milhões de benefícios vão ser pagos na próxima semana

Milhões de beneficiários do INSS começam a receber suas aposentadorias, pensões e auxílios, na próxima terça-feira, dia 25 de março de 2025, iniciando pelo dígito 1 como já acontece tradicionalmente.

Os depósitos do terceiro mês de 2025 vão até o dia 07 de abril, são pagos cerca de 40,6 milhões de benefícios mensalmente pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para diferentes grupos.

Entender como funciona o pagamento dos beneficiários pode te ajudar a saber quando o depósito da sua pensão, auxílio ou aposentadoria será realizado, confira mais detalhes nos próximos tópicos.

Como funciona o calendário de pagamentos?

Lembrando, para saber qual dia você recebe e entender o calendário, é só conferir no cartão do benefício, o número é o que vem antes do dígito verificador. É importante entender para saber qual o dia do seu pagamento.

Confira um exemplo:

  • Para o benefício  888.888.884-9, o número que vai definir o dia que você receberá o seu pagamento é o 4, ou seja, o número que vem antes do traço.

Outro ponto importante, é preciso entender que existem dois calendários de pagamento, um é para quem recebe até um salário mínimo e o outro é para os beneficiários que recebem acima do mínimo.

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Calendário do INSS do mês de março

Como citamos, os pagamentos para os beneficiários que recebem até 1 salário mínimo começam na próxima terça-feira (25), já quem recebe acima de R$ 1.518,00 vai começar a receber no dia 1º de abril.

Calendário de março para quem recebe até 1 salário mínimo:

  • Final 1: 25 de março;
  • Final 2: 26 de março;
  • Final 3: 27 de março;
  • Final 4: 28 de março;
  • Final 5: 31 de março;
  • Final 6: 1 de abril;
  • Final 7: 2 de abril;
  • Final 8: 3 de abril;
  • Final 9: 4 de abril;
  • Final 0: 7 de abril.

Calendário de pagamentos para quem acima de um salário mínimo:

  • Final 1 e 6: pagamento em 01 de abril;
  • Final 2 e 7: pagamento em 02/04;
  • Final 3 e 8: pagamento em 03/04;
  • Final 4 e 9: pagamento em 04/04;
  • Final 5 e 0: pagamento em 07/04.

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MEI: quando é preciso ter certificado digital – Jornal Contábil

O certificado digital é um tipo de arquivo que autoriza que uma empresa ou pessoa física tenha uma identificação virtual. Essa identidade digital torna possível a realização de transações pela internet protegidas com autenticação.

O empresário que deseja emitir notas fiscais eletrônicas precisa ter o certificado digital. Nesse caso, o certificado precisa ser reconhecido pela Secretaria da Fazenda do Estado e também pela prefeitura do município onde está localizado o empreendimento.

Quais situações exigem o certificado digital?

Acompanhe abaixo alguns serviços que exigem esse certificado:

  • Para emitir notas fiscais eletrônicas (NF-e);
  • Para realizar transações online com a Receita Federal;
  • Para acessar o e-CAC, a plataforma eletrônica da Receita Federal;
  • Para declarar Imposto de Renda;
  • Para assinar documentos e contratos digitais;
  • Para entregar a Declaração Anual do Simples Nacional.

Tipos de certificados

Para o MEI que optar pelo Certificado Digital, existem dois tipos disponíveis: o modelo A1 e o modelo A3. Ambos, têm a mesma função de validar e ampliar a  segurança para as operações 

O modelo A1 é um arquivo digital que fica instalado e armazenado no próprio computador ou em dispositivos móveis como tablets e smartphones. Esse sistema costuma ter validade de um ano.

Já o Certificado Digital A3, fica armazenado em token próprio ou cartão. Possui um preço um pouco maior por ser portátil e ter validade de até cinco anos.

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Quem precisa gerar o certificado digital?

O certificado garante mais segurança nas transações pela internet, pois autentica a identificação da empresa. Os empreendimentos que emitem notas fiscais precisam ter um certificado digital. 

Os empresários que optaram pelo regime tributário do Lucro Real e Lucro Presumido precisam do certificado digital para enviar as notas fiscais e as declarações mensais e anuais para a Receita Federal.

Os empresários que possuem funcionários com registro na carteira de trabalho devem enviar as declarações à Previdência Social, através do certificado digital.

MEI tem a obrigação de ter certificado digital?

Por lei, o MEI não tem obrigação de possuir um certificado digital e ele só tem a obrigação de fornecer Nota Fiscal quando a venda de um produto ou serviço for direto com uma pessoa jurídica. É opcional.

Esse documento digital traz vantagens para uso prático da emissão da nota fiscal eletrônica (NF-e), e com o certificado de microempreendedor individual, também é possível fazer uma série de transações fiscais como comprovações e declarações à Receita Federal.

O MEI precisa de um certificado digital quando escolhe emitir nota fiscal eletrônica. Como o certificado digital é uma tecnologia atrelada à Nota Fiscal, todo MEI pode optar por facilitar o processo de emissão das notas eletrônicas e outras transações através de um certificado.

Até mesmo quando o microempreendedor individual possui um funcionário, segundo a lei o Certificado Digital é facultativo, apesar de que algumas transações tributárias exigem o documento digital.

Como gerar o certificado digital?

O certificado digital deve ser comprado em autoridades certificadoras que constam no Instituto Nacional de Tecnologia da Informação.

Veja a seguir como fica o passo a passo para gerar o certificado digital:

  • Escolha uma unidade certificadora para gerar o certificado digital;
  • A emissão pode ser A1 – validade de 1 ano ou A 3 – validade de até 5 anos ( o certificado pode arquivar em um token ou cartão);
  • Apresente a documentação estabelecida pela unidade certificadora. Normalmente é um documento de identificação para pessoa física, ou documento de identificação e contrato social da empresa para pessoa jurídica;
  • Preencha o formulário com as informações da empresa;
  • Cadastre a biometria ou colete a biografia facial;
  • A unidade certificadora irá analisar o cadastro e confirmar a identidade do solicitante, depois disso o certificado digital estará finalizado.

Importante: O certificado A1 pode ser baixado pela internet, a unidade certificadora normalmente envia por email ao solicitante. 

A própria unidade certificadora entrega o certificado A3 em formato de cartão e token. As dúvidas com relação ao certificado digital podem sanar na própria unidade certificadora.

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Alerta! Governo muda regras que afetam todos os MEI – Jornal Contábil

O ano de 2025  traz algumas mudanças para o MEI (Microempreendedor Individual). Dentre elas, as novas exigências fiscais, a alteração no valor do DAS e a inclusão de novas atividades. 

O valor do DAS ocorre todos os anos, em janeiro e o microempreendedor terá uma nova quantia a ser paga, atualizada de acordo com o novo valor do salário-mínimo. 

O  Microempreendedor Individual é aquele profissional autônomo que trabalha por conta própria, seja qual for o seu segmento de atuação, e que passa a ser pessoa jurídica obtendo o seu CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica).

A seguir,veja o que esses primeiros meses do ano reservam para quem é um Microempreendedor Individual.

Novo valor do DASN MEI

Mensalmente o MEI precisa pagar uma contribuição. Chama-se Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) que é um tributo inerente ao microempreendedor individual para garantir benefícios previdenciários. 

Esse tributo é imposto através de uma guia de recolhimento mensal gerado a partir do mês subsequente à formalização, com data fixa de pagamento para cada dia 20 do mês.

Todavia, esse valor baseia-se no salário mínimo. Nessa linha, o valor da contribuição mensal do MEI passa por uma alteração e entra em vigor anualmente sempre no mês de janeiro.

O cálculo do valor do DAS ou Documento de Arrecadação do Simples Nacional corresponde a 5% do salário-mínimo em vigor, somado a taxa de R$ 1,00 de ICMS para comércio e indústria ou R$ 5,00 para serviços – ISS ou 6,00 para Comércio e Serviços – ICMS e ISS. 

Em 2025, a maioria dos microempreendedores individuais passou a pagar mensalmente R$ 75,90. Para caminhoneiros, o valor subiu para R$ 182,16, ou 12% do salário mínimo.

O reajuste reflete a intenção do governo de manter um sistema sustentável e acessível, que possibilita aos microempreendedores usufruir dos benefícios do INSS como aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, pensão por morte para dependentes e salário-maternidade.

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Novas exigências fiscais

A partir de 1º de abril de 2025, os MEIs enfrentarão mudanças significativas em sua obrigação de emitir notas fiscais. 

A Receita Federal introduziu o Código do Regime Tributário (CRT) “4 – Simples Nacional – Microempreendedor Individual – MEI”, que deverá ser incluído em todas as Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) e nas Notas Fiscais do Consumidor Eletrônicas (NFC-e) emitidas. 

Esta iniciativa visa aprimorar a identificação e o acompanhamento das operações de MEIs, diferenciando-as dos outros regimes tributários.

Além disso, eventuais erros na emissão de notas fiscais que antes resultariam em “denegação” passarão a ser classificados como “rejeição”. Esta modificação promete maior agilidade para os empreendedores no processo de correção e reemissão das notas fiscais, conforme o Ajuste Sinief 43/2023.

CFOPs para o MEI

Outra alteração significativa para os MEIs este ano será a atualização dos Códigos Fiscais de Operações e Prestações (CFOPs). 

Esses códigos identificam a natureza de circulação de mercadorias ou a prestação de serviços de transportes e comunicação. MEIs precisarão utilizar novos CFOPs específicos, alguns deles incluem:

  • 1.202: Devolução de venda de mercadoria
  • 5.102: Venda de mercadoria adquirida
  • 6.102: Venda de mercadoria adquirida (interestadual)

Esses novos códigos substituirão os antigos a partir de abril de 2025, após um adiamento que permitiria uma adaptação mais fácil dos MEIs às novas regras. O cumprimento desse requisito será essencial para evitar possíveis penalidades fiscais.

Novas atividades permitidas no MEI

O governo permitiu novas atividades no Regime MEI. Um passo significativo rumo à inclusão de mais profissionais. Essa atualização inclui diversas áreas, que prometem dinamizar o mercado, como:

  • Confecção de vestuário e acessórios;
  • Fabricação de produtos de limpeza;
  • Produção artesanal de alimentos e bebidas;
  • Produção e venda de colchões;
  • Serviços de carpintaria e marcenaria;
  • Serviços de chaveiro.

Essas adições ampliam as perspectivas para profissionais de setores variados, reforçando o papel do MEI como um regime inclusivo e abrangente.

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MEIs abertos por meios fraudulentos podem ter o CNPJ cancelado – Jornal Contábil

A juíza Patrícia de Assis Ferreira Braguini, do Juizado Especial Cível de Itapecerica da Serra, São Paulo, tomou uma decisão importante ao determinar o cancelamento de um Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) de um Microempreendedor Individual (MEI) registrado de forma fraudulenta em nome de um cidadão que nunca solicitou tal registro. Além disso, a magistrada ordenou que a Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp) reembolsasse ao homem o valor de R$ 723,60, referente a débitos cobrados indevidamente da empresa inexistente.

Descoberta da Fraude e Início do Processo Judicial

O homem descobriu o incidente ao tentar formalizar sua própria microempresa, sendo informado de que já havia um CNPJ registrado em seu nome desde 2022, em Santos, local onde ele nunca morou ou esteve presente. Desconhecendo o registro fraudulento, ele denunciou imediatamente ter sido vítima de um crime. Ao tentar resolver a situação, descobriu que havia débitos pendentes no valor mencionado, o que o impedia de registrar um novo MEI. Diante disso, ele buscou o Judiciário para anular o registro fraudulento e reaver os valores pagos indevidamente.

Argumentação da Jucesp e Decisão Judicial

A Jucesp alegou que o autor poderia ter resolvido a questão administrativamente, que a fraude ocorreu em um sistema federal e, portanto, não seria de responsabilidade da autarquia estadual. Além disso, afirmou que não havia danos, já que a Receita Federal já havia cancelado o MEI. No entanto, após análise minuciosa, a juíza reconheceu os indícios de fraude, afirmando que “pessoas desconhecidas se valeram dos documentos da parte autora para, por meio fraudulento, abrir uma empresa em seu nome, promovendo o registro e inscrição de empresa microempreendedora individual perante a Jucesp”. Com base nessa constatação, a juíza determinou o cancelamento definitivo do CNPJ e condenou a Jucesp a reembolsar o valor devido ao autor.

Impacto da Decisão

A decisão reforça a importância da proteção contra fraudes e destaca o papel das instituições na manutenção da integridade dos registros empresariais.

Resumo da Decisão

Item Descrição
Decisão Judicial Cancelamento de CNPJ fraudulento e reembolso de valores
Órgão Responsável Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo)
Valor a ser Reembolsado R$ 723,60
Justificativa Fraude na abertura de CNPJ em nome do autor
Local do Registro Fraudulento Santos, São Paulo
Local de Residência do Autor Itapecerica da Serra, São Paulo

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Taxa Selic 14,25%: Aumento Confirmado e o que Esperar do Mercado – Jornal Contábil

O Banco Central (BC) anunciou um novo aumento de 1 ponto percentual na taxa Selic, elevando-a para 14,25% ao ano. Essa decisão já era esperada pelo mercado, pois havia sido antecipada na reunião de janeiro. Com isso, a atenção se voltou para o comunicado do Copom, buscando pistas sobre as próximas reuniões.

Incertezas da economia dos EUA e tarifas de Trump

No comunicado, o BC destacou as incertezas em relação à economia dos Estados Unidos, especialmente sobre as tarifas de importação e seus efeitos. Essas incertezas geram dúvidas sobre a trajetória da taxa de juros na maior economia do mundo.

O Copom acertou ao abordar esse ponto, pois as incertezas sobre a política comercial de Donald Trump têm impactado os preços dos ativos, diante de um possível cenário de desaceleração da atividade. Se os ativos americanos reagem a essas incertezas, os países emergentes, consequentemente, precisam ficar atentos.

É importante ressaltar que, apesar das discussões sobre uma possível recessão nos EUA, não consideramos esse cenário como provável, embora seja necessário monitorar a situação.

Atividade econômica doméstica e inflação pressionada

No cenário doméstico, o BC ressaltou que a atividade econômica e o mercado de trabalho continuam aquecidos, embora com sinais de moderação.

No entanto, esses sinais ainda são tímidos. A taxa de desemprego está em 6,6% (com ajuste sazonal), uma das menores da história, e a massa salarial real apresenta forte crescimento. O Caged de janeiro registrou a criação de 137 mil vagas formais, superando as expectativas de 71 mil. O IBC-Br de janeiro subiu 0,89%, também acima das expectativas (+0,30%).

Em resumo, a atividade doméstica segue forte e acima do nível potencial, gerando pressões inflacionárias. No entanto, espera-se uma desaceleração ao longo do ano.

Projeções de inflação e desafios para o BC

A projeção do BC para o terceiro trimestre de 2026, horizonte relevante para a política monetária, caiu ligeiramente, de 4,0% para 3,9%. Apesar da queda, o patamar ainda está acima da meta de 3,0%.

As projeções do Relatório Focus apontam para a direção oposta, com estimativas de 5,7% para 2025 e 4,5% para 2026. Além disso, as projeções para 2027 e 2028 também subiram, embora de forma mais modesta.

O cenário de inflação ainda é desafiador. A média dos últimos três meses do núcleo da inflação está em 5,6% (anualizado), e os serviços subjacentes em 7,6%. Para que o BC alcance a meta de 3,0%, será necessário observar dados consistentemente mais fracos.

Decisão do Copom e perspectivas para a taxa Selic

O BC confirmou o aumento de 1 ponto percentual na Selic, elevando-a para 14,25% ao ano. Para a próxima reunião, em 7 de maio, a autoridade monetária antecipou um novo aumento, mas de menor magnitude, provavelmente 0,50 ponto percentual.

Quanto às reuniões seguintes, o BC não se comprometeu com novos movimentos, gerando incertezas sobre a trajetória futura da taxa Selic.

Leia mais:

A curva de juros do mercado precifica uma maior probabilidade de alta de 0,25 ponto percentual na reunião de junho, elevando a Selic para 15% ao ano. No entanto, surge a dúvida se esse patamar será suficiente para levar a inflação à meta de 3,0%.

Para alcançar a meta, seria necessária uma taxa mais próxima de 18% ao ano. No entanto, o BC não parece disposto a elevar a Selic a esse patamar. Nesse caso, seria necessário manter a taxa em 15% por um período prolongado, até que os dados de inflação convirjam para a meta.

Oportunidades de investimento no cenário atual

A equipe do Fundo Versa continua monitorando o cenário e os preços dos ativos, que apresentam oportunidades tanto na renda fixa quanto nas ações.

Na renda fixa, títulos atrelados ao IPCA com taxas de juros reais elevadas se destacam como uma opção interessante, apesar dos riscos envolvidos. Nas ações, a bolsa doméstica apresenta múltiplos baixos e empresas com resultados promissores.

Renda Fixa PRO e opções de investimento

Na área para membros do Renda Fixa PRO, você tem acesso exclusivo às melhores opções de títulos públicos e crédito privado, como CDB, LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures, para investir no cenário econômico atual.

Tabela de projeções de inflação

Indicador Projeção Atual Projeção Anterior
Relatório Focus 2025 5,7% 5,5%
Relatório Focus 2026 4,5% 4,2%
Relatório Focus 2027 4,00% 3,90%
Relatório Focus 2028 3,78% 3,73%
Projeção BC 2026 3,9% 4,0%

Matéria criada com informações do Fundo Versa

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Imposto Eclesiástico: Qual é o impacto dele sobre religiosos em algumas partes do mundo? – Jornal Contábil

Em um cenário onde a espiritualidade e a fé são pilares fundamentais para milhões de pessoas ao redor do mundo, uma nova realidade está se impondo: o imposto eclesiástico. Esse mecanismo de cobrança, adotado em diversos países, tem gerado um efeito colateral inesperado e preocupante para as instituições religiosas: o afastamento de fiéis. Cada vez mais, membros de diferentes religiões estão optando por deixar suas comunidades religiosas oficialmente registradas para evitar a cobrança de tributos, levantando debates sobre a relação entre Estado, religião e finanças.

O que é o Imposto Eclesiástico?

O imposto eclesiástico, também conhecido como “Kirchensteuer” em países como Alemanha, Áustria, Suíça e algumas regiões da Escandinávia, é um tributo recolhido pelo governo e repassado às instituições religiosas. Esse imposto é calculado com base na renda dos cidadãos que são membros registrados de algumas religiões reconhecidas pelo Estado. Em alguns casos, a taxa pode chegar a 8% ou 9% do imposto de renda do contribuinte.

A justificativa para essa cobrança é a manutenção das atividades religiosas, como o pagamento de salários de clérigos, a conservação de templos e a realização de obras sociais. No entanto, para muitos fiéis, o peso financeiro tem se tornado insustentável, especialmente em tempos de crise econômica e inflação.

A Fuga dos Fiéis

Nos últimos anos, o número de pessoas que optam por deixar oficialmente suas comunidades religiosas têm aumentado significativamente. Na Alemanha, por exemplo, dados oficiais mostram que mais de 220.000 pessoas abandonaram a Igreja Católica em 2022, enquanto cerca de 180.000 deixaram a Igreja Protestante. Esse fenômeno não se limita ao cristianismo: judeus, muçulmanos e membros de outras religiões também têm adotado a mesma medida.

Para muitos, a decisão de sair da igreja não reflete uma perda de fé, mas sim uma necessidade financeira. “Eu continuo acreditando em Deus e frequentando a igreja, mas não posso mais arcar com o imposto. É uma escolha difícil, mas necessária”, relata uma enfermeira alemã que deixou a Igreja Católica após anos de contribuições.

O Futuro do Imposto Eclesiástico

Enquanto o debate continua, uma coisa é clara: o imposto eclesiástico está no centro de uma crise que desafia a relação entre religião, Estado e sociedade. Para alguns, a solução pode estar na revisão do modelo de financiamento das igrejas, enquanto para outros, o caminho é a separação definitiva entre religião e finanças públicas.

Enquanto isso, os fiéis continuam deixando as igrejas em busca de uma espiritualidade que não venha acompanhada de uma cobrança financeira obrigatória. O imposto eclesiástico, que um dia foi visto como uma forma de garantir a sustentabilidade das instituições religiosas, pode estar se tornando justamente o motivo de seu declínio.

Por Lucas de Sá Pereira, contador https://contadorlucaspereira.shop/, e colunista do Jornal Contábil e criador do Instagram @contadorlucaspereira



Autor: Lucas Pereira


Com mais de uma década de vivência no mundo contábil, sou Lucas Pereira, formado pela Universidade Braz Cubas em ciências contábeis e com registro no CRC. Minha jornada me levou a aprimorar meus conhecimentos em renomadas instituições internacionais como King’s College London e SOAS University of London. Acredito que a contabilidade e as finanças não precisam ser complexas. Aqui, no Jornal Contábil, meu objetivo é desmistificar esses temas e compartilhar insights práticos para que você tome decisões mais assertivas para o seu negócio.


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Entenda como a nova faixa de isenção do IR impacta a contabilidade – Jornal Contábil

Como foi publicado nos últimos dias, a faixa de isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil teve alguns avanços, com o presidente da República enviando ao Congresso Nacional o Projeto de Lei (PL) que possibilita a mudança que pode impactar até mesmo a contabilidade.

Um fato é que o período de envio de declarações de pessoa física é realmente lucrativo para os profissionais e escritórios contábeis, mesmo não sendo a única fonte de renda, são clientes importantes.

A aprovação da faixa de isenção do IR, pode impactar a contabilidade de diferentes maneiras, estar preparado para as mudanças pode ser fundamental para um período de mudanças.

Mudanças causadas pela isenção do Imposto de Renda de até R$ 5 mil

O objetivo do Ministério da Fazenda e de toda equipe econômica do atual governo é que a proposta seja aprovada ainda em 2025 e comece a valer já no dia 1º de janeiro de 2026. Portanto, se o projeto for aprovado, as mudanças para os contadores vão começar em 2027, no Imposto de Renda ano-base 2026.

Com a aprovação da proposta, mais de 26 milhões de brasileiros estarão totalmente isentos do IR, outros vão pagar menos Imposto. Quem recebe entre R$ 5 mil e R$ 7 mil também será beneficiado com um desconto.

Segundo a cartilha digital da “Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil”, 65% dos declarantes não vão mais pagar mais IR e estarão desobrigados a transmitir a obrigação. Portanto, serão milhões de potenciais clientes que já não vão existir para os contadores.

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O que a contabilidade pode fazer nesse cenário?

Aproveitar esse cenário de mudanças e incertezas para atendimento de clientes com uma renda maior, que possuem declarações mais investimentos em renda variável, bens e dívidas e uma diversificação maior de rendimentos isentos e tributáveis.

Portanto, é preciso se atentar para uma possível queda de faturamento em um período que sempre foi lucrativo para a contabilidade e focar no atendimento de outro público. Focar no planejamento tributário para pessoas físicas também pode ser uma ótima opção.

Para compensar, o governo vai criar uma nova tributação que será aplicada em pessoas que recebem acima de R$ 600 mil anuais (R$ 50 mil por mês). A alíquota será progressiva e chegará a 10% para rendas acima de R$ 1,2 milhão ao ano (R$ 100 mil mensais). 

Portanto, é seguro dizer que vão acontecer mudanças no mercado com novas oportunidades, é preciso estar atento.

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Cenário de 2016 se repete? Selic chega a 14,25% após decisão do Copom – Jornal Contábil

Na última quarta-feira (19), o Comitê de Política Monetária (Copom) confirmou as expectativas do mercado e aumentou a taxa básica de juros (Selic) em 1 ponto percentual, levando-a a 14,25%. Essa decisão marca a terceira elevação consecutiva, o que nos lembra os períodos de julho de 2015 e outubro de 2016, quando a taxa atingiu o mesmo nível em meio à uma crise durante o governo de Dilma Rousseff.

Motivos para o aumento da Selic

O Copom justificou a elevação da taxa devido à desancoragem das expectativas de inflação, projeções inflacionárias elevadas e pressões no mercado de trabalho, exigindo uma política monetária mais restritiva.

Outro ponto citado no comunicado do Banco Central foi o ambiente externo e suas incertezas, especialmente em relação a conjuntura econômica e à política dos Estados Unidos gerando incertezas. Sobre isso, o BC afirmou em seu comunicado que:O ambiente externo permanece desafiador em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, principalmente pela incerteza acerca de sua política comercial e de seus efeitos. Esse contexto tem gerado ainda mais dúvidas sobre os ritmos da desaceleração, da desinflação e, consequentemente, sobre a postura do Fed e acerca do ritmo de crescimento nos demais países. Os bancos centrais das principais economias permanecem determinados em promover a convergência das taxas de inflação para suas metas em um ambiente marcado por pressões nos mercados de trabalho. O Comitê avalia que o cenário externo segue exigindo cautela por parte de países emergentes.

Inflação

De acordo com a pesquisa Focus, as expectativas de inflação são de 5,7% para 2025 e 4,5% para 2026. O Copom, por sua vez, projeta uma inflação de 3,9% para o terceiro trimestre de 2026 no cenário de referência.

Perspectivas Futuras

O Copom sinalizou que pretende manter a Selic em 14,25% por um período prolongado, a fim de garantir a convergência da inflação para a meta. A decisão futura sobre a taxa Selic dependerá da evolução da inflação e das expectativas de inflação, bem como da atividade econômica e do mercado de trabalho.

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Bloco H: atenção aos prazos e evite multas!! – Jornal Contábil

O Bloco H – Inventário Físico é uma parte essencial da EFD-ICMS/IPI, destinado a apresentar todas as informações sobre o inventário físico do estabelecimento, mesmo que esteja zerado, conforme os prazos estabelecidos pela legislação.

Nele, deve conter o inventário de mercadorias e bens do estabelecimento ao final do ano-calendário, normalmente em 31 de dezembro. Essa informação é enviada eletronicamente ao governo, contribuindo para a transparência e o controle sobre os estoques empresariais.

A obrigatoriedade do Bloco H está relacionada ao SPED Fiscal, um sistema que moderniza a escrituração fiscal e a prestação de informações ao Fisco. Este bloco tem como objetivo reduzir o uso de documentos físicos e facilitar o processo de fiscalização, promovendo maior eficiência e transparência nas obrigações fiscais.

O que deve constar no bloco H?

No Bloco H devem ser informadas mercadorias, matérias-primas, produtos intermediários, materiais de embalagem, produtos manufaturados e em acabamento, existentes no estabelecimento na época do balanço da empresa. E é importante que os valores e as especificações permitam a perfeita identificação dos elementos registrados.

Periodicidade do Bloco H

O Bloco H (Inventário) com periodicidade anual deverá ser informado até a movimentação do segundo período de apuração subsequente ao levantamento do balanço.

Ou seja, ocorre o fechamento do balanço em 31.12.2024 e o envio das informações serão apresentadas no SPED Fiscal do mês de referência de Fevereiro/2025 com entrega em Março/2025, considerando a legislação interna de cada Estado quanto aos prazos de envio do SPED Fiscal/EFD.

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Quem é obrigado a enviar o Bloco H?

Toda empresa contribuinte do ICMS que possui estoque é obrigada a entregar seu inventário após a finalização do Balanço Patrimonial, portanto os comércios, indústrias e alguns prestadores de serviços que estão obrigados ao SPED Fiscal devem apresentar o Bloco H. 

Isso inclui então as empresas que operam sob os regimes tributários do Lucro Presumido e Lucro Real

Por outro lado, os Microempreendedores Individuais (MEIs) e os optantes pelo regime tributário Simples Nacional estão isentos dessa obrigação.

Multas e penalidades

As empresas que são obrigadas a entregar o Bloco H e não o fazem, ou que o deixam em branco, podem enfrentar multas e penalidades. 

A falta de entrega resulta em uma multa de 1% sobre o valor do estoque. Além disso, se a declaração for entregue com atraso, a empresa será multada em 0,02% por dia sobre seu faturamento bruto.

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Job Ghosting: entenda a “vingança” da geração Z ao trabalho – Jornal Contábil

Nos últimos anos, algumas práticas de jovens profissionais têm sacudido o mercado de trabalho, gerando um mix de surpresa e preocupação nos líderes das empresas. Entre as mais recentes tendências está o fenômeno do “job ghosting”, onde candidatos aceitam ofertas de emprego e, surpreendentemente, desaparecem no primeiro dia. Mas, por que isso está acontecendo? O que está motivando a Geração Z a adotar esse comportamento? Vamos entender melhor esse movimento e o que ele revela sobre a relação dos jovens com o trabalho.

O que é Job Ghosting e por que a Geração Z está aderindo a essa prática?

Primeiramente, é importante entender o que significa o termo “job ghosting”. Inspirado pelo famoso “ghosting” em relacionamentos, onde uma das partes simplesmente desaparece sem explicações, no mercado de trabalho, o “job ghosting” acontece quando um candidato aceita uma oferta de emprego, mas não aparece para começar o trabalho. Isso tem ocorrido com mais frequência, especialmente entre os jovens da Geração Z, que estão deixando de lado os padrões tradicionais de comportamento profissional.

Mas, o que está por trás dessa prática? Segundo especialistas, o “career catfishing”, como também é chamado, está ligado à frustração crescente com o mercado de trabalho. Muitos jovens têm enfrentado situações em que as expectativas, criadas pelas promessas das empresas, não correspondem à realidade do cargo. Muitas vezes, as descrições de vagas são exageradas, o que cria um choque de realidade no primeiro dia de trabalho. E, em resposta a isso, a Geração Z está adotando uma postura mais radical: simplesmente desaparecer.

O impacto das novas posturas da Geração Z no trabalho

A Geração Z, que está começando a ocupar as primeiras posições no mercado de trabalho, não tem medo de expressar suas frustrações. Um estudo realizado pela Owl Labs, que entrevistou mais de 2.000 profissionais, revelou alguns comportamentos comuns entre os jovens: 48% afirmaram que já compartilharam experiências negativas sobre seus empregos nas redes sociais, enquanto 20% se recusam a realizar tarefas fora da descrição de suas funções. Mais de 20% também admitiram não responder a mensagens relacionadas ao trabalho fora do expediente.

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O “job ghosting”, portanto, se encaixa em um movimento mais amplo de insatisfação, em que a Geração Z busca maior transparência, respeito e flexibilidade nas condições de trabalho. Para muitos, o mercado de trabalho não deveria ser um lugar onde o profissional é apenas mais um cogumelo no sistema, mas sim um ambiente colaborativo, onde suas necessidades e bem-estar são respeitados.

A ascensão do “Office Ghosting” e o que isso significa

Além do “job ghosting”, um outro fenômeno relacionado tem chamado a atenção: o “office ghosting”. Esse termo descreve uma situação em que os funcionários, muitas vezes os mais novos, alegam estar no escritório, mas raramente aparecem. Esse comportamento está relacionado principalmente ao endurecimento das políticas de retorno ao trabalho presencial, que tem gerado ainda mais tensões entre os empregadores e seus funcionários.

Com a popularização do trabalho híbrido, muitos jovens se frustram com a chamada “hierarquia híbrida”, onde profissionais de cargos mais altos têm acesso a horários flexíveis e home office, enquanto outros funcionários são obrigados a se deslocar até o escritório. Esse tipo de desigualdade nas condições de trabalho é uma das causas de um crescente distanciamento entre as expectativas dos jovens profissionais e as práticas empresariais mais tradicionais.

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O que as empresas podem fazer para se adaptar?

A Geração Z não está apenas rejeitando as regras tradicionais do mercado de trabalho; ela também está cobrando maior respeito e flexibilidade. Os jovens não querem ser tratados de maneira hierárquica e esperam que suas necessidades sejam atendidas de forma mais colaborativa. Isso implica em oferecer um ambiente de trabalho mais dinâmico, que inclua oportunidades de crescimento, bem-estar e flexibilidade.

No entanto, práticas como o “career catfishing” e o “office ghosting” podem prejudicar a construção de relações profissionais saudáveis e afetar a reputação das empresas. As organizações, por sua vez, precisam equilibrar as demandas por inovação e flexibilidade com a necessidade de confiabilidade e compromisso. Para isso, criar uma cultura de transparência, incentivar a comunicação aberta e respeitar as necessidades dos funcionários são passos fundamentais para reduzir o impacto desses comportamentos.

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Embora os jovens da Geração Z estejam mudando a forma como lidam com o trabalho, as empresas também podem se beneficiar dessas transformações, desde que saibam lidar com as novas demandas. Ao oferecer um ambiente mais inclusivo e flexível, as empresas poderão aproveitar as qualidades inovadoras e criativas dessa geração.

No fim das contas, as práticas de “job ghosting” e “office ghosting” são um reflexo de um mercado de trabalho que está em constante evolução, onde a transparência, a flexibilidade e o respeito pelo profissional são cada vez mais exigidos. Para os líderes, é um desafio, mas também uma oportunidade de adaptação e evolução em um cenário de trabalho cada vez mais dinâmico e interconectado.

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