Fim da burocracia com a NFS-e: como a Reforma exige um novo papel do Contador – Jornal Contábil

A Nota Fiscal de Serviços (NFS-e) passará por uma grande transformação, saindo do modelo atual, que é uma colcha de retalhos de leis municipais, para um padrão único em todo o Brasil. 

Esse novo sistema será mais unificado e digital, exigindo que os emissores de notas fiscais se adaptem a novos campos e validações, como os detalhes das alíquotas de IBS e CBS, além de informações sobre o local de destino do serviço.

A NFS-e não será apenas um documento, mas uma ferramenta conectada. Ela estará integrada aos sistemas do Comitê Gestor do IBS e da Receita Federal, com validações automáticas e em tempo real. Isso trará mais transparência e rastreabilidade às operações, mas também exigirá um novo nível de preparo técnico.

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O Novo Papel do Contador

Com a nota fiscal se tornando o ponto central da arrecadação no novo sistema tributário, o contador terá um papel mais estratégico e menos burocrático. Será fundamental que ele:

  • Atualize cadastros de clientes e fornecedores.
  • Monitore a classificação correta dos serviços.
  • Fique atento às regras de destino e incidência.

Na prática, isso exigirá a requalificação da equipe, a atualização constante dos sistemas e uma comunicação mais próxima com a área de TI e com os clientes. O contador precisará, ainda, acompanhar de perto os regimes de transição e os testes de conformidade.

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Os riscos da inércia

O novo sistema fiscal será altamente automatizado e implacável com os erros. A malha fiscal eletrônica, mais rigorosa, identificará rapidamente qualquer inconsistência, podendo gerar autuações e bloqueios de créditos tributários. Empresas que não se adaptarem correm o risco de perder competitividade e prejudicar sua saúde financeira.

Dessa forma, a nova nota fiscal de serviços será um elemento-chave para a conformidade fiscal. Contadores que se anteciparem, estudarem as novas regras e se posicionarem como especialistas nesse novo ambiente fiscal, terão uma vantagem competitiva. 

A reforma tributária está a caminho e, com ela, a chance de a contabilidade se destacar como uma peça fundamental na gestão dos negócios.

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Autor: Ana Luzia RodriguesAutor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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Código de barras e contabilidade: do beep ao balanço – Jornal Contábil

Quem trabalha com números sabe: controlar estoque, fechar CMV e conciliar notas fiscais consome tempo.

A pergunta é direta: o código de barras ajuda mesmo a contabilidade ou é só um detalhe operacional do estoque? Como transformar aquele “beep” no caixa em lançamentos confiáveis, margens corretas e relatórios que batem? E, na prática, qual caminho uma empresa deve seguir para implantar, padronizar e auditar o uso de códigos em compras, vendas e produção?

Por que código de barras virou assunto de contabilidade

Muita gente ainda trata códigos de barras como tema “do estoque”. Na realidade, ele reduz atrito contábil em toda a cadeia de informação.

Benefícios que o financeiro sente na pele:

  • Precisão de dados e menos retrabalho de digitação.
  • Fechamento mais ágil pela integração ERP–PDV–WMS.
  • CMV consistente com métodos como custo médio e FIFO funcionando.
  • Trilha de auditoria com rastro de quem, quando e o quê foi movimentado.

Quando a empresa liga código de barras à contabilidade, ela deixa de “estimar” e passa a medir com base em eventos reais.

Do caixa ao razão: como os dígitos viram lançamentos

O “beep” é só o começo. O que vale para a contabilidade é o fluxo de dados até o razão.

Na frente de loja, a leitura captura SKU, quantidade, preço e impostos. O ERP recebe o evento, atualiza estoque e reconhece a receita. Na sequência, a integração transforma tudo em lançamentos: débito em caixa/clientes e crédito em receita; do outro lado, baixa do estoque no CMV.

Para que isso rode sem atrito, cadastro único, tabelas de impostos por item e logs imutáveis fazem diferença. Vendas sem vínculo de SKU, devoluções sem referência cruzada e baixas paralelas em planilha são sinais de alerta. A contabilidade ganha tempo quando cada movimento nasce amarrado ao item certo.

Estoque em tempo real: inventário permanente sem drama

Sem leitura automática, estoque “anda” por suposição. Com código de barras, inventário permanente vira rotina — e o fechamento respira.

No recebimento, a conferência cega compara o que foi lido com o que a nota promete. No meio do armazém, transferências e separações fluem por tarefas com scan. Na expedição, só sai o que foi lido. Isso evita sobra fictícia, rombo silencioso e baixa equivocada.

Impacto direto no CMV e nos relatórios? Entradas exatas sustentam custo médio confiável. FIFO depende de lote/validade bem capturados. Ajustes por quebra e perda deixam de ser “caixa de Pandora” e passam a ter evento, motivo e responsável. A conta fecha mais rápido.

Compras e recebimento: conferência cega apoiada por código

O recebimento é onde nasce boa parte do erro contábil. O código de barras reduz subjetividade e protege o DRE.

Pontos de ouro:

  • Pedido de compra com SKU e atributos que formam custo (unidade, fator de conversão, NCM, impostos).
  • Conferência cega guiada por leitura: o sistema valida o que entrou sem “gambiarra”.
  • Divergências documentadas como ocorrências: a maior, a menor, item trocado, lote distinto.
  • Rateio de custos (frete, seguro, taxa) antes da baixa fiscal para refletir o custo de aquisição real.

Resultado para a contabilidade: menos reclassificações, menos “nota fantasma” e custo correto desde o primeiro dia.

Custos e margens: do SKU ao centro de custo

Sem o item certo no centro de custo certo, qualquer margem é chute. Com leitura, a empresa enxerga margem bruta, contribuição e mix com realidade.

O mapa começa no SKU mapeado à natureza de receita/despesa. Promoções deixam rastro por item, e nada de desconto “solto” sem trilha. Do lado do custo, entra tudo: preço de compra, rateios, impostos não recuperáveis. Na expedição, a conferência por leitura garante baixa exata e protege o CMV.

Relatórios que ganham vida: margem por produto e canal, análise ABC de rentabilidade e efeitos de mudanças de preço no giro. O time financeiro para de “adivinhar” e passa a otimizar.

Auditoria e compliance: trilha, amostragem e testes

Para auditoria interna ou externa, leitura é prova objetiva. Não é opinião; é evento.

Amostragens miram itens de maior valor ou risco e percorrem o caminho ERP → físico com leitor na mão. Inventários são “reperformados” por scan e conciliados com o saldo contábil. Nos testes de cutoff, itens lidos na virada do mês mostram com clareza o que pertence a cada período. E, se a entrada lida não bate com a nota, o processo bloqueia até regularizar. Transparência que o auditor gosta de ver.

Produção e serviços: ordens, lotes e rastreio

Não é só varejo. Indústria e serviços ganham eficiência e controle.

Na fábrica, cada ordem de produção recebe um identificador, e as etapas registram consumo e tempo com leitura. Lotes e séries caminham desde matéria-prima até o produto acabado, dando visibilidade ao WIP. Em serviços, etiquetas de ativos e chamados amarram mão de obra e insumos aos centros de custo certos. O resultado contábil mostra custo padrão vs custo real com variações explicadas por dado, não por chute.

Pequenos negócios: como implementar sem gastar muito

Não precisa começar caro. O que a contabilidade precisa é consistência.

O passo inicial é escolher um padrão: usar códigos 1D para venda e Code 128 para etiquetas internas e endereços. Leitores simples resolvem o caixa; apps móveis ajudam no inventário rotativo. Etiquetas térmicas dão conta do recado, com material adequado ao ambiente para não descolar.

Treinamento curto, POPs visuais e cadastro mestre revisado pelo financeiro fecham o pacote. O ganho vem de rotina mínima bem-feita: recebimento por scan, movimentação com tarefa, expedição só com leitura e inventário semanal dos itens A. Simples e eficiente.

Indicadores e rotina: inventário rotativo, giro e rupturas

Código de barras bom é aquele que alimenta decisão. A contabilidade acompanha giro por linha e canal, acurácia por curva ABC, rupturas e lead time de fornecedores. Margem de contribuição por produto e cesta deixa claro onde insistir e onde recuar.

As rotinas que sustentam esses números cabem no calendário: inventário rotativo semanal, revisão de custo a cada nota e auditoria de preços de prateleira vs tabela. O efeito no DRE é imediato: acurácia sobe, CMV faz sentido, margem respira. Menos surpresa, mais previsibilidade.

Governança de dados: padrões internos, catálogos e integrações

Código de barras é dado mestre. Sem governança, o ERP não fecha.

Vale manter um catálogo único: um item, um identificador. Variantes têm códigos próprios. Atributos devem ser minimalistas e relevantes ao financeiro: unidade, fator, tributação, NCM, custo. Mudanças são versionadas com data. Integrações mapeiam SKU entre ERP, WMS, PDV e e-commerce para que os eventos circulem sem “traduções criativas”.

Nos controles internos, quem cadastra não aprova, e transações sem leitura pedem justificativa. Logs e backups mantêm a integridade da base. É o tipo de bastidor que ninguém vê, mas que salva o fechamento.

Do estoque ao DRE, o código de barras fecha a conta

No fim, código de barras não é um luxo operacional. É uma infraestrutura contábil. Ele entrega acurácia de estoque, CMV que faz sentido, margens reais e uma trilha de auditoria que sustenta o fechamento sem drama. Quando o “beep” conversa com ERP, WMS e PDV, a contabilidade deixa de apagar incêndio e passa a dirigir o resultado com números confiáveis.

Resumo acionável:

  • Padronizar códigos e limpar o cadastro mestre.
  • Ativar recebimento cego, expedição por leitura e inventário rotativo.
  • Amarrar SKU ↔ centro de custo ↔ tributação e medir KPIs semanais.
  • Evoluir para 2D quando dados ricos trouxerem ganho contábil real.

Quando a empresa transforma leitura em lançamento, etiqueta em evidência e evento em insight, o balanço agradece. E o time contábil também.

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Vendas estagnadas? Descubra onde contadores estão errando na hora da prospecção de clientes – Jornal Contábil

A captação de clientes no digital já é uma realidade para muitos contadores. Escritórios contábeis passaram a usar redes sociais e anúncios online como canais de aquisição, além de oferecerem serviços remotamente com a promessa de mais escala, liberdade e faturamento recorrente.

Mas se por um lado a visibilidade cresceu, por outro muitos profissionais relatam que as vendas estagnaram. Os seguidores aumentam, os posts são frequentes, mas o faturamento não acompanha. Segundo Vinicius de Sá, especialista em estruturação comercial e modelos de negócios escaláveis, o problema está na falta de processos estruturados e previsibilidade operacional: o contador se digitalizou no marketing, mas não profissionalizou o processo de vendas.

“O escritório contábil moderno e profissionais da área precisam operar como uma empresa de alta performance. Isso significa ter previsibilidade nas vendas, processos bem definidos, gestão de time e foco total em Retorno sobre o Investimento (ROI). Muitos contadores estão no digital, mas ainda trabalham com um comercial amador, sem rotina, sem indicadores e sem integração entre as áreas”, afirma o especialista.

Vinicius é sócio da Full Sales System, consultoria especializada na aceleração de empresas do setor de serviços, com foco em gestão de times, processos comerciais, previsibilidade e crescimento escalável. A empresa é responsável por estruturar e operacionalizar processos comerciais em negócios de diversos segmentos, incluindo serviços de profissionais da área contábil e escritórios contábeis que hoje conseguem escalar seus resultados com mais previsibilidade e eficiência.

Mercado contábil pede estrutura e estratégia

De acordo com o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), o Brasil possui atualmente mais de 529 mil profissionais da área em atividade. Já o Mapa de Empresas, iniciativa vinculada ao Ministério da Economia, aponta que cerca de 20 mil escritórios contábeis encerraram suas atividades nos últimos dois anos.

Os dados revelam um cenário desafiador, onde apenas os negócios que se adaptam rapidamente ao ambiente digital e profissionalizam sua operação comercial conseguem crescer de forma sustentável.

“Não adianta ter tráfego e engajamento se não houver conversão. É a gestão comercial bem-feita que gera ROI. Os contadores precisam parar de improvisar e começar a operar como empresas digitais de verdade”, reforça Vinicius de Sá.

A digitalização no setor contábil trouxe oportunidades reais, mas exige um novo olhar sobre a operação comercial. Processos, gestão de times, previsibilidade e foco em resultados são os pilares que diferenciam escritórios que crescem dos que estagnam. A presença online é o começo, mas é a estrutura que sustenta o crescimento.

Vinicius de Sá, sócio da Full Sales System

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STF decide hoje limite para multas fiscais que atingem setores como energia, indústria, comércio, logística e importação – Jornal Contábil

Setores como indústria, comércio atacadista e varejista, logística, transporte, importação e exportação, telecomunicações, energia e instituições financeiras aguardam com atenção a decisão que o Supremo Tribunal Federal (STF) deve tomar hoje (15/08) sobre o limite da chamada multa isolada. Essa penalidade é aplicada quando empresas deixam de cumprir obrigações acessórias, como o envio de documentos fiscais, e o julgamento (referente ao Tema 487) pode ter impacto direto sobre a rotina e a competitividade dessas atividades.

O ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso, já votou para limitar a multa a 20% do valor do tributo ou crédito relacionado. Se não houver tributo vinculado, o percentual também seria de 20%, calculado sobre o imposto que poderia ter sido devido.

Já o ministro Dias Toffoli defendeu a possibilidade de percentuais mais altos: até 60% quando houver tributo vinculado e até 100% em casos agravados. Quando não houver tributo vinculado, o limite seria de 20% do valor da operação, podendo chegar a 30% em situações agravadas. Ele também propôs que a decisão só passe a valer após a publicação da ata do julgamento, preservando multas já pagas e aplicando as novas regras apenas a processos em andamento ou casos futuros.

O ministro Edson Fachin acompanhou o entendimento de Barroso, reforçando o teto de 20%.

“Setores que lidam diariamente com um grande volume de obrigações fiscais e documentais, como indústria, comércio e logística, sentem de forma imediata o peso dessas multas. Uma decisão equilibrada pode evitar impactos financeiros desproporcionais e preservar a competitividade”, explica Tatiane Allem, sócia da BMS Consultoria Tributária.

O que está em jogo

A decisão vai definir até onde o Fisco pode ir na aplicação das multas, podendo reduzir cobranças consideradas excessivas e trazendo mais segurança jurídica para as empresas.

  • Se vencer o voto de Barroso: multas não ultrapassariam 20%, reduzindo o impacto financeiro das autuações.
  • Se prevalecer o voto de Toffoli: haverá espaço para multas mais altas, mantendo o risco de cobranças expressivas.

Com a modulação sugerida por Toffoli, empresas que já pagaram multas não teriam direito a restituição, e as mudanças valeriam apenas para o futuro e processos pendentes. “Mais do que discutir percentuais, este julgamento é sobre equilibrar o poder de fiscalização com a necessidade de manter um ambiente de negócios saudável. Decisões previsíveis e proporcionais fortalecem a economia e permitem que as empresas se concentrem no que fazem de melhor: produzir, gerar empregos e movimentar o país”, conclui a especialista.

Sobre a BMS Consultoria Tributária

A BMS Consultoria Tributária atua há 15 anos no mercado, com foco em recuperação de créditos tributários e redução de custos. Suas soluções personalizadas aumentam o fluxo de caixa, fortalecem a saúde financeira e impulsionam a eficiência fiscal de empresas de diferentes segmentos. Com abordagem consultiva, base jurídica sólida e uso de tecnologia e inteligência fiscal, a BMS se posiciona como referência em mentoria de alta performance. A empresa entrega resultados concretos, sempre orientada por estratégia, precisão técnica e visão de longo prazo. Mais informações acesse: bmsprojetos.com

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Autor: Mariana Freitas


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eSocial altera leiautes e as mudanças entram em vigor segunda, dia 18 – Jornal Contábil

O governo federal divulgou, em 31 de julho, a Nota Técnica S-1.3 nº 04/2025, que promove uma nova rodada de ajustes nos leiautes do eSocial, versão S-1.3. 

As mudanças abrangem alterações em campos, validações e tabelas utilizadas na transmissão de eventos periódicos e não periódicos ao sistema.

Destaques

Entre os destaques da nova nota estão:

  • Novas regras de validação para eventos como S-1200, S-1210, S-2500, S-5002 e S-5003;
  • Inclusão de campos como {notAFT}, com foco na confissão de valores apurados pela Auditoria-Fiscal do Trabalho;
  • Atualizações nas tabelas 03, 18, 25 e 29, com inclusão e alteração de códigos de natureza de rubricas;
  • Validações específicas para pagamentos a residentes fiscais no exterior;
  • Inclusão de regras para controle de retificação de identificadores e lançamento de valores em situações especiais.

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Quando haverá as mudanças

As mudanças entram em vigor em duas etapas:
Ambiente de produção restrita: a partir de 18 de agosto de 2025
Ambiente de produção oficial: em 29 de agosto de 2025 e 1º de janeiro de 2026, conforme o item alterado.

Para empresas, contadores e profissionais de RH e DP, o momento é de atenção. As adaptações devem ser implementadas nos sistemas com antecedência para garantir a conformidade e evitar inconsistências na transmissão das informações ao eSocial.

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Autor: Ana Luzia RodriguesAutor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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EPI sem gestão é risco: o que as empresas precisam fazer para se proteger – Jornal Contábil

Em muitos ambientes corporativos, o fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) ainda é tratado como uma mera formalidade: compra-se o item, entrega-se ao colaborador e pronto. No entanto, essa visão simplificada não condiz com as exigências da Norma Regulamentadora nº 6 (NR-6), que trata do uso obrigatório de EPIs nos ambientes de trabalho.

Segundo especialistas, o cumprimento da NR-6 exige muito mais do que a simples distribuição dos equipamentos. “Muitas empresas ainda desconhecem o impacto que a má gestão dos EPIs pode trazer, principalmente quando se deparam com uma perícia trabalhista”, afirma Tatiana Gonçalves, CEO da Moema Assessoria, empresa especializada em medicina do trabalho e apoio técnico em perícias.

O que a lei realmente exige?

Para estar em conformidade com a NR-6, é necessário seguir um conjunto de ações que vão desde o controle documental até a capacitação dos colaboradores:

  • Entrega documentada: O EPI deve ser entregue com uma ficha de controle devidamente preenchida e assinada pelo colaborador, comprovando o recebimento.
  • Treinamento contínuo: O trabalhador deve ser orientado sobre o uso correto dos equipamentos, com treinamentos periódicos que reforcem as boas práticas de segurança.
  • Gestão de validade e troca: Os EPIs têm vida útil e precisam ser substituídos com base em critérios técnicos e prazos estabelecidos. Monitorar isso é uma obrigação do empregador.
  • Documentação organizada: Todos os registros devem estar disponíveis e atualizados para apresentação em eventuais processos ou fiscalizações.

Riscos legais e financeiros

Nas ações trabalhistas que envolvem acidentes ou doenças ocupacionais, um dos principais fatores que pesam contra as empresas é justamente a ausência de provas concretas de que os EPIs foram fornecidos e usados corretamente. A falta de registros pode resultar em multas, penalidades, indenizações elevadas e aumento do Fator Acidentário de Prevenção (FAP), que influencia diretamente no custo da folha de pagamento.

“É muito comum vermos empresas que até fornecem os EPIs, mas não mantêm os documentos organizados ou não realizam os treinamentos exigidos. Quando chega o momento da perícia, essa ausência de comprovação pode custar caro”, alerta Tatiana.

Suporte técnico especializado

Para ajudar as empresas a estarem em dia com todas essas exigências, é importante que as empresas possuam treinamentos e também suporte especializados e até a assistência técnica em perícias trabalhistas. Lembrando que os riscos não só relacionados a multas, mas também os impactos que o mal uso pode causar com acidentes e afastamentos.

“Acreditamos que segurança do trabalho é uma estratégia, não um custo. Oferecemos é preciso um suporte na gestão dos EPIs e uma equipe de assistentes técnicos peritos para respaldar a empresa em qualquer situação”, explica a CEO da Moema.

Assim, estar em conformidade com a NR-6 não é apenas uma obrigação legal, mas uma questão de responsabilidade social, proteção à saúde dos trabalhadores e preservação da reputação e estabilidade financeira da empresa.

Para Tatiana, o recado é claro: “Cumprir a NR-6 de forma completa é proteger pessoas e negócios. E isso começa com organização, conscientização e suporte técnico qualificado.” 

Tatiana Gonçalves, CEO da Moema Assessoria

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Autor: Mariana FreitasAutor: Mariana Freitas


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Valores a receber: ainda há 10 bilhões para resgatar. Veja se você pode! – Jornal Contábil

O Banco Central (BC) divulgou que ainda existem R$ 10,56 bilhões em recursos não sacados no sistema financeiro até o fim de março. Até o momento, o Sistema de Valores a Receber (SVR) já devolveu R$ 11 bilhões.

As estatísticas do SVR são divulgadas com dois meses de defasagem. Em relação ao número de beneficiários, até o fim de junho, 31.813.580 correntistas haviam resgatado valores, sendo 28.885.864 pessoas físicas e 2.927.716 pessoas jurídicas.

Por outro lado, 52.623.092 de beneficiários ainda não sacaram seus recursos. Destes, 48.191.397 são pessoas físicas e 4.431.695 pessoas jurídicas.

A maior parte das pessoas e empresas sem fazer o saque têm direito a pequenas quantias. Os valores a receber de até R$ 10 concentram 64,59% dos beneficiários. Os valores entre R$ 10,01 e R$ 100 correspondem a 23,97% dos correntistas. As quantias entre R$ 100,01 e R$ 1 mil representam 9,67% dos clientes. Só 1,76% tem direito a receber mais de R$ 1 mil.

O SVR é um sistema de consultas que permite ao correntista saber se tem dinheiro a receber por contratos encerrados com saldo ou por cobranças indevidas, por exemplo. Caso haja recursos nas contas, é possível pedir o resgate. A transferência ocorre por Pix.

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Como consultar e sacar valores 

Para saber se há valores para receber, inclusive de pessoas falecidas, basta consultar a página do Banco Central, que também tem informações sobre como solicitar a devolução dos valores.

Siga os passos abaixo:

  • Clique em “Consulte valores a receber”.
  • Preencha os campos com os seus dados.
  • Clique em “Consultar” e confira.
  • Caso você tenha valores a receber, basta clicar em “Acessar o SVR”. É preciso ter uma conta gov.br de nível prata ou ouro para entrar no Sistema de Valores a Receber.

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É importante ressaltar que o Banco Central não envia links e não entra em contato diretamente com o beneficiário para tratar sobre valores a receber. Portanto, fique atento e não compartilhe informações pessoais com terceiros.

Para garantir a segurança das transações e evitar fraudes, o Banco Central orienta que o cidadão não compartilhe sua senha com ninguém. Além disso, não deve clicar em links suspeitos e não realizar pagamentos para ter acesso aos valores a receber. 

Os serviços do Sistema Valores a Receber são gratuitos, portanto, fique atento a possíveis tentativas de golpes.

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NFS-e padrão nacional será uma obrigação em 2026. Evite suspensões! – Jornal Contábil

A partir de janeiro de 2026, a NFS-e padrão nacional se torna obrigatória. Atualmente cada município pode estabelecer um modelo de documento fiscal para registro de prestação de serviço, gerando custos para empresas que atuam em diferentes cidades. 

A Reforma Tributária sobre o consumo viabiliza a simplificação das obrigações tributárias, reduzindo os custos de conformidade para as empresas e propiciando ganhos para as administrações tributárias (Modernização tributária: NFS-e nacional trará mais simplicidade e eficiência aos municípios — Receita Federal).

Além da redução de custos para as empresas, a adesão ao padrão nacional da NFS-e traz vantagens para o município, tais como:

  • ferramentas para gestão eficiente das receitas municipais;
  • acompanhamento das atividades econômicas locais, com maior transparência e controle;
  • atendimento à exigência de compartilhamento de documentos fiscais, fundamental para a implementação da Reforma Tributária sobre o consumo.

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Evitando suspensões

Os municípios precisam estar atentos para evitar a suspensão das transferências voluntárias da União previstas no § 7º do art. 62 da Lei Complementar nº 214, de 2024. 

Para evitar riscos, a Receita Federal tem prestado orientações a cada ente municipal. O processo se inicia com a formalização de convênio (Como conveniar-se — Portal da Nota Fiscal de Serviço eletrônica)

Até o início de agosto, 1.463 municípios já tinham assinado o convênio de adesão ao modelo nacional. Desses, 291 já fizeram uso efetivo do documento fiscal entre maio e julho de 2025. Para alertar as prefeituras sobre a necessidade e orientar sobre a adesão, a Receita Federal enviou cartas e comunicados aos municípios. 

No primeiro lote, foram enviadas correspondências para 3.772 prefeituras de todo o país que ainda não aderiram ao padrão. Além das cartas, os órgãos municipais receberam comunicados em suas caixas postais no e-CAC.

Equipes da Receita Federal em cada Região Fiscal acompanham a situação de cada ente municipal e estão disponíveis para as orientações técnicas.

O município pode estar em uma das seguintes situações:

Situação Quantidade de municípios
não conveniado 4.107
Inativo (1) 931
Ativo na plataforma (2) 241
Ativo operacional (3) 291

(1) Assinou o convênio

(2) Além de assinar o convênio, concluiu o processo de configuração da plataforma no painel municipal

(3) Houve emissão de NFS-e nos últimos três meses

A situação de cada município pode ser acompanhada neste arquivo.

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Autor: Ana Luzia RodriguesAutor: Ana Luzia Rodrigues


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Equipes mais alinhadas e clientes mais satisfeitos – Transforme sua contabilidade com o poder do feedback! – Jornal Contábil

A cultura do feedback na contabilidade é uma ferramenta valiosa para promover a melhoria contínua e o crescimento profissional. No entanto, implantá-la de forma eficaz exige equilíbrio organizacional diante dos desafios e variáveis que impactam o dia a dia do negócio.

Para te ajudar em mais uma questão do Simples Nacional, hoje a equipe do Jornal Contábil retirou algumas informações do artigo da  é-Simples Auditoria Eletrônica, empresa especialista no Simples Nacional e vamos te ajudar a entender mais sobre a cultura do feedback e saber como podemos ajudar nossos clientes optantes por esse regime!

O artigo da é-Simples Auditoria Eletrônica diz:

1. O que é cultura do feedback?

Segundo o Blog da é-Simples Auditoria: “A cultura de feedback é fundamentalmente a criação de um ambiente seguro e saudável para conversas entre líderes e colaboradores. 

O termo “feedback”, em português, significa “dar retorno” ou “reação sobre algum acontecimento” e é uma ferramenta de comunicação essencial. 

Tanto na vida pessoal quanto profissional, muitas vezes as pessoas tendem a guardar suas opiniões para si mesmas, perdendo oportunidades de contribuir para o crescimento dos colegas de trabalho. 

A cultura do feedback incentiva a expressão de opiniões, sejam elas positivas ou negativas, permitindo assim a disseminação de boas práticas e a correção de erros potenciais.”

2. Como a cultura do feedback funciona?

De acordo com o Blog da é-Simples Auditoria:”Essa cultura consiste em promover e incentivar feedbacks dentro da empresa. Para isso, pode-se organizar reuniões semanais que foquem na troca de opiniões ou até mesmo criar uma caixa de sugestões para que os funcionários deixem suas manifestações. 

Com essas opiniões expostas, é recomendável que se elaborem planos de ações e reversão dos feedbacks negativos, bem como a promoção daqueles que forem positivos.”

3. Pontos-chave sobre o feedback que valem a pena conhecer:

De acordo com o Blog da é-Simples Auditoria:

“Aumento da rentabilidade e resultados superiores: Ao recebermos feedback, podemos identificar rapidamente áreas onde não estamos performando tão bem. Isso nos permite ajustar nossos processos, tornando-os mais eficientes. Como resultado, a empresa consegue economizar dinheiro e alcançar resultados financeiros mais positivos.

Estimular cooperação: Quando trocamos feedback, estamos incentivando um ambiente onde todos se sentem à vontade para compartilhar ideias. Isso faz com que a equipe trabalhe melhor em conjunto, encontrando soluções para os problemas.

Comunicação transparente: A prática regular de feedback promove uma cultura onde todos se sentem confortáveis para expressar suas opiniões. Desse modo, abre portas para um ambiente de confiança onde as preocupações podem ser abordadas de frente e sugestões podem ser consideradas, contribuindo para um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.

Crescimento pessoal: Quando recebemos feedback, estamos obtendo insights valiosos sobre o nosso desempenho. Isso nos ajuda a identificar áreas onde podemos melhorar e também reconhecer nossos pontos fortes. Nesse sentido, podemos crescer tanto profissionalmente quanto pessoalmente, o que é fundamental para o sucesso a longo prazo.

Incentivo: O feedback não apenas reconhece o esforço dos funcionários, mas também os inspira a continuarem se esforçando. Ao sentir que seu trabalho é valorizado e que estão contribuindo para o sucesso da empresa, os colaboradores ficam mais motivados a darem o seu melhor, o que é essencial para o crescimento e prosperidade do negócio.”

Será que o feedback impacta positivamente o desempenho da equipe?

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Obrigado pela leitura!

Informações retiradas do Blog da é-Simples Auditoria. Artigo: “Cultura do feedback, como desenvolvê-la em sua contabilidade?”. Disponível em: Por Leonel Monteiro em 13/05/2024.

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Caso Ultrafarma: como funcionava o esquema e quem são os envolvidos – Jornal Contábil

Conforme divulgado ontem no Jornal Contábil, o empresário Sidney Oliveira, fundador da Ultrafarma, foi detido temporariamente na manhã de terça-feira, dia 12, em uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP). 

A ação visa desmantelar um esquema de corrupção que envolvia auditores fiscais da Secretaria de Estado da Fazenda e outras empresas, como a Fast Shop.

Além de Sidney Oliveira, outras cinco pessoas foram presas, incluindo Artur Gomes da Silva Neto, um auditor fiscal de alto escalão apontado como o “cérebro” do esquema. Segundo a investigação, ele facilitava a restituição de créditos fiscais para empresas em troca de propinas que, desde 2021, já ultrapassam R$ 1 bilhão.

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Detalhes do esquema de corrupção

A operação, chamada Ícaro, revelou que o auditor Artur Gomes era responsável por agilizar o complexo processo de ressarcimento de créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para a Ultrafarma e a Fast Shop. 

Ele manipulava os procedimentos, aprovava os pedidos e garantia que não seriam revisados internamente. Em alguns casos, o auditor liberava valores maiores do que o devido e em prazos mais curtos, segundo o MP.

A investigação teve início após a detecção de uma evolução patrimonial “absolutamente incompatível” de uma empresa em nome da mãe de Artur, a Smart Tax. A empresa, que não tinha atividades operacionais até meados de 2021, começou a receber pagamentos da Fast Shop no segundo semestre do mesmo ano, levantando suspeitas.

O MP afirma que a Ultrafarma era a peça central no esquema de pagamento de propinas, garantindo favorecimento fiscal em troca de pagamentos mensais ao auditor. A Fast Shop também teria se beneficiado do esquema. Agora, o MP buscará saber se os funcionários das empresas agiam sob ordens ou tinham participação direta nas decisões.

Quem são os investigados

Seis pessoas foram presas temporariamente na operação. Segundo o MP, os investigados, que também foram alvos de mandados de busca e apreensão, são:

  • Aparecido ‘Sidney Oliveira’: dono e fundador da Ultrafarma.
  • Artur Gomes da Silva Neto: auditor fiscal apontado como o mentor do esquema.
  • Marcelo de Almeida Gouveia: outro auditor fiscal envolvido.
  • Mário Otávio Gomes: diretor estatutário da Fast Shop.
  • Celso Éder Gonzaga de Araújo: dono da casa onde esmeraldas foram apreendidas.
  • Tatiane da Conceição Lopes: esposa de Celso.

Os investigados podem ser acusados de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Em nota, a Secretaria da Fazenda informou que abriu um processo administrativo para apurar a conduta do servidor envolvido.

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