Como lidar com o estresse da profissão contábil? – Jornal Contábil

Lidar com o estresse na profissão contábil é um desafio real, mas superável. O dia a dia do contador é repleto de prazos apertados, legislação complexa e em constante mudança. 

Além disso, tem a responsabilidade de garantir a conformidade fiscal e financeira de empresas e pessoas. Essa combinação pode levar a altos níveis de pressão e, consequentemente, ao estresse. No entanto, existem estratégias eficazes para gerenciar essa tensão e promover um ambiente de trabalho mais saudável.

Veja a seguir 6 dicas de como manter a saúde mental sob controle e controlar a pressão que a profissão causa diariamente.

1. Organização e Planejamento 

A bagunça e a falta de direção são grandes catalisadores de estresse. No campo contábil, isso se intensifica. 

Dessa forma, crie rotinas e cronogramas detalhados para cada tarefa, dividindo grandes projetos em etapas menores e mais gerenciáveis. Utilize ferramentas de gestão de projetos ou até mesmo agendas digitais para visualizar seus prazos e prioridades. 

Antecipar-se aos períodos de pico, como fechamento de balanços ou declarações de imposto de renda, e distribuir a carga de trabalho de forma mais equitativa ao longo do ano pode fazer uma grande diferença.

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2. Mantenha-se Atualizado, Mas Sem Pânico

A legislação tributária e contábil muda o tempo todo, e a pressão para se manter atualizado é imensa. Em vez de tentar absorver tudo de uma vez, defina um tempo diário ou semanal dedicado à leitura e ao estudo. 

Participe de cursos e workshops focados nas áreas mais relevantes para o seu trabalho. Mais importante do que saber tudo, é saber onde encontrar a informação e como interpretá-la. Tenha fontes confiáveis e consulte-as quando necessário, sem se sobrecarregar.

3. Invista em tecnologia e automação

A tecnologia é uma aliada poderosa na redução do estresse. Muitos processos contábeis que antes eram manuais e demorados agora podem ser automatizados por softwares específicos. 

Desde a emissão de notas fiscais até a conciliação bancária e a geração de relatórios, a automação libera tempo para tarefas mais estratégicas e reduz a margem de erro. Pesquise e invista em sistemas que se adequem à sua realidade e simplifiquem seu trabalho.

4. Estabeleça limites e saiba dizer não

É comum que contadores acumulem responsabilidades, seja por clientes que demandam mais ou por colegas que pedem ajuda. Aprender a estabelecer limites claros entre sua vida profissional e pessoal é crucial. 

Evite levar trabalho para casa constantemente e saiba quando dizer “não” a novas demandas se sua carga de trabalho já estiver excessiva. Priorize sua saúde mental e não se sinta culpado por isso.

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5. Cuide do seu bem-estar físico e mental

A saúde do corpo e da mente está diretamente ligada à capacidade de lidar com o estresse. Reserve um tempo para atividades que você gosta, seja praticar exercícios físicos, ler, passar tempo com a família e amigos ou ter um hobby. 

Uma alimentação equilibrada e uma boa noite de sono também são fundamentais. Se sentir que o estresse está afetando significativamente sua vida, não hesite em procurar ajuda profissional, como um terapeuta ou psicólogo.

6. Desenvolva uma rede de apoio

Compartilhar experiências com outros profissionais contábeis pode ser muito enriquecedor. Participe de grupos de discussão, associações ou eventos da área. 

Ter pessoas que entendam os desafios da sua profissão e com quem você pode trocar ideias e desabafar pode aliviar a sensação de isolamento e oferecer novas perspectivas.

Conclusão

Lidar com o estresse da profissão contábil não é um luxo, mas uma necessidade para garantir uma carreira longa, produtiva e satisfatória. 

Ao implementar essas estratégias, você não apenas melhora sua qualidade de vida, mas também eleva a qualidade do seu trabalho.

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Reforma Tributária: regimes específicos vão usar a DERE – Jornal Contábil

A tão aguardada Reforma Tributária, que promete simplificar o complexo sistema tributário nacional com a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), traz consigo uma novidade para setores com tratamentos diferenciados: a Declaração Eletrônica de Regimes Específicos (DERE). 

Esta nova obrigação acessória será fundamental para que as empresas enquadradas em regimes específicos se adequem às novas regras.

Mas você sabe o que é, quando entra em vigor e como se preparar? Veja tudo o que se sabe até o momento na leitura a seguir. 

O que é a DERE e por que ela é necessária? 

A DERE é uma declaração digital criada especificamente para centralizar e padronizar as informações de setores que operarão sob regimes tributários específicos no novo modelo de tributação. 

Embora a Reforma Tributária busque uma simplificação e unificação, algumas atividades econômicas possuem particularidades que impedem sua total adequação às regras gerais do IBS e da CBS. É o caso de setores como:

  • Serviços financeiros
  • Planos de assistência à saúde
  • Setor de combustíveis e lubrificantes
  • Concursos de prognósticos (jogos de azar)
  • Operações com bens imóveis
  • Sociedades cooperativas
  • Bares e restaurantes, hotelaria, agências de viagens e turismo
  • Atividade esportiva de Sociedade Anônima de Futebol (SAF)
  • Aviação regional

Para esses segmentos, a DERE foi desenvolvida para garantir o monitoramento fiscal e a conformidade, consolidando em um único documento eletrônico as operações sujeitas à CBS e ao IBS. 

A expectativa é que, ao centralizar as informações, a DERE não crie novas obrigações, mas sim substitua e simplifique os controles que hoje ocorrem por declarações separadas, reduzindo a burocracia para as empresas.

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Quando a DERE entra em vigor e quem deve se preparar? 

A previsão é que a DERE seja obrigatória a partir de 2026, mesmo ano em que a CBS e o IBS começam sua implementação gradual em diversos documentos fiscais eletrônicos. 

Isso significa que as empresas que se enquadram nos regimes específicos devem iniciar seu planejamento e adaptação desde já.

Os principais contribuintes que deverão se preocupar com a DERE são aqueles que:

  • Operam em atividades que serão definidas como Regimes Específicos pelas futuras regulamentações.
  • São beneficiados por incentivos fiscais específicos que serão mantidos ou reformulados.
  • Possuem regras diferenciadas no novo modelo, como as da Zona Franca de Manaus ou o Simples Nacional com regimes híbridos.

Preparação é a chave para a transição

Para se preparar para a DERE e o novo cenário tributário, as empresas e seus contadores precisam:

  1. Revisar cadastros de produtos e serviços: Garantir que estejam alinhados com as novas classificações e tributações.
  2. Adaptar sistemas de gestão (ERPs): É fundamental que os sistemas estejam aptos a gerar as informações necessárias para a DERE de forma precisa e automatizada.
  3. Capacitar equipes: Contadores, fiscais e profissionais de TI precisarão de treinamento sobre as novas regras e a operação da DERE.
  4. Organizar processos internos: Assegurar a qualidade e a sincronização das informações declaradas com a emissão de notas fiscais e recolhimentos.

A criação da DERE reflete a complexidade de se harmonizar a simplificação tributária com a necessidade de tratamentos específicos para determinados setores. 

Para os profissionais da área contábil e fiscal, o desafio será o de dominar os critérios dessa nova obrigação acessória, transformando-a em uma oportunidade de atuar de forma mais estratégica, oferecendo soluções personalizadas e garantindo a conformidade e eficiência fiscal de seus clientes.

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Contabilidade: os desafios e as oportunidades que a era digital impõem à profissão – Jornal Contábil

A contabilidade, por muito tempo associada a pilhas de papel e cálculos manuais, está vivenciando uma revolução impulsionada pela era digital. 

A tecnologia, que antes parecia uma ferramenta auxiliar, hoje se tornou o motor de uma transformação profunda, impondo desafios e, principalmente, abrindo um leque de novas oportunidades para os profissionais da área.

Os papéis deram espaço a notebooks, computadores, tablets e celulares que agora agilizam muito mais as tarefas diárias.

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Os desafios da adaptação 

Um dos maiores desafios é a velocidade das mudanças. A cada dia, surgem novas ferramentas, softwares e plataformas que exigem dos contadores uma atualização constante. 

A resistência à adoção de novas tecnologias pode significar a obsolescência profissional, tornando inviável a gestão de grandes volumes de dados e a comunicação eficiente com clientes e órgãos reguladores.

Além disso, a segurança da informação tornou-se uma preocupação primordial. Com a digitalização de documentos e o armazenamento em nuvem, a proteção contra ataques cibernéticos e vazamento de dados sensíveis é um desafio constante. 

O contador, nesse cenário, precisa ser um guardião da integridade das informações financeiras e fiscais de seus clientes.

Outro ponto de atenção é a necessidade de reskilling (adaptação às mudanças do mercado) e upskilling (aprimoramento de habilidades e conhecimentos). A automação de tarefas rotineiras, como lançamentos e conciliações, exige que os contadores desenvolvam novas habilidades. 

O foco migra do operacional para o estratégico, demandando conhecimentos em análise de dados, inteligência artificial e consultoria especializada. Aqueles que não se adaptarem correm o risco de ver seu valor diminuir no mercado.

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Oportunidades da inovação 

Apesar dos desafios, a era digital oferece um cenário promissor para a contabilidade. A automação libera o contador para atividades de maior valor agregado. 

Em vez de gastar horas em tarefas repetitivas, o profissional pode se dedicar à análise crítica dos dados, fornecendo insights estratégicos para seus clientes.

A inteligência artificial (IA) e o Big Data permitem uma compreensão mais profunda das finanças das empresas. Contadores podem utilizar essas ferramentas para identificar tendências, prever cenários e auxiliar na tomada de decisões importantes, transformando-se em verdadeiros parceiros de negócios. 

A contabilidade consultiva ganha força, com o contador atuando como um conselheiro estratégico, e não apenas um “calculador de impostos”.

A nuvem e as plataformas online possibilitam maior flexibilidade e mobilidade. Contadores podem atender clientes em diferentes localidades, e o acesso às informações é facilitado, agilizando processos e otimizando o tempo. Isso também abre portas para modelos de trabalho mais flexíveis e home office, com ganhos em qualidade de vida para os profissionais.

Por fim, a proliferação de startups e novos modelos de negócios gera uma demanda crescente por contadores especializados em áreas como tecnologia, e-commerce e economia compartilhada. 

A capacidade de compreender e aplicar as normas contábeis a esses novos contextos é uma grande oportunidade para os profissionais que buscam se diferenciar.

Dessa forma, a contabilidade do futuro já chegou, e ela exige que os profissionais estejam dispostos a abraçar a tecnologia, aprimorar suas habilidades e reinventar sua forma de atuação. 

Aqueles que se adaptarem a essa nova realidade não apenas vão sobreviver, mas vão prosperar na era digital.

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Ser contador de sucesso não é fácil — Veja os obstáculos que ninguém te conta! – Jornal Contábil

Atuar no mercado contábil exige constante adaptação diante de desafios como a alta concorrência e a necessidade de se destacar. 

Para isso, é essencial adotar estratégias que promovam diferenciação e crescimento sustentável.

Para te ajudar em mais uma questão do Simples Nacional, hoje a equipe do Jornal Contábil retirou algumas informações do artigo da  é-Simples Auditoria Eletrônica, empresa especialista no Simples Nacional e vamos te ajudar a entender mais sobre os principais desafios de um contador de sucesso e saber como podemos ajudar nossos clientes optantes por esse regime!

O artigo da é-Simples Auditoria Eletrônica diz:

1. Estratégias para contadores no mercado competitivo

De acordo com o Blog da é-Simples Auditoria: ”Tecnologia em constante evolução:

Desafio: A rápida evolução tecnológica exige que os contadores estejam constantemente atualizados com novas ferramentas, softwares e sistemas que podem melhorar a eficiência e precisão dos serviços contábeis.

Como superar:

  • Educação Continuada: Investir em cursos, workshops e treinamentos para aprender sobre as novas tecnologias aplicáveis à contabilidade.
  • Automatização de Processos: Implementar softwares de automação para tarefas repetitivas, liberando tempo para atividades estratégicas.
  • Adoção Gradual: Integrar novas tecnologias de forma gradual, começando por aquelas que oferecem maior retorno sobre o investimento.”

2. Gestão do conhecimento técnico:

De acordo com o Blog da é-Simples Auditoria: ”Desafio: A gestão eficaz do conhecimento técnico envolve não apenas possuir habilidades contábeis sólidas, mas também saber aplicá-las de maneira eficiente e inovadora.

Como gerir:

  • Desenvolvimento Profissional Contínuo: Participar de programas de educação continuada, workshops e seminários para aprimorar habilidades técnicas e de gestão.
  • Compartilhamento de Conhecimento: Promover uma cultura de compartilhamento de conhecimento dentro da equipe, incentivando a colaboração e a troca de ideias.

Adoção de Práticas Inovadoras: Implementar práticas inovadoras na prestação de serviços contábeis, como análise preditiva e utilização de dados para tomada de decisão estratégica.”

3. Segmentação de mercado e oferta de serviços especializados:

Segundo o Blog da é-Simples Auditoria: Desafio: Os clientes buscam cada vez mais serviços contábeis que atendam às suas necessidades específicas e desafios setoriais.

Como dominar:

  • Identificação de Nichos de Mercado: Identificar segmentos específicos do mercado que demandam expertise contábil especializada, como startups, profissionais liberais ou empresas familiares.
  • Desenvolvimento de Expertise: Investir em conhecimento profundo e experiência em setores específicos para oferecer serviços altamente especializados.
  • Personalização de Serviços: Adaptar os serviços contábeis para atender às necessidades únicas de cada segmento de mercado, oferecendo soluções personalizadas e sob medida.”

Como superar todos esses desafios?

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Gostou do assunto? Continue acompanhando nossos artigos, e também siga a é-Simples no Instagram @esimplesauditoria.

Obrigado pela leitura!

Informações retiradas do Blog da é-Simples Auditoria. Artigo: “Conheça os principais desafios de um contador de sucesso”. Disponível em: Por Leonel Monteiro em 24/06/2024.

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Contábil: Prazo para justificar pontuações no PEPC está contando – Jornal Contábil

Atenção! O prazo para envio de justificativas dos profissionais de contabilidade sobre suas pontuações no Programa de Educação Profissional Continuada (PEPC) de 2024 está aberto e contando!

Todos que estão enquadrados na NBC PG 12 (R4), e não alcançaram o mínimo de 40 pontos, têm até o dia 31 de agosto de 2025 para enviar suas justificativas ao Conselho Regional de Contabilidade (CRC) da jurisdição de seu registro principal.

Os argumentos apresentados pelo profissional, em sua justificativa, serão submetidos à avaliação da Comissão de Educação Profissional Continuada ou da Câmara de Desenvolvimento Profissional do CRC local. Com base nessa análise, define-se a penalidade aplicável.

A ausência de justificativa pode acarretar diversas sanções, incluindo a baixa do registro do profissional no Cadastro Nacional de Peritos Contábeis (CNPC) e no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI).

Adicionalmente, o profissional estará sujeito à sanção da Fiscalização do órgão e à instauração de um processo ético-disciplinar.

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O que é o PEPC e sua finalidade

O PEPC é um programa do CFC que visa a atualização e o aprimoramento técnico e profissional dos contabilistas. Ainda garante a manutenção e atualização dos conhecimentos e habilidades. 

Dessa forma, o projeto assegura a qualidade dos serviços prestados e fortalece a confiança pública na profissão contábil. Os requisitos do PEPC incluem o cumprimento de um mínimo de 40 pontos anuais, com 12 pontos destinados à aquisição de conhecimento, conforme a NBC PG 12(R4).

O profissional deve verificar se está enquadrado nos critérios de obrigatoriedade do programa e participar das atividades escolhidas, buscando instituições e eventos credenciados. 

Também é fundamental manter os comprovantes das atividades que realizou para a prestação de contas. Em seguida, é necessário acessar o sistema EPC Web do CFC/CRCs e registrar as atividades realizadas, anexando os comprovantes.

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Autor: Ana Luzia RodriguesAutor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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Mais de meio milhão de MEIs superam o teto de faturamento. Crescimento ou alerta?  – Jornal Contábil

Um número expressivo de Microempreendedores Individuais (MEIs) no Brasil, cerca de 570 mill, superou o limite de faturamento anual permitido em 2024. 

O dado, que aponta para um dinamismo notável no setor de pequenos negócios, também acende um alerta sobre a necessidade de migração para outras categorias empresariais e as implicações fiscais e burocráticas dessa transição.

O teto atual de faturamento para o MEI é de R$ 81 mil por ano. Ao exceder esse valor, o empreendedor automaticamente se desenquadra da categoria, o que pode gerar desafios se não houver um planejamento adequado. A superação do limite pode ocorrer de duas formas:

  • Até 20% do teto (até R$ 97,2 mil): O MEI é desenquadrado para Microempresa (ME) a partir do mês seguinte ao da ocorrência, devendo recolher os impostos retroativamente a janeiro do ano de desenquadramento.
  • Acima de 20% do teto (acima de R$ 97,2 mil): O desenquadramento é retroativo a janeiro do ano em questão, e o empreendedor deverá recolher todos os impostos como ME desde o início do ano.

Para muitos, o sucesso que levou à ultrapassagem do teto é motivo de celebração, indicando um amadurecimento do negócio. No entanto, a falta de informação ou de preparo para essa transição pode resultar em multas e dores de cabeça com a Receita Federal.

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Coincidência ou não, em meio à divulgação do levantamento da FGV, foi lançada em 9/07 a plataforma “MEI conta com a gente”, criada a partir de um Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério do Empreendedorismo, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e a Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon).

Por meio da plataforma, empreendedores individuais poderão se conectar com contadores parceiros da sua região para receber, gratuitamente, orientações sobre formalização, gestão financeira, acesso ao crédito, oportunidades de mercado e regularização fiscal.

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O que fazer ao ultrapassar o limite?

Ao perceber que o faturamento se aproxima ou já ultrapassou o teto, o MEI deve se atentar para os seguintes passos:

  1. Comunicação à Receita Federal: É fundamental comunicar o desenquadramento o quanto antes. O processo é feito de forma online no Portal do Simples Nacional.
  2. Migração para Microempresa (ME): A principal alternativa é se tornar uma Microempresa (ME). Nesse caso, o regime tributário mais comum é o Simples Nacional, que também oferece um sistema de recolhimento de impostos simplificado, mas com alíquotas e obrigações diferentes das do MEI.
  3. Contador: A assistência de um contador torna-se essencial nesse processo. Ele poderá auxiliar no cálculo dos impostos retroativos, na alteração do registro na Junta Comercial e na adequação às novas obrigações fiscais e contábeis.
  4. Alvarás e Licenças: A ME pode demandar alvarás e licenças específicas, dependendo da atividade exercida, o que não era exigido do MEI.

Implicações e perspectivas

O grande número de MEIs que excederam o limite pode ser um indicativo de que a economia está aquecendo para os pequenos negócios, impulsionando o empreendedorismo no país. 

Contudo, é importante que haja mais campanhas de conscientização e suporte para esses empreendedores, garantindo que a transição de MEI para ME seja suave e não se torne um obstáculo ao crescimento.

A Federação Brasileira de Contabilidade (Febracon) ressalta a importância do planejamento financeiro e da busca por orientação profissional desde o início da jornada do MEI. “Muitos empreendedores veem o desenquadramento como um problema, mas, na verdade, é um sinal de que o negócio está prosperando. O importante é estar preparado para essa nova fase”, afirma Maria Silva, presidente da Febracon.

Com o cenário em constante mudança, é fundamental que os empreendedores estejam atentos às regras e busquem o apoio necessário para garantir a conformidade de seus negócios e continuar crescendo de forma sustentável.

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Burnout na Contabilidade: o preço da pressão excessiva – Jornal Contábil

A contabilidade é uma profissão essencial para a saúde financeira de empresas e indivíduos, mas por trás dos números e balanços, existe uma realidade de pressão intensa, prazos apertados e responsabilidade imensa. 

Essa combinação, se não for gerenciada, pode levar a um problema sério e cada vez mais comum entre os profissionais da área: o burnout.

O burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, é um estado de exaustão física e mental causado por estresse crônico relacionado ao trabalho. 

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Contabilidade e o Burnout

No contexto da contabilidade, ele se manifesta de diversas formas: fadiga constante, irritabilidade, dificuldade de concentração, desmotivação, ansiedade e até mesmo problemas físicos como dores de cabeça e insônia. 

A natureza do trabalho, que exige atenção minuciosa aos detalhes, longas horas de dedicação, principalmente em períodos de fechamento e entrega de declarações, e a constante atualização sobre a complexa legislação tributária, cria um terreno fértil para o surgimento desta síndrome.

Profissionais de contabilidade frequentemente se sentem sobrecarregados pela demanda contínua de trabalho, pela pressão por exatidão impecável e pela necessidade de gerenciar expectativas de múltiplos clientes ou departamentos. Quando essa carga se torna insustentável, a paixão pela profissão pode se transformar em um profundo desgaste. 

O impacto não é apenas pessoal, afetando a qualidade de vida e os relacionamentos, mas também profissional, com a queda na produtividade, aumento de erros e absenteísmo.

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Papel das empresas

É muito importante que escritórios de contabilidade e empresas com departamentos financeiros reconheçam os sinais de burnout em suas equipes e tomem medidas preventivas. 

Isso inclui a distribuição mais equitativa da carga de trabalho, a implementação de tecnologias que automatizem tarefas repetitivas, o incentivo a pausas regulares e a promoção de um ambiente que valorize o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Além disso, oferecer apoio psicológico e programas de bem-estar pode fazer uma grande diferença.

Atitude dos contadores

Para os contadores, é fundamental estar atento aos próprios limites. Procurar ajuda profissional, praticar o autocuidado, estabelecer limites claros entre o trabalho e a vida pessoal e buscar estratégias de gerenciamento de estresse são passos essenciais para evitar que a paixão pelos números se torne uma fonte de sofrimento.

 Cuidar da mente é tão vital quanto cuidar dos balanços e demonstrações financeiras.

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Vale-alimentação contribui para aliviar o orçamento familiar; entenda – Jornal Contábil

Com o aumento no preço dos alimentos e no custo de vida, o vale-alimentação tem ganhado ainda mais relevância como um dos benefícios mais valorizados pelos trabalhadores brasileiros. Além de ser um instrumento importante para garantir o acesso à alimentação de qualidade, o auxílio também representa um reforço significativo no orçamento familiar, funcionando como um suporte financeiro direto à rotina doméstica.

Poder de compra

Empresas que oferecem o vale-alimentação proporcionam aos colaboradores a possibilidade de utilizar o benefício na compra de alimentos em supermercados, mercearias e outros estabelecimentos credenciados. Esse apoio tem sido essencial especialmente para famílias que enfrentam reajustes frequentes no valor da cesta básica e gastos elevados com itens alimentícios.

Embora o vale-alimentação não integre o salário, ele impacta diretamente o poder de compra do trabalhador. Ao cobrir uma parte relevante das despesas com alimentação, o benefício permite que outras áreas do orçamento familiar sejam aliviadas, como transporte, moradia, educação e cuidados com os filhos. Para muitos brasileiros, esse valor faz a diferença entre manter as contas em dia ou entrar no vermelho ao final do mês.

Produtividade e reconhecimento dos colaboradores

O impacto positivo do vale-alimentação também se estende ao bem-estar e à produtividade dos colaboradores. Funcionários que se sentem apoiados pelas empresas em aspectos básicos de sua vida pessoal tendem a estar mais engajados, satisfeitos e motivados no ambiente de trabalho.

Empresas que mantêm ou expandem esse tipo de apoio em momentos de instabilidade econômica costumam ser melhor percebidas pelos funcionários. O reconhecimento vai além do valor financeiro: demonstra empatia, responsabilidade social e comprometimento com a qualidade de vida da equipe.

Para os empregadores, o retorno aparece na forma de maior retenção de talentos, menor rotatividade e fortalecimento da marca empregadora.

Abrangência

Outro ponto de destaque é a abrangência do benefício. O vale-alimentação pode atender diferentes perfis de trabalhadores, com flexibilidade para se adaptar às realidades locais e às preferências de consumo de cada colaborador. Além disso, a digitalização dos cartões e plataformas de gestão tem facilitado o uso do benefício, ampliando a rede de aceitação e oferecendo mais comodidade no dia a dia.

Para muitas famílias, o valor mensal do vale-alimentação representa a principal fonte de garantia de refeições equilibradas, especialmente em lares com mais de um dependente. Em casos assim, o auxílio tem papel ainda mais relevante, funcionando como ferramenta de apoio social que vai além do ambiente corporativo.

Apoio financeiro e melhores relações de trabalho

Iniciativas como o vale-alimentação se tornam essenciais para proporcionar mais estabilidade às famílias. Ao mesmo tempo em que cumpre sua função de apoio financeiro, o benefício contribui para relações de trabalho mais saudáveis, sustentáveis e comprometidas com o bem-estar coletivo. Em tempos de incerteza, oferecer esse tipo de suporte é uma forma concreta de fazer a diferença na vida dos colaboradores.

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Autor: Mariana FreitasAutor: Mariana Freitas


Há 2 anos faz parte da equipe de Redação e Marketing do Jornal Contábil, colaborando com a criação de conteúdo, estratégias de engajamento e apoio no fortalecimento da presença digital do portal.


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Novos grupos passam a integrar o Bolsa Família a partir deste mês – Jornal Contábil

A partir deste mês de julho, novas diretrizes entrarão em vigor para o programa Bolsa Família, visando priorizar o atendimento de famílias em situação de rua, em risco social ou com insegurança alimentar. 

Essa medida representa um avanço importante na busca por uma rede de proteção social mais eficaz e direcionada aos grupos mais vulneráveis da sociedade brasileira.

A decisão de dar prioridade a esses públicos reflete a crescente preocupação em combater a extrema pobreza e garantir o acesso a direitos básicos para quem mais precisa. Ao focar em famílias que enfrentam a invisibilidade das ruas, os desafios do risco social (como violência, desestrutura familiar e falta de acesso a serviços) e a urgência da insegurança alimentar, o governo busca oferecer um suporte mais rápido e eficiente.

Para as famílias nessa condição, a inclusão prioritária no Bolsa Família pode significar o acesso a um recurso financeiro essencial para a compra de alimentos, medicamentos e outras necessidades básicas, além de abrir portas para outros programas e serviços sociais. 

A expectativa é que essa mudança contribua significativamente para a redução da vulnerabilidade social e a promoção da dignidade humana.

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Regras para ingressar

É fundamental que as famílias que se enquadram nesses critérios busquem os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) de seus municípios para se informar sobre os procedimentos de cadastramento e atualização de dados no Cadastro Único (CadÚnico), que é a porta de entrada para o Bolsa Família e outros programas sociais do governo. 

A agilidade no cadastro e na atualização das informações é crucial para garantir o acesso ao benefício.

Essa medida reforça o compromisso em combater as desigualdades sociais e garantir que o Bolsa Família continue sendo um instrumento vital na construção de um futuro mais justo para todos os brasileiros.



Autor: Ana Luzia RodriguesAutor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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Governo federal isentou taxistas de taxa de verificação de taxímetros – Jornal Contábil

O Governo Federal isentou os taxistas da taxa de R$ 52 para a verificação dos taxímetros. As revisões, que antes eram anuais, passam agora a ocorrer a cada dois anos.

O uso do equipamento é obrigatório em cidades com mais de 50 mil habitantes. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mais de 100 mil taxistas devem ser beneficiados.

 A estimativa é de uma economia de R$ 9 milhões por ano aos motoristas. Além disso, as verificações, que antes eram anuais, passam a ser a cada dois anos.

A proposta pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) – reduz custos e desburocratiza a obrigação, sem perder a garantia de confiança e precisão nas medições dos taxímetros.

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Mais benefícios

Estima-se que a isenção da verificação inicial será benéfica também para os fabricantes dos equipamentos, pois simplificará o processo de entrada de novos taxímetros no mercado, estimulando a inovação e a modernização tecnológica.

Estudo do Inmetro apontou a viabilidade da mudança, considerando a confiabilidade dos equipamentos modernos e o baixo índice de reprovação nas verificações.

A legislação

De acordo com a lei nº 12.468/2011, o uso de taxímetros é obrigatório em municípios com mais de 50 mil habitantes. A verificação metrológica é exigida por lei e realizada pelo Inmetro. 

A verificação inicial é de responsabilidade do fabricante ou importador, e as seguintes devem ser feitas pelo dono do veículo. O custo e a consequente economia de R$ 9 milhões levam em conta as verificações periódicas anuais e as decorrentes de manutenção ou atualização de tarifa.



Autor: Ana Luzia RodriguesAutor: Ana Luzia Rodrigues


Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.


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