliente em questão de minutos!

Você pode testar gratuitamente o sistema da é-Simples e analisar como está a apuração do imposto do seu cliente! Faça análises e auditoria de todos os seus clientes do Simples Nacional!

Recupere agora mesmo a venda de produtos monofásicos,  produtos sujeitos à Substituição Tributária de PIS e COFINS e também produtos sujeitos ao ICMS ST no Simples Nacional. Além disso, controlamos o Domicílio Tributário Eletrônico e ficamos sabendo que eles vão lançar um módulo específico para CBS e IBS no Simples Nacional.

Gostou do assunto? Continue acompanhando nossos artigos, e também siga a é-Simples no instagram @esimplesauditoria.

Obrigado pela leitura!

Informações retiradas do Blog da é-Simples Auditoria. Artigo: “CPRB: como funciona a desoneração da folha de pagamento?” Disponível em: Por Leonel Monteiro em 17/01/2018.

Source link

NR-1: empresas agora podem pagar por ignorar a saúde mental – Jornal Contábil

O ano de 2026 marca uma mudança histórica na fiscalização trabalhista brasileira. Após um período de caráter exclusivamente educativo, entra em vigor a fase punitiva da atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que obriga as empresas a mapearem e prevenirem riscos psicossociais. 

A partir de agora, organizações que ignorarem fatores como assédio, sobrecarga de trabalho e estresse crônico estarão sujeitas a multas e sanções administrativas impostas pelo Ministério do Trabalho.

Dados alarmantes

A rigidez na fiscalização responde a uma crise sanitária e previdenciária sem precedentes. Segundo dados do Ministério da Previdência Social, o Brasil registrou mais de 472 mil afastamentos por transtornos mentais em 2024 — o maior volume da última década. 

O salto foi de 68% em comparação ao ano anterior, evidenciando que o impacto psicológico tornou-se o principal gargalo da produtividade e da saúde pública no ambiente laboral.

Fim da tolerância educativa

Embora as novas diretrizes da NR-1 tenham sido publicadas em maio passado, o governo estabeleceu um prazo de adaptação para que as empresas ajustassem seus Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR). 

Com o fim dessa janela, a saúde mental deixa de ser uma pauta de “bem-estar corporativo” e passa a ter o mesmo peso jurídico da segurança contra acidentes físicos.

A norma exige que as empresas identifiquem riscos organizacionais que podem levar ao adoecimento, como jornadas exaustivas e falta de suporte da liderança. O direito constitucional à saúde mental ganha uma ferramenta prática de cobrança. O empregador que não comprovar medidas preventivas estará em desconformidade legal.

Leia também:

Impactos financeiros 

Para o setor contábil e de recursos humanos, o desafio agora é documental. A ausência de um mapeamento de riscos psicossociais atualizado pode gerar autuações imediatas durante inspeções. Além das multas, a negligência com a norma pode facilitar o nexo causal em ações de danos morais e aumentar o Fator Acidentário de Prevenção (FAP), onerando a folha de pagamento.

Especialistas orientam que as empresas não apenas revisem seus manuais, mas implementem canais de denúncia eficazes e programas de treinamento para gestores. 

Em um cenário onde quase meio milhão de brasileiros se afastam anualmente por colapsos mentais, a conformidade com a NR-1 deixa de ser apenas uma proteção contra multas para se tornar uma estratégia de sobrevivência econômica.

Raio-X da Nova Fiscalização

  • O que deve ser mapeado: Assédio moral/sexual, sobrecarga, estresse e jornadas exaustivas.
  • Obrigação principal: Inclusão dos riscos psicossociais no Inventário de Riscos e no Plano de Ação da empresa.
  • Penalidades: Multas aplicadas por infração, variando conforme o número de funcionários e a gravidade da omissão.
  • Dados alarmantes: Crescimento de 68% nos afastamentos por transtornos mentais em um único ano (2023-2024).

Curso de Recuperação do Simples Nacional:

Aprenda a recuperar o PIS e Cofins de 60 meses em até 3 dias! 

Acesse:



Autor: Ana Luzia Rodrigues


Ana Luzia Rodrigues é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.


Source link

Sistema de emissão da Decore passa por manutenção – Jornal Contábil

Profissionais de contabilidade e empreendedores que dependem da Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos (Decore Eletrônica) devem ficar atentos ao cronograma do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). 

O sistema oficial de emissão do documento encontra-se em manutenção programada e a perspectiva de retorno à normalidade é apenas para a próxima segunda-feira, dia 12 de janeiro.

A pausa técnica ocorre em um momento estratégico: a adaptação do portal às novas regras estabelecidas pela Resolução CFC nº 1.777/2025. Desde o primeiro dia deste ano, a emissão da Decore passou a exigir requisitos mais rigorosos, incluindo o upload obrigatório de documentos comprobatórios, como recibos de pró-labore, lucros e aluguéis, antes mesmo da finalização do documento.

Leia também:

De acordo com o CFC, a manutenção é necessária para garantir que a plataforma suporte às novas exigências de fiscalização e o fluxo de assinaturas digitais via ICP-Brasil. 

Enquanto o sistema não é restabelecido, a recomendação para os profissionais contábeis é a organização prévia dos arquivos em formato PDF, já que a nova norma proíbe a emissão da declaração sem que toda a documentação obrigatória esteja anexada ao sistema eletrônico.

A Decore é o principal instrumento oficial de comprovação de renda para quem é dono do próprio negócio e possui validade de 90 dias após a emissão. 

Com a entrada em vigor das novas regras, o Conselho reforça que o rigor na documentação é indispensável para a validade jurídica do documento junto a instituições financeiras e órgãos fiscalizadores.

Curso Viver de Contabilidade: 
Transforme seu conhecimento em resultado! Todos os procedimentos contábeis na prática que o mercado exige. Comece agora aqui!



Autor: Ana Luzia Rodrigues


Ana Luzia Rodrigues é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.


Source link

Janeiro Branco na Contabilidade: o custo emocional de ser o braço direito do Fisco – Jornal Contábil

No mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental, o setor contábil desponta como um dos mais impactados por síndromes como Burnout e ansiedade generalizada. 

Em 2026, com o sistema tributário em plena transição e o rigor da fiscalização eletrônica, a campanha Janeiro Branco ganha contornos de urgência para os mais de 500 mil profissionais da contabilidade no Brasil.

O “Custo Mental” da Conformidade

A rotina do contador deixou de ser apenas numérica para se tornar estratégica e consultiva. Todavia, o preço dessa evolução tem sido o aumento do estresse. 

A necessidade de atualização constante — como as recentes leis de retenção de IR e as novas exigências de governança contratual — coloca o profissional sob vigilância constante.

“O contador é o para-choque das empresas perante o Fisco. Qualquer erro em uma declaração pode significar multas pesadas para o cliente, e essa responsabilidade pesa no emocional”, explica um especialista em psicologia organizacional voltada a escritórios de serviços.

Direitos e afastamentos para cuidar da saúde mental

O INSS já reconhece o Burnout (Síndrome do Esgotamento Profissional) como uma doença ocupacional desde 2022, o que facilita o acesso a benefícios previdenciários para o contador que trabalha em regime CLT ou como segurado individual.

Para o contador que precisa se afastar em 2026, os caminhos são:

  • Auxílio-Incapacidade Temporária: Através do sistema Atestmed, o profissional pode solicitar o afastamento de até 60 dias sem perícia presencial, bastando o envio de laudo médico atualizado pelo portal Meu INSS.
  • Ajuste de Carga Horária: Muitos escritórios estão adotando a “Semana de 4 dias” ou horários flexíveis pós-fechamento de balanço para evitar a perda de talentos por doenças psíquicas.

Leia também:

Estratégias de Prevenção no Escritório

As entidades de classe, como o CFC (Conselho Federal de Contabilidade) e os CRCs (Conselho Regional de Contabilidade), têm reforçado que a saúde mental deve fazer parte da gestão do escritório. 

Em 2026, as práticas de conformidade emocional incluem:

  1. Automatização de Processos: Reduzir tarefas repetitivas para diminuir a carga cognitiva.
  2. Gestão de Expectativas: Estabelecer limites claros de atendimento aos clientes para evitar o trabalho em fins de semana.
  3. Cultura de Diálogo: Implementar programas de apoio psicológico dentro das empresas contábeis.

Papel das Lideranças

O Janeiro Branco em 2026 não é apenas sobre o indivíduo, mas sobre a liderança contábil. 

Gestores de escritórios estão sendo incentivados a identificar sinais de apatia, irritabilidade ou queda súbita de desempenho em suas equipes. Tratando esses sintomas como alertas de saúde, e não apenas de produtividade.

Responsabilidade Compartilhada

O sucesso da campanha Janeiro Branco no setor contábil em 2026 depende de uma via de mão dupla. Para as empresas e escritórios, o recado é pragmático: ignorar o esgotamento da equipe custa caro. 

O turnover elevado, os erros técnicos causados pela fadiga e o aumento das ações trabalhistas ligadas ao assédio moral e ao Burnout corroem a lucratividade tanto quanto uma multa fiscal. Investir em programas de apoio e na revisão de processos não é “custo”, é blindagem do maior ativo da empresa: o capital humano.

Por outro lado, cabe aos profissionais e empregados a coragem de romper o silêncio. Identificar os próprios limites e buscar ajuda especializada — seja através do suporte da empresa ou dos direitos garantidos pelo INSS — não é sinal de fraqueza, mas de profissionalismo. 

Em uma área que lida com a precisão dos números, não se pode aceitar a imprecisão no cuidado com a própria vida.

Dessa forma, a saúde mental em 2026 precisa sair do papel dos murais e entrar definitivamente na cultura organizacional. Afinal, para que o patrimônio das empresas esteja seguro, a mente de quem o gerencia precisa estar em equilíbrio.

Curso de Recuperação do Simples Nacional:

Aprenda a recuperar o PIS e Cofins de 60 meses em até 3 dias! 

Acesse:

Source link

Dinheiro no bolso! Abono Salarial começa a ser pago em fevereiro  – Jornal Contábil

O calendário de pagamentos do Abono Salarial (PIS/Pasep) para o ano-base 2024 começa oficialmente no próximo dia 15 de fevereiro. 

Em 2026, o benefício chega com uma mudança estrutural importante: o início da transição determinada pela Emenda Constitucional nº 135/2024, que prevê o endurecimento gradual das regras de acesso.

O objetivo do Governo Federal é reduzir o teto salarial de elegibilidade até o patamar de 1,5 salário mínimo em 2035. Para este ano, o limite de renda média mensal foi fixado em R$ 2.766 (valor que reflete os dois salários mínimos de 2023 corrigidos pelo INPC de 4,77% em 2024).

Para 2026, o Governo do Brasil destinará R$ 33,5 bilhões ao pagamento do benefício, que deve alcançar 26,9 milhões de trabalhadores. O montante é superior ao registrado em 2025, quando foram investidos R$ 30,7 bilhões no abono salarial.

A nova regra de transição

A partir deste ano, o critério de renda para receber o abono passa por um “funil” progressivo. Historicamente, o benefício era destinado a quem ganhava até dois salários mínimos. 

Contudo, a nova legislação estabelece uma redução anual desse teto. O objetivo é reduzir o limite de renda até atingir o patamar de 1,5 salário mínimo. Essa redução será feita de forma escalonada até ser concluída em 2035.

Para este calendário, o limite ainda reflete o cálculo anterior corrigido (R$ 2.766), mas o governo sinaliza que o público-alvo começará a encolher nas próximas janelas de pagamento à medida que o teto baixar.

Leia também:

Quem tem direito ao abono salarial?

Para sacar o abono em 2026, o trabalhador deve cumprir quatro requisitos cumulativos:

  1. Tempo de Cadastro: Estar inscrito no PIS/Pasep há, pelo menos, cinco anos;
  2. Renda: Ter recebido remuneração média de até R$ 2.766 durante o ano-base de 2024;
  3. Atividade: Ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias (consecutivos ou não) em 2024;
  4. Dados: Estar com as informações corretamente declaradas pelo empregador no eSocial.

Valores e Cálculo

O valor do benefício é proporcional ao tempo trabalhado em 2024. Cada mês trabalhado dá direito a 1/12 do salário mínimo vigente. Para quem trabalhou os 12 meses completos, o valor atinge o teto de R$ 1.621 (veja tabela abaixo).

Como consultar e onde sacar o abono salarial

A partir de 5 de fevereiro, a consulta oficial estará disponível no aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo Portal Gov.br.

  • PIS (Iniciativa Privada): Pago pela Caixa Econômica Federal via crédito em conta, aplicativo CAIXA Tem ou saques em lotéricas e agências.
  • Pasep (Servidores Públicos): Pago pelo Banco do Brasil via crédito em conta, transferência via TED ou PIX.

Calendário de pagamentos do PIS/Pasep 2026

Os valores ficam disponíveis para saque até 29 de dezembro.

Mês de Nascimento Data de Pagamento
Janeiro 15 de fevereiro
Fevereiro 15 de março
Março e Abril 15 de abril
Maio e Junho 15 de maio
Julho e Agosto 15 de junho
Setembro e Outubro 15 de julho
Novembro e Dezembro 15 de agosto

Tabela de Valores do PIS/Pasep 2026

Meses Trabalhados no Ano-Base   Valor do Abono Salarial (R$) 
1 R$ 136,00
2 R$ 271,00
3 R$ 406,00
4 R$ 541,00
5 R$ 675,00
6 R$ 811,00
7 R$ 946,00
8 R$ 1.081,00
9 R$ 1.216,00
10 R$ 1.351,00
11 R$ 1.486,00
12 R$ 1.621,00

Curso de Recuperação do Simples Nacional:

Aprenda a recuperar o PIS e Cofins de 60 meses em até 3 dias! 

Acesse:

Source link

Imposto de Renda: o que a Receita já sabe sobre o seu Pix em 2026 – Jornal Contábil

A facilidade do Pix transformou o fluxo de caixa de milhões de brasileiros, mas em 2026, essa mesma agilidade colocou os contribuintes sob uma lupa sem precedentes da Receita Federal. 

O que muitos ainda ignoram é que o Fisco não tributa a tecnologia, mas sim a renda que circula por ela. Com a consolidação do sistema de monitoramento em tempo real, qualquer inconsistência entre as movimentações financeiras e o valor declarado na ficha de rendimentos tornou-se o caminho mais curto para a malha fina.

O ponto de alerta máximo para este ano reside na obrigatoriedade das instituições financeiras de reportar movimentações mensais que ultrapassem o teto de R$ 2 mil por CPF. 

Para autônomos e Microempreendedores Individuais (MEIs), isso significa que a informalidade nos registros internos não é mais uma opção, já que o Fisco possui o mapeamento exato das entradas financeiras antes mesmo do contribuinte abrir o programa da declaração.

Leia também:

Regras específicas para cada categoria

Para o profissional autônomo, o rigor começa no preenchimento do Carnê-Leão Web. Aqueles que prestam serviços para pessoas físicas devem registrar os valores mensalmente, garantindo que o imposto seja recolhido no período correto. 

Já nos casos de pagamentos vindos de pessoas jurídicas, a conferência deve ser dupla: o valor recebido via Pix deve ser idêntico ao que consta no Informe de Rendimentos fornecido pela empresa contratante, evitando divergências que travam o processamento da declaração.

No caso dos Microempreendedores Individuais (MEIs), o desafio é a separação patrimonial. O processo exige que o empreendedor primeiro oficialize o faturamento bruto do CNPJ através da Declaração Anual (DASN-SIMEI). 

Apenas após esse passo é que se define o que migra para a declaração de pessoa física. É essencial aplicar os percentuais de presunção de lucro — que variam de 8% para comércio a 32% para serviços — para identificar a parcela isenta de imposto. 

O valor que ultrapassar esse limite deve ser tratado como rendimento tributável, sob o risco de a Receita interpretar todo o faturamento do CNPJ como renda pessoal do sócio, gerando uma carga tributária desnecessária e pesada.

O risco da mistura de contas

Especialistas reforçam que a organização documental é a única salvaguarda contra autuações. Em 2026, a prática comum de utilizar a conta pessoal para receber pagamentos de clientes é o erro que mais gera multas. 

A recomendação é clara: manter extratos separados e guardar comprovantes que identifiquem a origem de cada transação. Sem essa distinção, o contribuinte fica desarmado para provar que determinados valores foram simples transferências pessoais, e não rendimentos omitidos.

Curso de Recuperação do Simples Nacional:

Aprenda a recuperar o PIS e Cofins de 60 meses em até 3 dias! 

Acesse:



Autor: Ana Luzia Rodrigues


Ana Luzia Rodrigues é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.


Source link

Receita Federal anuncia atualização dos sistemas ECD e ECF  – Jornal Contábil

Empresas e profissionais de contabilidade devem ficar atentos ao cronograma da Receita Federal para este início de ano.

De acordo com o Portal Sped, está prevista, até o final de janeiro de 2026, a atualização dos Manuais e dos Programas Geradores de Escrituração (PGE) referentes à Escrituração Contábil Digital (ECD) e à Escrituração Contábil Fiscal (ECF).

Mudanças

A principal mudança atinge diretamente a Escrituração Contábil Fiscal (ECF). A Receita confirmou a disponibilização do leiaute 12, que será o padrão obrigatório para as declarações relativas ao ano-calendário de 2025 e para os casos de situações especiais ocorridos em 2026.

Diferente de anos anteriores, o órgão faz um alerta importante: é necessário aguardar a publicação oficial da nova versão do programa para realizar a transmissão da ECF de 2025. 

O envio antecipado ou por versões obsoletas pode gerar erros de validação ou a necessidade de retificação futura.

Leia também:

Impactos na ECD 

Já para a ECD, o cenário é de maior estabilidade. Embora o Manual da escrituração também passe por uma atualização técnica neste período, a Receita Federal informou que as mudanças não trarão impactos práticos para os contribuintes.

Dessa forma, quem já entregou ou está em fase final de preparação dos dados referentes ao ano-calendário de 2025 não precisará realizar alterações em seus processos, garantindo a validade das informações já processadas.

O que muda?

  • ECF: Novo leiaute 12. Transmissão do ano-calendário 2025 suspensa até a atualização do PGE.
  • ECD: Atualização do manual sem impacto para quem já preparou ou enviou os dados de 2025.
  • PRAZO: Previsão de liberação até 31 de janeiro de 2026.

Curso de Recuperação do Simples Nacional:

Aprenda a recuperar o PIS e Cofins de 60 meses em até 3 dias! 

Acesse:



Autor: Ana Luzia Rodrigues


Ana Luzia Rodrigues é formada em Comunicação Social pela Universidade Estácio de Sá e já atua na profissão há mais de 30 anos. Já foi repórter, diagramadora e editora em jornais do interior e agora atua na mídia digital. Possui diversos cursos na área de jornalismo e já atuou na Câmara Municipal de Teresópolis como assessora de imprensa.


Source link

Alerta! Contratos sociais na mira da fiscalização em 2026 – Jornal Contábil

O que antes era tratado como mera formalidade burocrática tornou-se o centro das atenções de gestores e advogados tributaristas. 

Com o avanço da modernização do sistema tributário brasileiro e o alinhamento aos padrões internacionais, o contrato social das empresas passou a ser o principal alvo de análise do Fisco para identificar irregularidades na remuneração de sócios e distribuição de resultados.

O fim da “formalidade”

Historicamente, as empresas mantinham uma rotina simples: pagamento de pró-labore mensal e distribuição de lucros ao final do exercício. 

No entanto, a introdução da retenção de Imposto de Renda sobre dividendos acima de determinados valores mudou o cálculo de risco. 

Sem regras claras no contrato sobre periodicidade e critérios de deliberação, as empresas ficam vulneráveis a autuações.

O risco da distribuição desproporcional

Um dos pontos de maior atenção em 2026 é a fiscalização estadual sobre a distribuição de lucros desproporcional à participação societária. 

Embora a prática seja legal, as secretarias de Fazenda têm requalificado esses repasses como “doações disfarçadas” quando não há previsão contratual específica ou critérios objetivos.

De acordo com especialistas, a ausência de embasamento jurídico no documento principal da empresa pode resultar em:

  • Cobrança retroativa de impostos;
  • Aplicação de multas pesadas;
  • Incidência de juros de mora.

Leia também:

A importância da governança documental

Para garantir a segurança jurídica, o mercado aponta que a proteção não reside apenas no contrato, mas na consistência documental. Isso inclui a elaboração rigorosa de atas anuais de reunião de sócios, que formalizam a aprovação de contas e a destinação de resultados.

Checklist: O que não pode faltar no contrato social hoje

Elemento Função
Cláusulas de Lucros Define critérios claros de apuração e periodicidade.
Regras de Proporcionalidade Justifica distribuições que fujam ao capital social.
Fixação de Pró-labore Estabelece limites e formas de remuneração fixa.
Alinhamento com Atas Garante que a prática reflita exatamente o que foi pactuado.

A partir deste ano, a tolerância com a informalidade e improvisos na gestão societária reduziu drasticamente. 

A revisão dos documentos deixa de ser uma tarefa secundária para integrar a agenda prioritária de conformidade (compliance) das empresas brasileiras, visando a previsibilidade e a saúde financeira do negócio.

Conclusão

O novo cenário fiscal brasileiro em 2026 consolida uma transição definitiva: a contabilidade e o direito societário não podem mais caminhar em trilhas separadas.

 A época em que o contrato social era um documento “de prateleira”, consultado apenas na abertura ou fechamento da empresa, ficou para trás.

Dessa forma, a precisão técnica das cláusulas é o que separa uma gestão eficiente de um passivo tributário inesperado. Para o empresariado, a mensagem é clara: o investimento na revisão e atualização dos instrumentos de governança não é mais um custo acessório, mas uma salvaguarda indispensável para a continuidade e a integridade do negócio diante de um Fisco cada vez mais digitalizado e analítico.

Curso de Recuperação do Simples Nacional:

Aprenda a recuperar o PIS e Cofins de 60 meses em até 3 dias! 

Acesse:

Source link

Além do Balanço: Contadores sob maiores riscos penais com avanço da fiscalização em 2026 – Jornal Contábil

Enquanto o mercado se volta para as adaptações operacionais da Reforma Tributária, um desafio silencioso, porém mais severo, ganha corpo no dia a dia dos escritórios de contabilidade: o aumento da responsabilização penal do contador. 

Em 2026, com o fisco operando em um ecossistema de dados totalmente integrado entre União, Estados e Municípios, a fronteira entre o erro técnico e o crime tributário tornou-se mais estreita.

A engrenagem da corresponsabilidade

O ponto de atenção central é o artigo 11 da Lei nº 8.137/1990, que regula crimes contra a ordem tributária. O dispositivo prevê que qualquer pessoa que concorra para o crime, “na medida de sua culpabilidade”, pode responder penalmente.

Diferente do que se acreditava no passado, a condição de contador não é um escudo. Tribunais Superiores têm consolidado o entendimento de que o profissional pode ser denunciado caso fique provado que ele deu viabilidade operacional a esquemas de fraude, como a criação de empresas “de fachada” ou emissão de notas fiscais sem lastro.

Uma das maiores preocupações jurídicas atuais é a aplicação da Teoria da Cegueira Deliberada (ou instrução de avestruz) no âmbito fiscal. Segundo juristas, não basta mais o contador alegar que “apenas lançou os dados fornecidos pelo cliente”.

Especialistas explicam que se o profissional percebe sinais claros de irregularidade e opta por não aprofundar a verificação para não ‘perder o cliente’ ou evitar o conflito, ele pode ser acusado de dolo eventual.

Leia também:

Casos concretos julgados pelo STJ

Casos concretos já servem de bússola para a categoria. No Habeas Corpus nº 508.981/TO, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a denúncia contra um contador acusado de estruturar empresas inexistentes para gerar créditos indevidos. 

O acórdão destacou que a fraude só foi possível devido à atividade técnica do profissional, o que justificou, inclusive, o seu afastamento do exercício da profissão durante o processo.

Como o contador deve se proteger em 2026

Diante de uma fiscalização inteligente e punitiva, o setor contábil está migrando para um modelo de Contabilidade Preventiva. Especialistas recomendam quatro pilares de segurança:

  1. Documentação Rigorosa: Registrar formalmente todos os alertas e questionamentos feitos ao cliente sobre inconsistências.
  2. Cláusulas Contratuais: Incluir no contrato de prestação de serviços a responsabilidade do cliente pela veracidade das informações.
  3. Diligência Mínima: Implementar processos internos de conferência para detectar sinais óbvios de fraudes em notas fiscais e créditos.
  4. Parceria Jurídica: Consultar advogados tributaristas e criminalistas antes de assinar planejamentos fiscais de alto risco.

Fim da era da conivência

O cenário para 2026 exige que as empresas e seus empregados compreendam que a saúde mental e a segurança jurídica andam juntas. Para os escritórios, o desafio é implementar uma cultura onde a ética supere a pressão por metas. 

Para os profissionais, o recado é de vigilância: a “indiferença deliberada” diante do erro alheio pode resultar em penas de reclusão e perda definitiva do registro profissional.

A contabilidade moderna não aceita mais o improviso. Ela exige que o profissional seja, acima de tudo, um guardião da legalidade.

Curso de Recuperação do Simples Nacional:

Aprenda a recuperar o PIS e Cofins de 60 meses em até 3 dias! Acesse:

Source link