Receita Federal amplia prazo de adesão ao Programa Confia – Jornal Contábil

A Receita Federal oficializou a prorrogação do prazo de candidatura para a primeira edição do Programa de Conformidade Cooperativa Fiscal (Confia). As empresas interessadas agora têm até o dia 20 de março para pleitear uma das 40 vagas disponíveis. A mudança foi formalizada pela Portaria RFB nº 650, publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (19).

A extensão do cronograma responde a demandas do setor corporativo. Segundo o Fisco, grandes companhias — o público-alvo do programa — possuem ciclos decisórios complexos que envolvem departamentos técnicos, jurídicos e de compliance

Além disso, o período de férias entre o fim de 2025 e o início de 2026 reduziu a disponibilidade de executivos-chave, dificultando a conclusão das análises internas necessárias para a adesão.

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Requisitos e Seleção

O Confia é voltado exclusivamente a empresas de grande porte. Para concorrer, a pessoa jurídica deve ser classificada pela Receita como “maior contribuinte especial”, apresentar receita bruta anual de, no mínimo, R$ 2 bilhões e possuir débitos tributários declarados que somem pelo menos R$ 100 milhões. 

Outras exigências incluem um grau de endividamento igual ou inferior a 30% e a manutenção de certidões negativas (CND ou CPEND) válidas.

O processo de seleção é rigoroso e dividido em seis etapas, começando pela autoavaliação e candidatura, passando pela validação de dados e elaboração de um Plano de Trabalho de Conformidade, até culminar na certificação final. 

Um ponto central da candidatura é o Questionário de Autoavaliação (QAA), que serve como diagnóstico da governança tributária da empresa, sem caráter eliminatório nesta fase inicial.

Novo Modelo de Relacionamento

Baseado em diretrizes da OCDE e consolidado em economias desenvolvidas, o Programa Confia busca substituir o modelo tradicional de fiscalização por uma relação de transparência e cooperação mútua entre o Fisco e o contribuinte.

As empresas certificadas terão benefícios estratégicos, como um canal de comunicação exclusivo com a Receita Federal, prioridade na tramitação de serviços e a possibilidade de regularizar débitos com redução ou exclusão de penalidades. 

O programa é visto como um marco na modernização tributária brasileira, especialmente após a publicação da Lei Complementar nº 225, em janeiro deste ano, que fundamenta a iniciativa.

As candidaturas devem ocorrer exclusivamente de forma digital, por meio do Centro Virtual de Atendimento (e-CAC).

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Obrigações mensais das empresas do Simples, Lucro Presumido e Real em 2026 – Jornal Contábil

Para garantir a saúde de uma empresa, é fundamental gerenciar as obrigações fiscais, especialmente as obrigações mensais que estão todos os meses batendo à porta, podendo levar a consequências pesadas.

Entender as obrigações que você deve ficar de olho todos os meses, tal como os prazos aplicáveis, pode te fazer economizar muito, além de evitar que você sofra com graves penalidades.

Para quem tem empresa no Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, aqui vai um guia com as principais obrigações mensais para manter a saúde da sua empresa agora neste ano de 2026.

Obrigações mensais de empresas do Simples Nacional

As empresas optantes pelo Simples Nacional precisam redobrar a atenção para suas obrigações mensais, especialmente para manter a regularidade de seu CNPJ, evitando penalidades.

As principais obrigações mensais das empresas optantes pelo Simples são:

  • Emissão da guia do DAS mensal (até dia 20)
  • Declarações acessórias estaduais ou municipais (quando exigidas)
  • Obrigações trabalhistas e previdenciárias (quando houver)
  • eSocial (se houver funcionários)
  • DCTFWeb (quando houver INSS a declarar)

Obrigações mensais de empresas do Lucro Presumido e Lucro Real

No dia a dia mensal, o tipo de obrigação entre as empresas do Lucro Presumido e Lucro Real é bem parecido, embora o cálculo e controle no Lucro Real seja relativamente maior quando comparado ao Lucro Presumido.

Basicamente, nos dois modelos você entrega quase que “as mesmas” declarações, mas o conteúdo delas muda bastante. Por terem declarações bem semelhantes, as principais obrigações mensais do Lucro Presumido e Real são:

  • Escrituração contábil mais completa
  • Entrega de mais declarações acessórias
  • Prazos mais rigorosos ou diferenciados
  • Contribuições previdenciárias, FGTS e impostos devidos conforme regime
  • DCTF ou DCTFWeb
  • EFD-Contribuições
  • EFD-ICMS/IPI

Obrigações para todos os regimes

Tanto empresas do Simples Nacional quanto empresas do Lucro Presumido e Lucro Real também possuem obrigações em comum que precisam ser respeitadas para evitar penalidades. As obrigações que todos os regimes têm em comum são:

  • Emissão de notas fiscais (NF-e / NFS-e)
  • eSocial
  • Outras declarações relativas à folha
  • Retenções
  • Registro de livros fiscais quando exigido
Obrigação Quem precisa cumprir Prazo para cumprimento
Emissão de nota fiscal (NF-e/NFS-e) Todas as empresas que vendem ou prestam serviços Conforme a operação
GFIP / envio ao eSocial / folha de pagamento Empresas com funcionários ou pró-labore Até o 7º dia do mês seguinte (GFIP)
eSocial (eventos mensais) Empresas com empregados ou fatos geradores Até o 15º dia útil do mês seguinte
DCTF / DCTFWeb Empresas sujeitas à declaração Até o 15º dia útil do 2º mês subsequente
EFD-Contribuições / EFD-ICMS/IPI Empresas obrigadas à escrituração fiscal digital Até o 10º ou 20º dia útil do mês seguinte
Guia do DAS (Simples Nacional) Empresas optantes pelo Simples Nacional Até o dia 20 do mês seguinte

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7 erros contábeis para riscar do seu planejamento em 2026 – Jornal Contábil

Na Contabilidade, qualquer falha técnica tem o potencial de desestabilizar o planejamento estratégico e comprometer a saúde financeira do negócio.

Apesar de comuns no cotidiano de uma empresa, erros em procedimentos fiscais e tributários não são inofensivos. Eles expõem o seu negócio  a sanções severas e multas que impactam diretamente o orçamento, acabando com recursos que deveriam se voltar ao crescimento. 

No meio da confusão de normas, qualquer descuido pode ser fatal. Conferir as contas deixou de ser um detalhe chato para virar uma questão de sobrevivência para o empresário.

Para impedir que sua empresa tenha prejuízos, leia com atenção o texto a seguir, e evite cometer esses erros.  Boa leitura!

Principais erros contábeis

1 – Equívocos nos cálculos de impostos ou declarações

Os cálculos de impostos são complexos e exigem muita atenção, pois não permitem erros. É necessário ter cuidado ao realizar os cálculos referentes a PIS, COFINS e outros. 

Conferir as informações é fundamental para impedir esse tipo de erro. O ideal é sempre buscar trabalhar de forma antecipada para ter tempo de conferir os cálculos que estão sendo realizados.

Outro fator importante é registrar todas as transações que ocorrem  no seu caixa. Mesmo que estes valores sejam menores é preciso emitir a nota fiscal. A falta deste controle é um dos principais erros cometidos na contabilidade.

2 – Não possuir os documentos fiscais organizados

Os documentos fiscais devem permanecer sempre bem organizados e armazenados de modo que seja fácil encontrar os itens. 

Para evitar autuações devido a desorganização é indicado investir na automação dos processos, principalmente em bons softwares de gestão. Por isso, use a tecnologia a seu favor e invista em programas que possam ajudar.

3 – Não emitir notas fiscais

A emissão de notas fiscais é um assunto muito sério. Quem deixa de emiti-las não retêm impostos e não documenta as vendas de produtos e serviços da gestão.

Como consequência disso, o fisco não obtém as informações necessárias para tributar as operações financeiras. Resultado: sua empresa está na ilegalidade.

E tem mais! que não emite notas fiscais está com seus dados equivocados e com isso fará o cálculo incorreto de alíquota terá o cadastro desatualizado de clientes e não armazenará as notas fiscais.

Lembre-se: a fim de evitar qualquer problema contábil, é muito importante emitir as suas notas fiscais corretamente, pois além de permitir o pagamento de impostos, elas facilitam o trabalho da sua gestão financeira.

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4 – Misturar contas pessoais com as da empresa

Infelizmente esse erro na gestão financeira é muito comum, principalmente quando o próprio empreendedor é o responsável por cuidar das finanças organizacionais.

O problema é que essa prática equivocada onera o fluxo de caixa, colocando em risco o funcionamento organizacional.

5 – Não  utilizar os relatórios para análises fiscais

Esse é um dos erros mais comuns nas empresas: não utilizar os relatórios para análises fiscais, tomando as decisões a partir de palpites ou intuições. Porém, com o uso correto das informações e dos relatórios é possível compreender melhor os dados da empresa e tomar decisões assertivas. 

6 – Estar desatualizado em relação aos termos legais

É preciso estar sempre acompanhando as novidades do mercado. As leis mudam constantemente e portanto, permanecer atualizado é importante para que as atividades contábeis sejam executadas com segurança e tranquilidade. 

É uma responsabilidade do profissional estar sempre atualizado em relação às leis contábeis, acompanhar as mudanças e aplicá-las.

7 – Não ter um bom contador

Um bom contador é essencial na rotina de uma empresa. Não pense que este só deva ser solicitado na época de declarar o Imposto de Renda. Na verdade, as funções vão muito além.

Este profissional pode indicar as melhores decisões para melhorar a performance financeira. Ele é um especialista em questões trabalhistas, tributárias e patrimoniais. Também pode ajudar a controlar o fluxo de caixa e calcular os tributos que devem ser  pagos. O contador pode ser seu braço direito no mundo dos negócios.

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EQT/CFC 01/26 está com as inscrições abertas – Jornal Contábil

O edital do Exame de Qualificação (EQT) do  CFC foi publicado! De acordo com o edital, as inscrições estão abertas de 10 de fevereiro a 11 de março de 2026, exclusivamente pelo site da banca organizadora.

A taxa de inscrição é de R$ 260,00. Já a aplicação das provas está prevista para o período de 4 a 9 de maio de 2026, com aplicação nas 26 capitais de todos os estados brasileiros e no Distrito Federal.

Organizado pela FGV, o Exame de Qualificação do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) é etapa obrigatória para obter registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI) e registro no Cadastro Nacional dos Peritos Contábeis (CNPC), passo necessário para atuar em Auditoria Independente ou em Perícia Contábil.

O exame destina-se exclusivamente a Contadores com registro ativo no Conselho Regional de Contabilidade (CRC). Técnicos em Contabilidade não podem participar.

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Inscrições para o Exame

O procedimento deve ocorrer apenas pela internet, no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O sistema ficará disponível das 16h do dia 10 de fevereiro de 2026 até as 16h do dia 11 de março de 2026, considerando o horário de Brasília. A taxa de inscrição é de R$ 260,00 por prova.

Para confirmar a participação, o candidato precisa gerar o boleto ao final do cadastro e efetuar o pagamento até 12 de março de 2026. A FGV aceita somente boleto bancário.

Não há opção de pagamento por cartão, transferência, depósito ou Pix. Caso o boleto não seja quitado dentro do prazo, a inscrição é cancelada automaticamente.

Etapas de prova

O Exame de Qualificação CFC é composto por prova escrita aplicada em um único dia, no mesmo turno, dividida em duas partes: objetiva e dissertativa. A estrutura é a mesma para todas as qualificações (QTG, CVM, BCB, Susep, Previc e Perito).

Ao final, a avaliação completa soma 100 pontos, divididos igualmente entre parte objetiva e parte dissertativa.

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A Revolução dos Números: Você Sabe Como a Contabilidade Consultiva Impulsionou Gigantes do Mercado? – Jornal Contábil

Até pouco tempo atrás, o contador era visto apenas como o “mal necessário” para emitir guias de impostos e manter a conformidade legal. No entanto, o jogo mudou. Com a ascensão da contabilidade consultiva, o foco deixou de ser apenas o retrovisor (o que já aconteceu) para se tornar o para-brisa (o que está por vir).

Neste modelo, o contador atua como um conselheiro estratégico, utilizando dados financeiros para diagnosticar a saúde da empresa e propor soluções que impactam diretamente o lucro. Abaixo, analisamos como sete grandes organizações — ou setores dominados por gigantes — transformaram seus resultados por meio dessa abordagem.

1. Ambev: A Cultura da Eficiência Baseada em Dados

A Ambev é famosa por seu controle rigoroso de custos. A contabilidade consultiva permitiu que a empresa implementasse o Orçamento Base Zero (OBZ) de forma magistral. Em vez de apenas registrar gastos, os consultores financeiros analisam cada linha de custo para garantir que o capital esteja alocado em projetos de alto retorno, mantendo margens de lucro invejáveis mesmo em crises.

2. Magazine Luiza: Do Físico ao Digital com Precisão

A transição do Magalu de uma rede de lojas físicas para um ecossistema digital envolveu uma engenharia financeira complexa. A contabilidade consultiva foi crucial para:

  • Gestão de Estoque: Análise de giro para evitar capital parado.
  • Logística: Avaliação do custo por entrega, otimizando a rentabilidade do marketplace.

3. Nubank: Precificação e Sustentabilidade

No setor de Fintechs, onde o crescimento acelerado muitas vezes “queima” caixa, a contabilidade consultiva foi o fiel da balança para o Nubank. Ao analisar minuciosamente o LTV (Lifetime Value) e o CAC (Custo de Aquisição de Cliente), a empresa conseguiu ajustar suas operações para atingir o breakeven ( ponto de  equilíbrio) e começar a registrar lucros bilionários em 2023/2024.

4. Natura: Sustentabilidade que Dá Lucro

A Natura utiliza a contabilidade para medir o que chama de P&L Social e Ambiental (Demonstração de Resultados Ambientais). Os consultores financeiros ajudam a traduzir o impacto ambiental em valores monetários, provando que práticas sustentáveis reduzem riscos operacionais e atraem investidores institucionais, elevando o valor de mercado da companhia..

5. Toyota: Otimização Tributária e Lean Finance

A gigante automotiva aplica os princípios do Lean Manufacturing ( área responsável por redução de desperdícios)  também nas finanças. Através de uma consultoria contínua, a empresa identifica gargalos tributários em cadeias de suprimentos globais, recuperando créditos e reduzindo o custo final do produto, o que garante competitividade de preços.

6. Starbucks: Engenharia de Cardápio e Margem Contribuição

Você sabia que a localização e o preço de cada café são decididos com base em dados contábeis profundos? A Starbucks utiliza a contabilidade consultiva para analisar a margem de contribuição de cada item do menu. Se um insumo sobe de preço, o contador consultor projeta o impacto imediato e sugere ajustes antes que a margem de lucro seja corroída.

7. Apple: Gestão Estratégica de Caixa

A Apple detém uma das maiores reservas de caixa do mundo. A contabilidade consultiva aqui não foca apenas em impostos, mas em gestão de tesouraria. Como e onde investir bilhões para que o dinheiro não perca valor frente à inflação global? Essa estratégia permite que a empresa financie suas próprias inovações sem depender de empréstimos caros.

O Diferencial Estratégico

O que todas essas empresas têm em comum? Elas pararam de tratar a contabilidade como um departamento isolado e a transformaram no coração da tomada de decisão.

Contabilidade Tradicional Contabilidade Consultiva
Foco no passado (Histórico) Foco no futuro (Projeções)
Cumprimento de obrigações fiscais Foco na saúde financeira e crescimento
Entrega de balancetes frios Entrega de diagnósticos e planos de ação

Sua empresa está pronta para o próximo nível ou apenas sobrevivendo aos impostos?

As estratégias utilizadas pela Ambev e pelo Magalu não são “segredos de estado”, são frutos de uma Contabilidade Consultiva bem executada. A pergunta é: quem está interpretando os números do seu negócio hoje?

Se você busca mais do que guias de impostos e quer um parceiro estratégico para identificar gargalos, otimizar seu caixa e projetar o crescimento do seu patrimônio, você precisa de uma visão especializada.

Transforme sua contabilidade em uma máquina de resultados.

🚀 Agende uma consultoria estratégica com a equipe do Contador  Lucas Pereira pelo 11 988476831. Vamos analisar os indicadores do seu negócio e traçar o plano de voo que sua empresa merece.

Por Lucas de Sá Pereira, contador https://contadorlucaspereira.shop/, e colunista do Jornal Contábil e criador do instagram @contadorlucaspereira

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Acesso ao Gov.br fica mais rápido com nova forma de entrada no aplicativo – Jornal Contábil

Se você precisa acessar um documento, pedir uma informação ou agendar algum serviço público, atualmente  nem é preciso encarar filas para fazer isso. É que boa parte desses serviços está disponível digitalmente, de forma gratuita, através do App gov.br. 

Recentemente, o aplicativo Gov.br passou a permitir login sem a necessidade de reconhecimento facial recorrente ou digitação de senha. A atualização foi disponibilizada em 28 de janeiro. 

A mudança atende a uma demanda frequente de usuários por acesso mais rápido aos serviços públicos digitais. Confira a seguir o que mudou.

Mudanças no Aplicativo

A principal novidade é a possibilidade de entrar em serviços que exibem o botão “Entrar com gov.br” utilizando apenas a biometria do próprio celular, como impressão digital ou reconhecimento facial do aparelho. Em determinadas situações, não será mais necessário digitar senha.

Outra alteração importante é que o reconhecimento facial deixa de ser obrigatório no primeiro acesso ao aplicativo, o que deve tornar o uso mais prático no dia a dia. Quem ainda não possui cadastro também pode criar a conta diretamente pelo app, sem precisar recorrer a outros canais.

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Compartilhamento de documentos

A atualização também incluiu novas funcionalidades. Agora, é possível compartilhar documentos digitais com outros contatos e consultar o histórico de acessos à conta. A medida permite ao usuário acompanhar quando e como seus dados foram utilizados.

Com mais de 173 milhões de contas registradas no país, a plataforma reúne alguns dos principais serviços públicos digitais e ultrapassa 170 milhões de usuários cadastrados.

Verificação em duas etapas

Mesmo com a simplificação no login, o governo federal afirma que os mecanismos de proteção continuam ativos. De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação, cerca de 50 milhões de brasileiros já habilitaram a verificação em duas etapas.

Atualmente, 112,4 milhões de contas utilizam algum tipo de biometria. Desse total, 80,6 milhões são classificadas como nível Ouro e 31,8 milhões como nível Prata. Entre os usuários Ouro, 45 milhões adotaram a dupla checagem de segurança. No grupo Prata, são 5 milhões.

A verificação adicional exige um código gerado no próprio aplicativo sempre que o cidadão acessa determinado serviço, dificultando invasões mesmo em casos de vazamento de CPF e senha.

Serviços mais procurados

Entre as ferramentas mais acessadas no Gov.br estão Meu INSS, Meu SUS Digital, Enem, Fies, Carteira de Trabalho Digital e Carteira Digital de Trânsito.

Em caso de dúvidas, o cidadão pode consultar as orientações na área específica do portal Gov.br ou buscar atendimento pelos canais oficiais da plataforma.

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Contabilidade 2026: Por que saber de dados se tornou tão Importante quanto saber de tributos – Jornal Contábil

A imagem do contador cercado por pilhas de papel e calculadoras de fita ficou no passado. A digitalização do Fisco brasileiro — um dos mais complexos e tecnológicos do mundo — impôs uma metamorfose forçada na área tributária. 

Hoje, algoritmos de inteligência artificial e o cruzamento de dados em tempo real ditam o ritmo das empresas, exigindo que o profissional contábil abandone as tarefas mecânicas para assumir o papel de consultor de negócios.

Fisco 4.0

O Brasil lidera a vanguarda tecnológica na arrecadação com o SPED (Sistema Público de Escrituração Digital). Se por um lado a fiscalização se tornou implacável e instantânea, por outro, abriu-se um oceano de dados que, se bem interpretados, podem gerar economia e eficiência para as empresas.

Não se trata mais de apenas preencher guias. O governo já tem a informação quase antes do contribuinte. O papel do contador agora é garantir a integridade desses dados e usar a tecnologia para encontrar oportunidades de planejamento tributário que antes ficavam escondidas na burocracia.

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O novo perfil do contador

Para sobreviver a essa nova era, o perfil do profissional mudou drasticamente. As competências exigidas agora vão muito além do débito e crédito:

  • Análise de Dados: Saber ler o que os números dizem sobre a saúde financeira e os riscos fiscais.
  • Visão de Negócio: Entender a operação da empresa para sugerir regimes tributários mais vantajosos.
  • Domínio Tecnológico: Operar softwares de gestão (ERP) e ferramentas de automação que eliminam o erro humano.
  • Soft Skills: Capacidade de comunicação para traduzir o vocabulário tributário em estratégia para a diretoria.

Oportunidade na Complexidade

Embora a automação assuste alguns, ela é a maior aliada da valorização da classe. Com as tarefas repetitivas sendo feitas por robôs, o contador ganha tempo para ser estratégico. 

Em um país com uma carga tributária elevada e regras que mudam diariamente, o profissional que domina a tecnologia deixa de ser um “custo obrigatório” para se tornar o braço direito da sobrevivência empresarial.

Por fim, quem ignorar a tecnologia ficará para trás. A transformação digital é a mais nova aliada estratégica do contador

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Nova regra começa a taxar retirada de lucros acima de R$ 50 mil – Jornal Contábil

Agora, em 2026, os empresários e contadores precisam ficar muito atentos, já que a distribuição de lucros agora não é apenas mais uma decisão financeira, e sim uma decisão estratégica que terá impacto direto no caixa das empresas.

Isso porque, com a nova regra, está prevista a retenção adicional de 10% do Imposto de Renda sobre valores que ultrapassem os R$ 50 mil por mês, ou R$ 600 mil por ano por pessoa.

Na prática, quem continuar sacando valores mais altos sem a devida organização poderá ser diretamente impactado com imposto inesperado. Logo, planejar a retirada poderá manter a legalidade, assim como manter a redução de riscos fiscais.

O ponto principal de atenção é que essa mudança não está diretamente ligada a quanto o empresário está ganhando, mas sim, em como e quando ele retira esse dinheiro.

A legislação brasileira permite que os sócios recebam lucro das empresas sem pagar Imposto de Renda, desde que a empresa tenha uma contabilidade regular, e essa regra continua sendo válida.

No entanto, agora com a Reforma, temos um limite, e os valores distribuídos acima do teto anual vão começar a sofrer uma tributação adicional.

Em resumo, o lucro dentro do limite continua isento, já o lucro acima do limite passa a pagar imposto. Logo, é preciso deixar claro que não se trata do fim da isenção, mas sim de uma limitação prática para o seu uso.

O Imposto de Renda não nasce a partir do momento em que o lucro existe, mas sim quando ele fica disponível para o sócio, o que é chamado de disponibilidade econômica ou jurídica da renda.

Traduzindo essa informação: se o lucro for apurado, mas ainda não foi pago, não haverá imposto. Mas, se o lucro foi colocado à disposição do sócio, pode haver tributação.

Lembrando que o planejamento legal não é esconder o dinheiro, e sim controlar o momento da tributação na lei, já que legalmente uma empresa pode distribuir apenas parte do lucro no limite anual, manter o restante registrado como obrigação futura do sócio, pagar em anos diferentes e organizar retiradas ao longo do tempo.

O risco da distribuição disfarçada de lucro

É importante estar ciente que o Fisco tende a autuar as empresas quando se percebe que o sócio utilizou o dinheiro antes da distribuição formal, como, por exemplo, retirar valores sem o registro contábil, ao utilizar cartão corporativo para gastos particulares, etc.

Para esses casos, a Receita Federal pode entender que esse tipo de atitude levou a distribuição irregular dos lucros, e consequentemente transformar tudo em renda tributável com mais imposto, multas e juros.

Além disso, é importante esclarecer que nem toda empresa pode distribuir lucros sempre, mesmo com dinheiro em caixa. E isso pode acontecer por vários fatores, como, por exemplo:

  • Patrimônio líquido no negativo
  • Prejuízos acumulados
  • Diferenças entre declarações fiscais e a contabilidade
  • Mistura de dinheiro da empresa e do sócio.

Para esse tipo de situação, a retirada pode acabar sendo questionada, e consequentemente levar a cobrança de imposto retroativo.

O empresário que um dia se perguntou quanto poderia tirar da empresa, a pergunta que ele deve fazer é: Qual a forma mais segura de retirar ao longo do tempo?

A nova regra não está apenas criando um imposto, ela está mudando o comportamento exigido do empresário, e quem mantiver controles, registros e planejamento conseguirá preservar seu patrimônio e previsibilidade financeira.

Já aqueles que ignorarem a importância da organização, dos controles e dos registros podem estar criando uma armadilha ao transformar lucro em um verdadeiro passivo tributário.

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Tudo que o Fisco já sabe antes mesmo de você enviar qualquer declaração – Jornal Contábil

Você acredita que a Receita Federal só tem informações sobre sua vida financeira quando você envia sua declaração do Imposto de Renda? Bom, saiba que esse tipo de pensamento já ficou no passado há muito tempo.

Com os avanços tecnológicos e o cruzamento de dados, a verdade é que hoje o Fisco tem acesso a milhares de informações suas antes mesmo de você pensar em enviar qualquer tipo de declaração.

Ainda que a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) comece no mês de março, basicamente quase tudo relacionado à sua vida financeira já chegou à Receita Federal através de outra declaração.

E não estamos falando de declaração que você não faz, e sim que empresas, convênios médicos, bancos, cartórios e até mesmo as operadoras de cartão de crédito já tiveram que enviar e que basicamente colocaram toda sua vida financeira a prova.

Como a Receita já sabe sobre mim mesmo sem declarar nada?

Atualmente, tem se tornado cada vez mais difícil tentar enganar o Fisco. Isso porque, basicamente, todas as empresas e serviços com os quais você lida diariamente possuem suas próprias declarações.

Logo, como essas instituições fazem suas próprias declarações, como, por exemplo, um banco. O banco já declarou para a Receita Federal todas as suas movimentações, e isso está ali, armazenado e salvo para ser usado contra você.

As duas principais declarações que revelam toda sua vida financeira antes mesmo de você declarar qualquer coisa são a DIMOF (Declaração de Informações sobre Movimentação Financeira) e a DECRED (Declaração de operações com cartão de crédito).

Com a ajuda da DIMOF, a Receita já sabe todas as informações quanto a depósitos, transferências, pagamentos, investimentos, PIX e saques acima de certos limites legais realizados pelos bancos e instituições financeiras.

Já com a ajuda da DECRED, que é uma declaração mensal, mês a mês a Receita sabe o valor de suas faturas de cartão de crédito que ultrapassam os R$ 5 mil por mês. Se você às vezes se pergunta como gastou esse valor, não se preocupe, o Fisco com certeza sabe.

Tudo que a Receita Federal já sabe sobre você

Ainda não está convencido de que a Receita Federal basicamente já sabe de tudo sobre sua vida financeira? Então vamos te contar algumas coisas que você nem imagina que o Fisco já sabe.

Basicamente, tudo que você ganhou no seu trabalho no ano passado já está nas mãos do Fisco, seja o salário, férias, indenização, 13º salário, PLR, suas informações trabalhistas estão todas nas bases de dados da Receita.

Não somente isso, se no prazo de seis meses você movimentou pelo menos R$ 5 mil, a Receita também já sabe disso, sabe quais foram as suas operações de débito, crédito, depósitos, empréstimos e demais.

Caso você tenha gasto mais do que R$ 5 mil com cartão de crédito, as suas faturas de cartão de crédito já estão em posse da Receita Federal do Brasil e podem ser usadas contra você na declaração do Imposto de Renda.

Acha que acabou? Seus gastos com saúde também são monitorados, sejam gastos com convênio, clínicas particulares, médicos ou dentistas. Já que todos eles enviam suas declarações para informar de onde o dinheiro deles veio, e que uma parcela do montante veio de você.

Por fim, se você comprou, vendeu ou recebeu dinheiro com imóvel, se vendeu carro, moto, barco, avião, enfim, todas essas transações também já estão nas bases de dados da Receita Federal.

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As 15 infrações de trânsito que podem suspender sua carteira de motorista em 2026 – Jornal Contábil

Muitas pessoas sonham com a CNH, no entanto, quem consegue tirar sua Carteira Nacional de Habilitação precisa ter cuidado, pois multas e infrações podem levar a suspensão da carteira de motorista. 

Segundo uma apuração realizada pelo UOL 2024 foram registradas cerca de 74,9 milhões de infrações de trânsito em 2024, além disso, 290 mil motoristas tiveram sua CNH suspensa naquele ano. 

Sendo assim, mesmo com a flexibilização e as mudanças nas regras, as suspensões e infrações continuam altas, sendo assim, mesmo que você consiga obter a sua carteira de motorista é necessitário ficar atento a infrações para não ter sua CNH suspensa. 

Pensando nesses cenários e nas situações que muita gente acaba enfrentando no dia a dia no trânsito, é importante entender quais infrações realmente pesam no bolso e, principalmente, na sua habilitação, sendo assim, hoje vamos apresentar as 15 principais multas que podem levar à perda temporária da sua carteira de motorista

Como funciona a pontuação e regras 

Antes de entrar nas multas é importante que você entenda como funciona as regras e pontuações, atualmente, o limite de pontuação funciona da seguinte forma:

  • 40 pontos: quando o motorista não comete nenhuma infração gravíssima no período de 12 meses. 
  • 30 pontos: quando comete uma infração gravíssima no período de 12 meses. 
  • 20 pontos: quando registra duas ou mais infrações gravíssimas no mesmo ano. 

Essas regras acabam beneficiando condutores com infrações médias ou graves, pois podem adiar ou até evitar a suspensão da CNH por excesso de pontos. Vale mencionar que os motoristas que exercem atividade remunerada mantêm sempre o limite de 40 pontos, independentemente da gravidade das infrações. 

Além disso, esses condutores podem fazer uma vez por ano, o curso de reciclagem ao atingir 30 pontos, zerando a pontuação e evitando a suspensão ou cassação da carteira nacional de habilitação.

Além disso, o processo administrativo pode impedir que o nome do condutor seja diretamente vinculado à infração, contribuindo para a redução no número de suspensões efetivadas.

Leia +: CNH renovada automaticamente e de graça. Veja como fazer

Multas que podem resultar na suspensão da CNH

Agora que você já sabe como funciona as regras de pontos da carteira nacional de habilitação, vamos listar infrações que você deve evitar, pois podem levar a suspensão da sua carteira de motorista, confira a seguir: 

  1. Consumir bebida alcoólica e dirigir: suspensão de 12 meses. 
  2. Se recusar a fazer o teste de bafômetro em situações específicas: suspensão também fixada em 12 meses. 
  3. Realizar manobra perigosa: penalidade com suspensão varia entre 4 e 12 meses. 
  4. Omitir socorro: pode gerar afastamento do direito de dirigir por 4 a 12 meses. 
  5. Disputar corrida sem autorização dos órgãos competentes: prevê suspensão pelo prazo de 4 a 12 meses. 
  6. Ultrapassar entre veículos que estão transitando em sentidos opostos: resulta em suspensão de 4 a 12 meses. 
  7. Dirigir em velocidade superior a mais de 50% do limite permitido: acarreta suspensão de 2 a 7 meses. 
  8. Deixar de sinalizar um acidente de trânsito: pode levar à suspensão por 2 a 8 meses. 
  9. Fugir de bloqueios policiais: gera suspensão de 1 a 3 meses. 
  10. Dirigir ameaçando pedestres: prevê afastamento da habilitação por 1 a 3 meses. 
  11. Transportar criança menor de sete anos em moto: sujeita o condutor à suspensão de 1 a 3 meses. 
  12. Dirigir moto com os faróis apagados: implica suspensão pelo período de 1 a 3 meses. 
  13. Transportar, na moto, passageiro sem o capacete de segurança: pode resultar em suspensão de 1 a 3 meses. 
  14. Pilotar moto sem capacete: também prevê suspensão de 1 a 3 meses. 
  15. Conduzir motos fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas em uma roda: tem penalidade de suspensão entre 1 e 3 meses.

Como consultar e o que fazer em caso de suspensão da CNH 

Se você está em dúvida sobre a situação da sua CNH, é possível verificar pela internet de maneira bem simples, para isso basta entrar no site do Detran do seu estado e procurar pela área de “Habilitação” ou “CNH”. 

Normalmente existe uma opção como “Consultar situação da CNH”, onde você preenche seus dados e clica em “Consultar” para visualizar o status atual. Vale mencionar que os caminhos podem mudar um pouco de um estado para outro, então vale seguir as orientações que aparecem na página do Detran da sua região. 

Se tiver dificuldade para encontrar a informação, você também pode ligar ou ir até uma unidade de atendimento para confirmar a situação. Caso a CNH esteja suspensa, é importante agir rápido e dentro do prazo informado na notificação. 

O primeiro passo é entregar o documento ao Detran, conforme as orientações recebidas. Vale mencionar que durante o período de suspensão, você não pode dirigir desrespeitar essa regra pode gerar multa gravíssima, apreensão do veículo e até a cassação da habilitação. 

Depois de cumprir o prazo determinado, será necessário fazer o curso de reciclagem, que serve para reforçar as regras de trânsito e a importância da direção segura. Após você concluir o curso, será possível solicitar a reabilitação da CNH junto ao Detran, apresentando o certificado e pagando as taxas exigidas para regularizar sua situação.

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