ESG: 77% dos profissionais brasileiros reconhecem a importância da área para empresas – Jornal Contábil

A relevância do ESG (sigla para ambiental, social e governança) já é reconhecida por grande parte dos profissionais brasileiros. Segundo um levantamento realizado pela TOTVS, 77% dos trabalhadores acreditam na importância do tema dentro das organizações, e 51% já identificam ações concretas sendo aplicadas em suas empresas. Por outro lado, apenas 21% revelaram que suas empresas possuem uma área dedicada a ESG – o que reforça a necessidade de ampliação dos debates sobre o tema para garantir que as práticas adotadas sejam realmente eficazes, mensuráveis e confiáveis.

Nesse cenário, as certificações no âmbito socioambiental concedidas por organismos independentes ganham protagonismo como aliadas fundamentais para empresas que desejam assegurar a seriedade de suas ações e afastar o risco de iniciativas superficiais ou desconectadas da realidade. Elas são ferramentas que conferem rastreabilidade, padronização e, sobretudo, credibilidade às estratégias corporativas voltadas à sustentabilidade e à governança.

“Hoje, para além do discurso, é fundamental que empresas tenham como comprovar suas ações ESG com base em critérios técnicos e auditáveis. É aí que entra a certificação, como uma ferramenta de apoio que valida e dá transparência aos compromissos assumidos”, destaca Alexandre Xavier, vice-presidente de ESG da Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac).

Normas como a ISO 14001, voltada à gestão ambiental, e a NBR 16001, focada na responsabilidade social, são exemplos de referências reconhecidas que ajudam a estruturar processos internos, alinhar estratégias aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e consolidar uma cultura organizacional mais ética, participativa e voltada para o longo prazo.

Além de fortalecer a reputação das marcas perante consumidores e investidores, a certificação ESG impacta positivamente o dia a dia das organizações, tornando os ambientes corporativos mais transparentes, colaborativos e alinhados às boas práticas de governança. Com isso, também cresce o engajamento dos colaboradores, especialmente daqueles que já valorizam empresas com propósito claro e atuação responsável – tendência confirmada pelos dados da TOTVS.

“O ESG só se torna efetivo quando vai além das campanhas de marketing e passa a fazer parte da gestão da empresa. As certificações, concedidas por organismos acreditados pela Coordenação Geral de Acreditação (Cgcre) do Inmetro, são um passo essencial nesse caminho, porque exigem comprovação, auditoria e melhoria contínua”, completa Xavier.

Com o ESG ganhando espaço estratégico dentro das empresas e o interesse dos profissionais cada vez maior, garantir que as ações tenham respaldo técnico se torna não apenas um diferencial competitivo, mas uma exigência do mercado. E é justamente nesse ponto que a certificação mostra sua força: como um selo de confiança para quem lidera, trabalha ou consome com responsabilidade.

Sobre a Abrac

Fundada em 2009, a Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac) reúne os principais laboratórios e certificadoras acreditadas ao Inmetro e que são responsáveis pela avaliação da conformidade de produtos, sistemas que são oferecidos aos cidadãos. A avaliação da conformidade, operada pelos entes acima citados, tem por objetivo informar e proteger o consumidor, em particular quanto à saúde, segurança e meio ambiente; propiciar a concorrência justa; estimular a melhoria contínua da qualidade; facilitar o comércio internacional; e fortalecer o mercado interno, atuando em conjunto com os órgãos reguladores das atividades em âmbito nacional.

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Governo volta à “contabilidade criativa” e o arcabouço fiscal já começa a desmoronar – Jornal Contábil

Enquanto a população aperta o cinto, o governo parece ter redescoberto uma velha prática: a contabilidade criativa. Para manter de pé o tão celebrado arcabouço fiscal, gastos bilionários estão sendo retirados artificialmente da meta, como se simplesmente deixar de enxergar a conta resolvesse o problema.

Recentemente, o governo lançou o programa “Brasil Soberano”, um pacote de medidas para conter os danos do tarifaço de 50% aplicado pelos EUA sobre produtos brasileiros. Até aí, nada de errado: a economia precisa de respostas rápidas a choques externos. O problema está no truque contábil: dos R$ 30 bilhões anunciados, R$ 9,5 bilhões simplesmente foram retirados do cálculo da meta fiscal. No papel, o déficit é menor. Na prática, o rombo é o mesmo.

O queijo suíço das exceções

O arcabouço fiscal nasceu para substituir o teto de gastos, prometendo mais flexibilidade sem perder credibilidade. O governo se comprometeu a limitar a expansão das despesas a 70% do crescimento da receita, com meta de déficit zero em 2025 e superávits a partir de 2026. Mas já no primeiro teste, a regra virou um queijo suíço.

Segundo levantamento do Instituto Teotônio Vilela, até 2026 o governo já terá excluído R$ 400 bilhões do alcance do arcabouço. Entre as manobras, destacam-se:

  • PEC dos Precatórios: que empurra até 2027 a contabilização de cerca de R$ 12 bilhões;
  • Uso do Fundo Social do Pré-sal: liberação de R$ 30 bilhões para crédito rural, fora da meta;
  • Pacote Brasil Soberano: R$ 9,5 bilhões em exceções imediatas;
  • Renúncias fiscais ampliadas (Reintegra e drawback): redução de receitas travestida de política de competitividade.

É como se o governo dissesse: “Cumprimos a regra… exceto quando não queremos”.

Déficit real versus déficit oficial

Na contabilidade oficial, a meta de déficit zero em 2025 ainda pode ser preservada. Mas os números “fora da meta” contam outra história: o déficit efetivo, considerando todas as despesas, pode chegar a R$ 76 bilhões.

A dívida bruta, que já se aproxima de 78% do PIB, continua em trajetória ascendente. O risco não é teórico: juros mais altos, confiança abalada e o retorno da desconfiança externa. Basta lembrar que, em 2014, quando o governo também recorreu à criatividade fiscal, o Brasil perdeu o grau de investimento. A história pode estar prestes a se repetir.

Como contador, não posso deixar de observar: contabilidade criativa não muda a realidade. É como tentar esconder a obesidade quebrando o espelho. O déficit existe, a dívida cresce, e o risco fiscal se acumula.

O que vemos hoje é a repetição de um filme antigo. O governo diz que está respeitando o arcabouço, mas cria uma lista de exceções cada vez maior. Isso não é responsabilidade fiscal, é maquiagem. No fim, a conta chega — e não é pequena.

Entre o discurso e a prática

O Brasil precisa de responsabilidade fiscal de verdade, não de truques contábeis. As regras foram criadas para impor disciplina, mas disciplina não existe quando cada obstáculo é tratado como exceção.

É hora de escolher: ou levamos o arcabouço a sério, com transparência e realismo, ou aceitaremos viver em um teatro de faz de conta em que os números fecham no Diário Oficial, mas a realidade explode no bolso do contribuinte.

Porque, no fim, não há contabilidade criativa capaz de enganar a dívida pública — ela sempre cobra o preço, com juros.

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Autor: André CharoneAutor: André Charone


André Charone Tavares Lopes é Contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA). É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade, colaborador da Revistas Exame, Pequenas Empresas Grandes Negócios, dos jornais Estadão, Folha de SP, autor de livros e dezenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional.


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Novas regras fiscais: a versão 1.70 da Nota Técnica que muda a emissão de NF-e – Jornal Contábil

Uma nova atualização nas regras fiscais está em vigor para quem emite Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) e Notas Fiscais de Consumidor Eletrônicas (NFC-e). 

A versão 1.70 da Nota Técnica 2019.001, divulgada em 18 de agosto de 2025 pela Secretaria da Fazenda, introduz uma série de validações e campos que impactarão diretamente a rotina de empresas e desenvolvedores de sistemas.

O principal objetivo dessa mudança é aprimorar o controle tributário e garantir maior precisão nas declarações fiscais. As alterações focam principalmente em padronizar o uso de informações sobre o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o código de benefício fiscal (cBenef).

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Principais alterações da versão 1.70

A atualização traz mudanças significativas, com destaque para:

  • Ajustes no código de benefício fiscal (cBenef): A nova versão estabelece que os estados precisam publicar tabelas oficiais de cBenef. Ela também cria a obrigatoriedade de preencher o campo cBenefRBC em casos específicos de redução da base de cálculo do ICMS.
  • Crédito presumido: Foi adicionado um novo grupo de informações chamado gCred, que permite detalhar operações com incentivos fiscais, facilitando o acompanhamento pelo governo.
  • Novas validações: Foram criadas regras de validação que verificam a consistência dos dados, como a ordem sequencial de itens no XML e a validade dos códigos de benefício fiscal informados.
  • Exceções: Para evitar rejeições em massa, a nota técnica define exceções para empresas do Simples Nacional, que não se submetem a algumas validações. Da mesma forma, operações de devolução de mercadoria e ajustes fiscais também têm dispensa de certas regras.
  • Cronogramas diferentes: A implementação das mudanças não é simultânea em todos os estados. Cada unidade federativa possui um calendário de ativação próprio, e as empresas devem acompanhar os comunicados de sua Sefaz local para evitar erros de preenchimento.

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Ordem de implementação

A implementação das novas regras fiscais, estabelecidas pela Nota Técnica 2019.001, segue um cronograma variável, dependendo de cada estado. 

Dessa forma, as Secretarias da Fazenda de cada unidade federativa têm autonomia para definir as datas de ativação e as exigências específicas, o que cria um cenário diversificado para empresas que emitem notas fiscais eletrônicas.

Alguns estados, como Distrito Federal e Goiás, já deram o passo inicial, ativando regras de validação que verificam a conformidade das notas fiscais com as novas exigências. 

Em contrapartida, unidades como São Paulo e Santa Catarina optaram por um cronograma mais alongado, com a implementação das novas regras ocorrendo gradualmente até 2026. 

Outros estados, como Espírito Santo, tornaram o preenchimento de campos como o código de benefício fiscal (cBenef) obrigatório em notas fiscais específicas. Já Paraná, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul se adiantaram, disponibilizando tabelas próprias com os códigos de cBenef para que as empresas possam se adequar com antecedência.

Em resumo, a versão 1.70 da Nota Técnica 2019.001 é um passo importante para modernizar e aprimorar o sistema tributário, exigindo maior atenção de todos os envolvidos na emissão de notas fiscais eletrônicas.

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Tem loja de conveniência? Entenda como funciona a tributação no Simples Nacional! – Jornal Contábil

As lojas de conveniência são pequenos comércios que costumam funcionar 24h e ficam em locais de grande movimento. Elas geralmente estão associadas a postos de gasolina, onde são mais comuns.

Para te ajudar em mais uma questão do Simples Nacional, hoje a equipe do Jornal Contábil retirou algumas informações do artigo da  é-Simples Auditoria Eletrônica, empresa especialista no Simples Nacional e vamos te ajudar a entender mais sobre a loja de conveniência no Simples Nacional e saber como podemos ajudar nossos clientes optantes por esse regime!

O artigo da é-Simples Auditoria Eletrônica diz:

1. O que é uma Loja de Conveniência?

Segundo o Blog da é-Simples Auditoria: “Em primeiro lugar, uma loja de conveniência é um pequeno estabelecimento comercial varejista, muitas vezes funcionando em regime de franquia.

Ela está localizada quase sempre em postos de abastecimento, estações ferroviárias ou de embarque, ou ruas movimentadas.

Geralmente, ela comercializa produtos de consumo e necessidade rápida, aqueles itens que inesperadamente faltam quando você mais precisa deles.

Sem dúvida, a loja de conveniência, que no passado se considerava como um simples complemento do posto de combustíveis, está ganhando espaço e ficando autossuficiente.

Tais lojas, a saber, representam uma forma de se criar uma receita adicional e de atrair novos consumidores.

Se bem que o cliente da loja nem sempre é o consumidor que abastece o carro. Mas hoje vemos que os dois segmentos chegam a ser independentes um do outro.”

2. Tributação da Loja de Conveniência – Qual CNAE usar?

De acordo com o Blog da é-Simples Auditoria:”O código CNAE que deve ser utilizado para essa atividade é o 4729-6/02 – Comércio varejista de mercadorias em lojas de conveniência.

Afinal, quais atividades se pode realizar com esse CNAE? Veja, em seguida, as atividades permitidas neste código:  

  • Atividades dos estabelecimentos comerciais com venda predominante de produtos alimentícios industrializados além de outros não alimentícios, usualmente associado a outra atividade, com horário de funcionamento de 24 horas por dia.

Por outro lado, não se pode exercer com esse código:

  • Atividades dos estabelecimentos comerciais sem autoatendimento e com venda predominante de produtos alimentícios variados em minimercados, mercearias, armazéns, empórios, secos e molhados, com área de venda inferior a 300 metros quadrados.”

3. Quais são os produtos mais vendidos na loja de conveniência?

De acordo com o Blog da é-Simples Auditoria: “Como a lista é extensa, nós não vamos falar sobre todos os produtos que você tem no seu estoque, mas sim daqueles que no geral, você mais vende em sua loja de conveniência:

  • Água mineral;
  • Isotônicos/energéticos;
  • Cervejas;
  • Refrigerantes;
  • Cigarros;
  • Produtos de higiene pessoal (xampus, desodorantes, sabonetes).

É preciso ter muita atenção à tributação desses produtos.

Porque esses mesmos itens possuem tributação de PIS/COFINS concentrada (também conhecida por tributação monofásica).”

Como recuperar o imposto da loja de conveniência?

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Gostou do assunto? Continue acompanhando nossos artigos, e também siga a é-Simples no instagram @esimplesauditoria.

Obrigado pela leitura!

Informações retiradas do Blog da é-Simples Auditoria. Artigo: “Loja de Conveniência no Simples Nacional: como é a tributação?”. Disponível em: Por Leonel Monteiro em 02/08/2023.

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Concurso Sefaz/SP: Salário de até R$25 mil impulsiona a busca por vagas de Auditor Fiscal – Jornal Contábil

A autorização para um novo concurso na Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz SP) gerou grande interesse pelo cargo de Auditor Fiscal, uma das carreiras mais cobiçadas na área fiscal. 

A função exige nível superior em qualquer área de formação e oferece remunerações que atraem milhares de candidatos.

Quanto ganha um Auditor Fiscal da Sefaz SP?

O salário inicial de um Auditor Fiscal da Receita Estadual de São Paulo é de R$20.169,10 para uma jornada de 40 horas semanais.

 Esse valor se compõe pelo salário-base e por um prêmio de produtividade. Com a progressão na carreira, a remuneração pode superar R$25 mil mensais.

Veja a evolução salarial por nível:

  • Nível I: R$20.169,10
  • Nível II: R$20.889,42
  • Nível III: R$21.609,75
  • Nível IV: R$22.762,27
  • Nível V: R$23.914,79
  • Nível VI: R$25.067,31

Além da alta remuneração, o cargo oferece estabilidade empregatícia após o período de três anos do estágio probatório, pois a contratação ocorre sob o regime estatutário.

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O que faz um Auditor Fiscal da Sefaz SP?

O cargo, que teve sua nomenclatura alterada de “Agente Fiscal de Rendas” para “Auditor Fiscal da Receita Estadual”, tem diversas atribuições, conforme a Lei Complementar nº 1.361/2021. As principais são:

  • Fiscalizar tributos estaduais de forma direta e exclusiva.
  • Assumir cargos de direção, inspeção e controle da arrecadação.
  • Atuar em funções de chefia, supervisão e planejamento fiscal.
  • Prestar consultoria e orientação tributária.
  • Julgar, em primeira instância, processos administrativos relacionados a tributos.
  • Gerir projetos e atuar no planejamento estratégico da Receita Estadual.

Para ser um Auditor Fiscal, o candidato deve ter formação de nível superior em qualquer área e ser aprovado em todas as fases do concurso.

Concurso autorizado: 200 vagas em breve

O governador Tarcísio de Freitas autorizou a oferta de 200 vagas efetivas para o cargo de Auditor Fiscal, confirmando a expectativa do setor.

Com o aval, os próximos passos são a formação da comissão organizadora e a escolha da banca examinadora. Após a conclusão dessas etapas, o edital do concurso poderá ser publicado.

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Autor: Ana Luzia RodriguesAutor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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Contabilidade: como se destacar no mercado de trabalho – Jornal Contábil

O mercado de trabalho contábil está em plena transformação. Impulsionado pela tecnologia e por novas exigências das empresas, o contador moderno precisa ir além das funções tradicionais para se manter relevante. 

Se você quer se destacar nessa área, precisa entender as mudanças e investir nas habilidades certas.

O Cenário Atual

A demanda por contadores qualificados continua alta. Empresas de todos os tamanhos precisam de especialistas para cuidar das finanças, garantir a conformidade fiscal e, cada vez mais, ajudar na tomada de decisões estratégicas.

No entanto, a rotina de trabalho está mudando. A automação está assumindo as tarefas repetitivas, como lançamentos e conciliações básicas. Com isso, o mercado busca profissionais com um perfil mais analítico e consultivo. 

Áreas como controladoria, auditoria, planejamento tributário e finanças corporativas estão em alta, e a complexidade da nossa legislação fiscal garante que os especialistas em tributos sempre terão espaço.

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Tendências para a Carreira Contábil

Para ter sucesso, fique de olho nas principais tendências que moldam o mercado:

  1. Tecnologia como Ferramenta Estratégica: A tecnologia não veio para substituir o contador, mas sim para libertá-lo das tarefas manuais. Dominar softwares de gestão, ferramentas de Business Intelligence (BI) e automação é fundamental. O profissional que sabe interpretar os dados gerados por essas ferramentas e transformá-los em insights valiosos tem uma grande vantagem competitiva.
  2. Aumento da Especialização: O mercado valoriza o conhecimento aprofundado. Considere se especializar em nichos como contabilidade internacional, agronegócio, terceiro setor, perícia contábil ou até mesmo em áreas emergentes como ESG.
  3. Foco no Perfil Consultivo: As empresas não querem apenas um prestador de serviços, mas um parceiro estratégico. Desenvolva sua visão de negócios e habilidades de comunicação para conseguir traduzir relatórios complexos em recomendações práticas para o crescimento do cliente.
  4. Aumento da Importância das Soft Skills: Habilidades comportamentais são tão importantes quanto as técnicas. Recrutadores buscam profissionais com pensamento crítico, capacidade de resolver problemas, adaptabilidade e inteligência emocional.

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Como impulsionar a carreira

  • Invista em Educação Continuada: Nunca pare de estudar. Participe de cursos de atualização, busque certificações e faça pós-graduações para se manter relevante no mercado.
  • Abrace a Tecnologia: Vá além do básico. Familiarize-se com novos softwares e demonstre proatividade em utilizá-los para agregar valor.
  • Desenvolva Habilidades Analíticas: Pratique a interpretação de relatórios e aprenda a comunicar suas conclusões de forma clara e objetiva.
  • Aprimore suas Soft Skills: Trabalhe sua comunicação e sua capacidade de colaborar com a equipe. Essas habilidades são decisivas para o seu crescimento.
  • Construa seu Networking: Participe de eventos, conecte-se com outros profissionais e faça parte de comunidades online. O networking pode abrir portas para ótimas oportunidades.

O universo da contabilidade está sempre mudando. Para se destacar, é preciso ser proativo, flexível e focado no aprendizado contínuo.

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Autor: Ana Luzia RodriguesAutor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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Fraudes Fiscais e Contábeis: Conheça 7 casos Notórios na História! – Jornal Contábil

Ao longo da história diversas empresas se envolveram em esquemas de fraudes fiscais e contábeis, algumas delas marcaram o mercado para sempre.

Essas fraudes, muitas vezes, não envolveram apenas sonegação de impostos, mas uma complexa teia de manipulação contábil, evasão de divisas e falsificação de documentos, resultando em perdas bilionárias para governos e investidores. A seguir vamos explorar 7 casos marcantes de empresas que cometeram fraudes e fiscais e contábeis e o impacto que cada uma deixou no mundo dos negócios.

1. Enron (EUA

Um dos casos mais famosos da história corporativa, a Enron, empresa de energia, usou uma técnica de “contabilidade criativa” para inflar seus lucros e esconder bilhões de dólares em dívidas. Executivos criaram empresas de fachada com o único propósito de absorver ativos tóxicos, mantendo o balanço da Enron aparentemente saudável. O escândalo levou à falência da empresa em 2001 e à dissolução da Arthur Andersen, uma das maiores auditoras do mundo, que foi considerada conivente com a fraude.

A WorldCom, gigante do setor de telecomunicações, foi pega inflando suas receitas e ocultando despesas para parecer mais lucrativa. A fraude, que chegou a US$ 11 bilhões, envolveu a capitalização de despesas (registrá-las como investimentos de longo prazo, em vez de custos operacionais), enganando investidores e reguladores. O CEO, Bernie Ebbers, foi condenado a 25 anos de prisão por seu papel no esquema.

3. Lojas Americanas (Brasil)

Em 2023, a Lojas Americanas chocou o mercado ao anunciar um rombo contábil de mais de R$ 20 bilhões. A fraude, que foi confirmada pela empresa, consistia em uma prática conhecida como “risco sacado” ou “financiamento de fornecedores”. A empresa usava bancos para pagar seus fornecedores com desconto, mas não registrava essa operação como uma dívida, e sim como uma conta a pagar para os fornecedores, ocultando o endividamento real. O caso gerou um dos maiores pedidos de recuperação judicial da história do país.

4. IRB Brasil Re (Brasil)

A resseguradora IRB Brasil Re foi alvo de um grande escândalo em 2020. A empresa era acusada de fraude contábil e manipulação do mercado. Um dos principais indícios da fraude era a alegação de que a gestora de fundos de investimento Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, teria se tornado acionista do IRB. A informação, que impulsionou as ações da empresa na bolsa, foi desmentida pela própria Berkshire, revelando um esquema de manipulação para inflar o valor de mercado da companhia.

5. Luckin Coffee (China)

A empresa chinesa de cafeterias Luckin Coffee, que se apresentava como a grande rival da Starbucks, foi exposta por falsificar dados de vendas. A fraude foi descoberta em 2020, quando uma investigação interna revelou que a empresa havia inflado suas receitas em mais de US$ 300 milhões, além de subestimar seus custos operacionais. O esquema levou à remoção da empresa da bolsa de valores americana e à prisão de alguns de seus executivos.

6. Parmalat (Itália)

A Parmalat, uma das maiores empresas de alimentos da Itália, colapsou em 2003 após a descoberta de uma fraude fiscal e contábil monumental. A companhia falsificou documentos para maquiar um rombo de aproximadamente 14 bilhões de euros. O escândalo revelou um complexo esquema de contas bancárias em paraísos fiscais e ativos inexistentes, levando o fundador e ex-CEO, Calisto Tanzi, à prisão.

7. Empresas de Donald Trump (EUA)

Em 2022, a Trump Corporation e a Trump Payroll Corporation, empresas de Donald Trump, foram condenadas por um esquema de fraude fiscal. A investigação revelou que a organização pagava despesas pessoais de seus executivos, como aluguel, carros e mensalidades escolares, sem declarar os impostos devidos. Embora o ex-presidente não tenha sido acusado nominalmente no caso, as empresas foram multadas em US$1,6 milhão, em um veredicto que expôs a má conduta fiscal.

Os casos de citados, revelam um padrão preocupante: a fraude fiscal e contábil não é um problema de “maçãs podres”, mas sim um reflexo de falhas sistêmicas de governança e fiscalização. Tais escândalos não apenas causam prejuízos financeiros bilionários, mas também abalam a confiança do mercado e dos investidores, impactando a economia como um todo. A transparência e a conformidade fiscal são pilares essenciais para a saúde financeira de qualquer empresa e para a sustentabilidade econômica de um país.

Muitas empresas, mesmo operando de forma ética, acabam pagando mais impostos do que deveriam devido à complexidade do sistema tributário. Nossa equipe de especialistas em recuperação de impostos analisa minuciosamente as operações da sua empresa para identificar e reaver valores pagos indevidamente nos últimos 5 anos.

Não deixe dinheiro na mesa.

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Por Lucas de Sá Pereira, contador https://contadorlucaspereira.shop/, e colunista do Jornal Contábil e criador do Instagram @contadorlucaspereira

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DLPA: o que é, qual sua obrigatoriedade e importância? – Jornal Contábil

O ramo da contabilidade é composto por muitas siglas e que devem ter toda a atenção para gerir bem o negócio. Entre estas siglas está a DLPA que significa Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados. Esse documento é uma demonstração contábil não-obrigatória que evidencia as alterações ocorridas no saldo da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados, no Patrimônio Líquido.

O seu principal objetivo é demonstrar, como o próprio nome diz, quais as alterações ocorridas no patrimônio líquido de acordo com a geração de lucro ou prejuízo proveniente das suas operações, bem como outros fatores que possam alterá-lo de alguma maneira.

Ou seja, conforme uma companhia apura lucro, isso representa um aumento patrimonial. Da mesma forma, um resultado de prejuízo irá reduzir o patrimônio do negócio. E isso pode ser acompanhado justamente por meio da DLPA.

Como é o funcionamento da DLPA?

O objetivo dessa demonstração é mostrar, além da movimentação ocorrida no saldo da conta de Lucros ou Prejuízos Acumulados, o resultado (lucro ou prejuízo do período) e sua distribuição.

A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados (DLPA) deverá conter:

a. O saldo do início do período e os ajustes de exercícios anteriores;

b. As reversões de reservas e o lucro ou prejuízo líquido do exercício;

c. As transferências para reservas, os dividendos, a parcela dos lucros incorporada ao capital e o saldo ao final do período.

Uma eventual redução no prejuízo acumulado ou aumento na reserva de lucros pode mostrar um resultado positivo no período.

Já o aumento do prejuízo ou redução das reservas pode mostrar o prejuízo no período. O foco da DLPA é sobre o resultado da empresa.

Como esse relatório mostra as alterações nas reservas de lucros e nos prejuízos, outras contas podem ser influenciadas pela alteração de tais contas.

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Qual é a obrigatoriedade da DLPA?

No começo deste texto nós citamos que a DLPA é uma demonstração contábil não-obrigatória, contudo existem alguns casos em que existem sim a obrigatoriedade da elaboração desse documento.

Por exemplo, as empresas tributadas pelo Lucro Real são obrigadas a entregar uma DLPA, além disso, as sociedades anônimas também são obrigadas a redigir esse documento.

Essas empresas também precisam entregar a DFC (Demonstrativo do Fluxo de Caixa) e a Nota Explicativa. Além disso, quem entrega a ECD (Escrituração Contábil Digital) também precisa entregar todas as demonstrações contábeis junto ao arquivo.

É importante dizer que existe a possibilidade de optar pela DLPA ou DMPL (Demonstrativo de Mutação do Patrimônio Líquido), uma vez que os dois relatórios tratam do Patrimônio Líquido.

Ter a orientação de um profissional de contabilidade é muito importante a fim de esclarecer demais dúvidas.

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Não perca prazo! Envio do PGDAS-D mensal vence amanhã (20)! – Jornal Contábil

Para um empreendedor, manter as obrigações fiscais em dia é fundamental para a saúde do negócio. No entanto, em meio à correria do dia a dia, é fácil se esquecer de prazos importantes. 

Um deles, que exige atenção redobrada, é o envio do PGDAS-D, a declaração mensal obrigatória para empresas do Simples Nacional. O prazo para a transmissão do documento referente ao mês anterior está chegando ao fim. A entrega deve ser feita até amanhã, quarta-feira, dia 20.

As companhias que se enquadram no Simples podem pagar seus impostos de um jeito mais fácil, emitindo uma única guia que agrupa todos eles de acordo com a área de atuação da empresa. 

Assim, neste momento, utiliza-se o PGDAS-D (Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional) que funciona como um informe das receitas faturadas no mês. 

As informações prestadas no PGDAS-D têm caráter declaratório. Ou seja, são confissão de dívida e suficientes para que as administrações tributárias possam cobrar os impostos e contribuições que não tenham sido pagos, parcelados ou compensados.

Caso o envio não ocorra, a empresa corre o risco de pagar multas. O valor da multa mínima é de R$ 50,00 por mês-calendário.

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O que é PGDAS?

O Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (PGDAS) é um aplicativo disponível no Portal do Simples Nacional para o contribuinte fazer o cálculo dos impostos a serem pagos mensalmente, declarar receita e emitir a DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

O Microempreendedor Individual (MEI) está isento do uso do PGDAS, pois a categoria tem um local específico para a geração da sua guia de impostos mensais, o PGMEI – Programa Gerador de DAS do Microempreendedor Individual.

Portanto, se o seu negócio se enquadra a qualquer natureza jurídica e for optante do Simples Nacional, você precisa acessar o PGDAS mensalmente para gerar a guia dos impostos. 

Além de conseguir gerar a guia de arrecadação, pelo PGDAS o empreendedor também consegue fazer a declaração de informações da empresa que são solicitadas pela Receita Federal.

Como emitir o PGDAS?

Para manter a empresa em dia com os tributos e impostos é simples. Veja o passo a passo para acessar a plataforma e, em seguida, fazer a emissão do Documento que deve ser pago.

  1. Acesse o Portal do Simples Nacional e, no topo, clique em “Cálculo e Declaração”;
  2. Escolha uma forma de fazer o login, por chave de acesso ou certificado digital;
  3. Em seguida, escolha a opção “Regime de Apuração e Receitas” e informe o ano-base;
  4. Vá em “Consultar”;
  5. Finalize clicando em “Salvar Demonstrativo”.

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Qual a relevância do contador para as empresas do Simples Nacional? – Jornal Contábil

Mesmo com a promessa de simplificação, a presença de um contador é fundamental para empresas do Simples Nacional, indo muito além do cumprimento de obrigações legais. 

A expertise desse profissional ajuda a garantir a saúde financeira e a conformidade do negócio, evitando dores de cabeça e prejuízos.

À primeira vista, o contador talvez não seja visto como peça fundamental na definição ou avaliação do planejamento estratégico da empresa, até mesmo porque a profissão contábil foi evoluindo desde um tempo em que o contador só registrava o passado e ainda não olhava para o futuro da empresa. Mas isso mudou!

Muitos empreendedores pensam que pelo motivo da empresa ser uma microempresa ou empresa de pequeno porte tributária no Simples Nacional, que não precisa manter a escrituração contábil, ou seja, ter um contador.

Todavia não é bem assim! Vejamos a seguir porque é importante ter um contador, mesmo que seja uma empresa optante pelo Simples Nacional.

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Importância do contador

A contabilidade é tão importante porque é necessário alguém que possa analisar as contas junto ao gestor,  pois mesmo que seja uma modalidade mais facilitadora na questão tributária e contábil. Afinal, o Simples Nacional também exige certas obrigações a cumprir por parte dos empreendedores.

Uma contabilidade bem feita, seja em Simples Nacional ou qualquer outro regime, é essencial para ter conhecimento onde a empresa está indo, ter um controle de gastos, melhorar a produtividade e aumentar os lucros.

O ideal é contratar um escritório de contabilidade que possa fazer todo o trabalho fiscal para manter a empresa em dia com todas as obrigações contábeis entregues. Afinal, há prazos para se cumprir e ao perdê-los trazem prejuízo ao negócio.

 Além disso, a contabilidade é uma ferramenta que pode auxiliar o empresário sobre custos, vendas, mão de obra, contratações, demissões, entre outros.

Não se iluda em deixar a empresa no regime do simples nacional sem contador, pois vai gerar problemas que só aumentam dia a dia com a falta da entrega das obrigações para todos os órgãos.

Leia também:

Também são responsabilidades das empresas do Simples Nacional:

  • Cálculo de pró-labore dos sócios e folha de pagamento dos funcionários;
  • Manutenção das certidões negativas em dia;
  • Escrituração de movimentos fiscais e contábeis.
  • Entrega regular de obrigações fiscais como DCTF e SPED;
  • Entrega regular de obrigações relacionadas à folha, como eSocial, SEFIP/GFIP e DIRF.

Esse é um erro que ocorre muitas vezes com os gestores. Todavia, deve ser evitado e um contador pode auxiliar nisso. As contas pessoais nunca podem se misturar com as contas profissionais.

Se misturar essas contas e usar a renda pessoal para quitar dívidas da empresa e vice-versa, além de poder ter sérias consequências a contabilidade também ficará comprometida. 

Isso porque, todo CNPJ deve fazer a conciliação bancária que é a verificação do extrato bancário da conta PJ com a declaração de entradas e saídas da empresa. Ao misturar finanças pessoais e profissionais, a conta não fecha.

Diante de tudo isso, para manter a sua empresa regularizada e com o fluxo de caixa ativo, é fundamental ter um profissional contábil assessorando. Isso não resta dúvidas.

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